Ir para acessibilidade
inicio do conteúdo

Projeto Político Pedagógico

Os egressos do Curso de Licenciatura Intercultural Indígena são professores habilitados em Linguagens e Artes ou Ciências Humanas e Sociais ou Ciências Exatas e Biológicas, para atuar no Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e no Ensino Médio, podendo desenvolver, ainda, atividades de gestão na Educação Escolar Indígena.

I. Gerais: a) Atuar e participar em diferentes dimensões da vida das comunidades indígenas, valorizando as suas especificidades culturais e étnicas; b) Atuar como professor na 2ª etapa do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e no Ensino Médio das escolas indígenas, de acordo com a habilitação cursada, promovendo o ensino-aprendizagem de forma intercultural; c) Desenvolver uma participação efetiva em toda a educação básica das escolas da comunidade dentro da perspectiva intercultural e interdisciplinar; d) Por meio de perspectivas próprias e por meio de novas experimentações em ensino e pesquisa, lidar com os conhecimentos acadêmicos de forma intercultural; e) Articular a proposta pedagógica da escola com a proposta política de sua comunidade e território; f) Avaliar criticamente a política de escolarização para indígenas a partir de sua experiência e construir instrumentos próprios de atuação na comunidade; g) Estabelecer uma organização interdisciplinar de conteúdos escolares criando uma dinâmica entre os saberes próprios de seu povo; h) Compreender a legislação referente aos povos indígenas e mais especificamente à política educacional; i) Assegurar a reflexão e a discussão sobre os diferentes sistemas e meios de avaliação, temas transversais, formação de professores/as e outras temáticas que se configuram em tendências contemporâneas para a formação de professores/as licenciados; e j) Atuar na gestão/administração das escolas de Ensino Básico indígenas e públicas. II. Específicas (Ciências Humanas e Sociais): a) Compreender as línguas e os saberes numa perspectiva de movimento das sociedades no espaço; b) Promover o entrelaçamento entre escola e comunidade indígena, possibilitando que a escola seja acolhida pela comunidade e atue como aliada na implantação da gestão etnoterritorializada e do Plano de Vida dos povos indígenas em suas comunidades; c) Desenvolver ações comunitárias no contexto da Educação Escolar Indígena, promovendo transformações pertinentes e coerentes com os aspectos históricos, sociais, culturais, linguísticos, econômicos e políticos de seu povo; d) Promover ações de valorização dos conhecimentos e saberes tradicionais dos povos indígenas; e) Favorecer e promover a ampliação da compreensão crítica sobre a realidade cultural, social, política e educacional, com enfoque em diferentes contextos (local, regional, nacional, internacional), buscando garantir a intervenção dos licenciandos egressos na realidade indígena;

Realizar pesquisas com vistas à revitalização das práticas linguísticas e culturais de suas comunidades, de acordo com sua situação sociolinguística e sociocultural, relacionando-as com os processos de ensino e aprendizagem; ✓ Estimular, por meio de experiências criativas, as múltiplas linguagens a partir da perspectiva de seu povo; ✓ Elaborar materiais diferenciados, relacionados às realidades e línguas indígenas; ✓ Compreender a interação entre as Línguas Maternas com as Línguas Oficiais; ✓ Perceber e contribuir na concepção de alfabetização e de letramento. As características da linguagem escrita e seu processo de aquisição. O ensino e a aprendizagem da Língua Portuguesa sob a luz da Sociolonguística. Questões implícitas do preconceito e da ideologia; ✓ Saber as concepções de literaturas de autoria indígena. Concepções de ensino postas em circulação pelas cosmovisões indígenas. Fundamentos para o ensino de literaturas em contextos indígenas. Metodologias para o ensino de literaturas de autoria indígena. Formação de leitores de literaturas indígenas. Usos e seleção crítica de materiais para o ensino de literaturas em contextos indígenas; ✓ Realizar estudos das noções de multiletramentos, multimodalidade e identidades indígenas aplicadas ao contexto linguístico-cultural e práticas dos povos originários brasileiros; ✓ Promover estudos/pesquisas acerca da arte Indígena do Maranhão e do Brasil.

Esses princípios são entendidos aqui como a decisão metodológica de desenvolver o processo de formação com base nas experiências individuais e coletivas dos estudantes. Assim, se focará em possibilitar o processo de ensino- aprendizagem por meio da interdisciplinaridade, do uso de práticas inovadoras, na busca da acessibilidade metodológica e das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) que permitam um melhor desenvolvimento do processo formativo. A leitura crítica da realidade, base de identificação do profissional indígena, da sua atividade e da sua prática política. É desse princípio que resulta a construção da identidade do profissional indígena, sujeito que atuará com a sua comunidade e o seu povo na construção coletiva do seu projeto societário.

A avaliação do Curso de Primeira Licenciatura Intercultural Indígena e do seu Projeto Pedagógico será realizado em conformidade com o modelo de avaliação institucional local e nacional, que prevê: 1 - Regularidade do processo; 2 - Participação de todos os segmentos (professores incluindo-se os de outros departamentos, alunos, técnicos e gestores); 3 - Avaliação de todos os segmentos envolvidos; 4 - Avaliação de caráter global, conforme indicação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior-SINAES

O sistema de avaliação ocorrerá em duas frentes, a saber: Avaliação do Curso e Avaliação da aprendizagem. A avaliação do Curso de Primeira Licenciatura Intercultural Indígena e do seu Projeto Pedagógico será avaliado em conformidade com o modelo de avaliação institucional local e nacional, que prevê: 1 - Regularidade do processo; 2 - Participação de todos os segmentos (professores incluindo-se os de outros departamentos, alunos, técnicos e gestores); 3 - Avaliação de todos os segmentos envolvidos; 4 - Avaliação de caráter global, conforme indicação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior-SINAES. Adequações e alterações poderão ser indicadas pelo Núcleo Docente Estruturante com base nessa avaliação e diante das necessidades normativas e legais, visando atender às normas mais recentes, bem como otimizar as ações pedagógicas e o bom funcionamento do curso. O Colegiado do Curso definirá previamente os instrumentos de avaliação e realizará levantamento sistemático de informações sobre o Curso, encaminhadas pela coordenação. Instrumentos, resultados e alternativas serão analisados em perspectiva comparada. A avaliação do Curso não poderá deixar de considerar os recursos logísticos disponíveis e o modelo de gestão adotado. Neste sentido, a coordenação do Curso poderá funcionar de modo permanente. No prazo máximo de dois anos, será realizada uma contextualizada avaliação, dirigida pelo Colegiado e coordenação do Curso, com a participação de todos os segmentos envolvidos, inclusive de outros departamentos acadêmicos que ministram disciplinas no Curso de Primeira Licenciatura Intercultural Indígena

Baixar Arquivo
fim do conteúdo