Projeto Político Pedagógico
De acordo com a Resolução do Conselho Nacional de Educação – Câmara de Educação Superior - CNE/CES 2 de 24 de abril de 2019, o Curso de Graduação em Engenharia tem como perfil do egresso(a)/profissional o(a) engenheiro(a), com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, capacitado a absorver e a desenvolver novas tecnologias, estimulando a sua atuação crítica e criativa na identificação e resolução de problemas, considerando seus aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética e humanística, em, São Luís, Maranhão 20 atendimento às demandas da sociedade. Outrossim, a formação do engenheiro tem por objetivo dotar o profissional dos conhecimentos requeridos para o exercício das seguintes competências e habilidades gerais: I - formular e conceber soluções desejáveis de engenharia, analisando e compreendendo os usuários dessas soluções e seu contexto: a) ser capaz de utilizar técnicas adequadas de observação, compreensão, registro e análise das necessidades dos usuários e de seus contextos sociais, culturais, legais, ambientais e econômicos; b) formular, de maneira ampla e sistêmica, questões de engenharia, considerando o usuário e seu contexto, concebendo soluções criativas, bem como o uso de técnicas adequadas; II - analisar e compreender os fenômenos físicos e químicos por meio de modelos simbólicos, físicos e outros, verificados e validados por experimentação: a) ser capaz de modelar os fenômenos, os sistemas físicos e químicos, utilizando as ferramentas matemáticas, estatísticas, computacionais e de simulação, entre outras. b) prever os resultados dos sistemas por meio dos modelos; c) conceber experimentos que gerem resultados reais para o comportamento dos fenômenos e sistemas em estudo. d) verificar e validar os modelos por meio de técnicas adequadas; III - conceber, projetar e analisar sistemas, produtos (bens e serviços), componentes ou processos: a) ser capaz de conceber e projetar soluções criativas, desejáveis e viáveis, técnica e economicamente, nos contextos em que serão aplicadas; b) projetar e determinar os parâmetros construtivos e operacionais para as soluções de Engenharia; c) aplicar conceitos de gestão para planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços de Engenharia; IV - implantar, supervisionar e controlar as soluções de Engenharia: a) ser capaz de aplicar os conceitos de gestão para planejar, supervisionar, elaborar e coordenar a implantação das soluções de Engenharia. UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO Fundação Instituída nos Termos da Lei 5.152 de 21/10/1966, São Luís, Maranhão 21 b) estar apto a gerir, tanto a força de trabalho quanto os recursos físicos, no que diz respeito aos materiais e à informação; c) desenvolver sensibilidade global nas organizações; d) projetar e desenvolver novas estruturas empreendedoras e soluções inovadoras para os problemas; e) realizar a avaliação crítico-reflexiva dos impactos das soluções de Engenharia nos contextos social, legal, econômico e ambiental; V - comunicar-se eficazmente nas formas escrita, oral e gráfica: a) ser capaz de expressar-se adequadamente, seja na língua pátria ou em idioma diferente do Português, inclusive por meio do uso consistente das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs), mantendo-se sempre atualizado em termos de métodos e tecnologias disponíveis; VI - trabalhar e liderar equipes multidisciplinares: a) ser capaz de interagir com as diferentes culturas, mediante o trabalho em equipes presenciais ou a distância, de modo que facilite a construção coletiva; b) atuar, de forma colaborativa, ética e profissional em equipes multidisciplinares, tanto localmente quanto em rede; c) gerenciar projetos e liderar, de forma proativa e colaborativa, definindo as estratégias e construindo o consenso nos grupos; d) reconhecer e conviver com as diferenças socioculturais nos mais diversos níveis em todos os contextos em que atua (globais/locais); e) preparar-se para liderar empreendimentos em todos os seus aspectos de produção, de finanças, de pessoal e de mercado; VII - conhecer e aplicar com ética a legislação e os atos normativos no âmbito do exercício da profissão: a) ser capaz de compreender a legislação, a ética e a responsabilidade profissional e avaliar os impactos das atividades de Engenharia na sociedade e no meio ambiente. b) atuar sempre respeitando a legislação, e com ética em todas as atividades, zelando para que isto ocorra também no contexto em que estiver atuando; e , São Luís, Maranhão 22 VIII - aprender de forma autônoma e lidar com situações e contextos complexos, atualizando-se em relação aos avanços da ciência, da tecnologia e aos desafios da inovação: a) ser capaz de assumir atitude investigativa e autônoma, com vistas à aprendizagem contínua, à produção de novos conhecimentos e ao desenvolvimento de novas tecnologias. b) aprender a aprender. Portanto, com base nessas competências e habilidades gerais, o curso de Engenharia Ambiental almeja um profissional apto para perceber os elementos e processos relacionados ao ambiente natural e antropogênico, baseando-se nos fundamentos teóricos e metodológicos da Engenharia a fim de promover o desenvolvimento sustentável. O(A) bacharel(a) Engenharia Ambiental deve ser capaz de enfrentar os desafios relacionados ao desenvolvimento sustentável, visando sempre a contínua evolução tecnológica para garantir a utilização eficiente e sustentável dos recursos naturais, promovendo o desenvolvimento econômico, auxiliando no bem-estar social e na preservação ambiental.
Os engenheiros ambientais têm um vasto campo de atuação, tanto em instituições privadas como em públicas. O mercado de trabalho é bastante favorável e tende a crescer, envolvendo atuação em: a) Órgãos públicos de licenciamento e monitoramento ambiental e agências reguladoras; b) Órgãos de planejamento ambiental; c) Empresas públicas e privadas; d) Implantação de sistemas de gestão integrada e gestão ambiental. O egresso do Curso de Engenharia Ambiental do Centro de Ciências de Balsas, deve ser capaz de atuar profissionalmente, de modo individual ou em equipe, nas seguintes formas: - elaborar levantamentos e diagnósticos ambientais, caracterizando os meios físicos, bióticos e antrópicos dos compartimentos ambientais; - desenvolver, utilizar e interpretar modelos matemáticos e simulação computacional para representação do comportamento dos compartimentos água, ar e solo sujeitos a poluição, degradação, interferência e impactos ambientais; - elaborar levantamentos em indústrias e propor instrumentos de gestão, apontando possibilidades e meios de minimização da geração de resíduos e da utilização de recursos; São Luís, Maranhão 25 - elaborar e planejar projetos sistemas de abastecimento de água, sistemas de esgotamento sanitário (doméstico e industrial), sistemas de drenagem pluvial, equipamentos de controle da emissão de poluentes atmosféricos e sistemas para o gerenciamento de resíduos sólidos (urbanos, construção civil, de serviços de saúde, industriais, entre outros); - gerenciar sistemas e instalações de saneamento e controle da qualidade ambiental, dentro de suas atribuições; - participar em trabalhos de gestão ambiental, gestão de recursos hídricos e gestão de saneamento. - participar do controle sanitário do ambiente, incluindo o controle de poluição ambiental; - realizar perícia judicial, na área de atuação profissional. - desenvolver, implantar e gerenciar políticas, programas e projetos ambientais nas áreas: gestão integrada de resíduos sólidos, estações de tratamento de água de abastecimento e de águas residuárias, prevenção e controle da poluição atmosférica, sistemas de gestão integrados (qualidade, segurança e ambiente), reabilitação de áreas degradadas, entre outros; O Engenheiro Ambiental graduado na UFMA, Campus de Balsas, poderá atuar em diferentes esferas da sociedade, seja no ambiente rural, urbano e/ou industrial, através da participação em organizações públicas e privadas, nos setores primário, secundário e/ou terciário da economia, bem como em ONGs e na área de ensino, pesquisa e desenvolvimento (P&D).
O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – CONFEA, especificamente em sua Resolução nº 1010 de 22 de agosto de 2005, define as seguintes atribuições profissionais para a Engenharia Ambiental: I. Gestão, supervisão, coordenação e orientação técnica; II. Coleta de dados, estudo, planejamento, projeto e especificação; III. Estudo de viabilidade técnico-econômica e ambiental; IV. Assistência, assessoria e consultoria; V. Direção de obra ou serviço técnico; VI. Vistoria, perícia, avaliação, monitoramento, laudo, parecer técnico, auditoria, arbitragem; VII. Desempenho de cargo ou função técnica; VIII. Treinamento, ensino, pesquisa, desenvolvimento, análise, experimentação, ensaio, divulgação técnica, extensão; IX. Elaboração de orçamento; X. Padronização, mensuração, controle de qualidade;, Maranhão 23 XI. Execução de obra ou serviço técnico; XII. Fiscalização de obra ou serviço técnico; XIII. Produção técnica e especializada; XIV. Condução de serviço técnico; e XVII. Execução de desenho técnico. Assim, o curso de Engenharia Ambiental do Centro de Ciências de Balsas visa oferecer uma formação teórica e prática para possibilitar ao profissional os conhecimentos requeridos para o exercício das seguintes competências e habilidades específicas: I. Avaliar processos ambientais sob uma visão holística; II. Obter, analisar e interpretar dados; III. Desenvolver trabalhos relacionados à preservação, recuperação e controle da qualidade da água, do ar, do solo e da vegetação; IV. Identificar e desenvolver soluções inovadoras e eficientes para os problemas associados à geração de resíduos sólidos, líquidos e gasosos; V. Elaborar e coordenar projetos sobre indicadores ambientais, análises de riscos e impactos ambientais decorrentes da ação humana; VI. Avaliar a viabilidade econômica, técnica e social de projetos ambientais; VII. Avaliar criticamente a operação e manutenção de sistemas, conhecendo os limites e as consequências da ação humana em sua interação com o meio ambiente; VIII. Desenvolver estudos relacionados às diferentes fontes de geração de energias renováveis e não-renováveis, identificando potencialidades inovadores para a geração de energia e a redução de emissões de gases de efeito estufa; IX. Elaborar e coordenar projetos de gestão ambiental visando o desenvolvimento sustentável, atuando em todo o ciclo de vida e contexto de empreendimentos e do projeto de produtos (bens e serviços); X. Atuar em auditorias ambientais; XI. Atuar como coordenador de equipes multidisciplinares para a gestão de projetos ambientais; , São Luís, Maranhão 24 XII. Analisar e compreender os fenômenos físicos, químicos e biológicos por meio do uso de ferramentas matemáticas, estatísticas, computacionais e de simulação; XIII. Elaborar e aplicar projetos de educação ambiental, adotando perspectivas multidisciplinares e transdisciplinares para auxiliar no processo de conscientização ambiental; XIV. Pesquisar, desenvolver, adaptar e utilizar novas tecnologias ambientais, com atuação inovadora e empreendedora; XV. Ser um agente de transformação, de forma ética e responsável para com os recursos naturais.
Os processos metodológicos utilizados no curso de engenharia ambiental são diversificados e inovadores, abrangem aulas expositivas dialogadas, atividades práticas e experimentos em laboratório e/ou campo, com equipamentos e dispositivos adequados para cada atividade. Todo o processo de ensino e aprendizagem é construído visando estimular a atuação crítica, criativa, ética e humanística do discente, na identificação e resolução de problemas, considerando os aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais. Este processo é intensificado quando o aluno assume uma posição ativa, tornando-se protagonista na construção do conhecimento. Dessa forma, é possível alcançar um perfil de egresso com as competências e habilidades apresentadas neste PPC. Visando uma formação multidisciplinar e com práticas inovadoras, os discentes participam da elaboração e execução de projetos interdisciplinares de ensino, pesquisa e extensão, com a supervisão dos docentes. Além disso, as metodologias ativas e as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) também estão presentes como metodologia de ensino, como a sala de aula invertida, gamificação, aprendizado por problemas, rotação por estações e redes sociais. Essas metodologias são incentivadas e adequadas ao perfil do aluno ingressante e aos objetivos do curso. Por meio desses processos, as competências e habilidades a serem adquiridas pelo graduado são consolidadas.
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