Projeto Político Pedagógico
Os egressos do Curso de Licenciatura Intercultural Indígena são professores habilitados em Linguagens e Artes ou Ciências Humanas e Sociais ou Ciências Exatas e Biológicas, para atuar no Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e no Ensino Médio, podendo desenvolver, ainda, atividades de gestão na Educação Escolar Indígena.
O egresso da Primeira Licenciatura Intercultural Indígena, respeitando a sua habilitação de formação como citada na estrutura curricular, poderá atuar:
- Como professor em escolas da Educação Básica;
- Como professor da Educação Escolar Indígena;~
- Como agente cultural, assessor da Educação das Relações Étnico-Raciais (ERER) e pesquisador;
- Em cursos que ofertam Fundamentos e Metodologias para a Educação das Relações Étnico-Raciais;
- Como gestor administrativo e pedagógico dos estabelecimentos de ensino da Educação Básica.
Atuar e participar em diferentes dimensões da vida das comunidades indígenas, valorizando as suas especificidades culturais e étnicas; ✓ Atuar como professor na 2ª etapa do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e no Ensino Médio das escolas indígenas, de acordo com a habilitação cursada, promovendo o ensino-aprendizagem de forma intercultural; ✓ Desenvolver uma participação efetiva em toda a educação básica das escolas da comunidade dentro da perspectiva intercultural e interdisciplinar; ✓ Por meio de perspectivas próprias e por meio de novas experimentações em ensino e pesquisa, lidar com os conhecimentos acadêmicos de forma intercultural; ✓ Articular a proposta pedagógica da escola com a proposta política de sua comunidade e território; ✓ Avaliar criticamente a política de escolarização para indígenas a partir de sua experiência e construir instrumentos próprios de atuação na comunidade; ✓ Estabelecer uma organização interdisciplinar de conteúdos escolares criando uma dinâmica entre os saberes próprios de seu povo; ✓ Compreender a legislação referente aos povos indígenas e mais especificamente à política educacional; 14.2 Específica Av. dos Portugueses, 1966 • Bacanga • São Luís • MA CEP 65.000-000 ✓ Assegurar a reflexão e a discussão sobre os diferentes sistemas e meios de avaliação, temas transversais, formação de professores/as e outras temáticas que se configuram em tendências contemporâneas para a formação de professores/as licenciados; ✓ Atuar na gestão/administração das escolas de Ensino Básico indígenas e públicas.
Esses princípios são entendidos aqui como a decisão metodológica de desenvolver o processo de formação com base nas experiências individuais e coletivas dos estudantes. Assim, se focará em possibilitar o processo de ensino- aprendizagem por meio da interdisciplinaridade, do uso de práticas inovadoras, busca da acessibilidade metodológica e das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) que permitam um melhor desenvolvimento do processo formativo. A leitura crítica da realidade, base de identificação do profissional indígena, da sua atividade e da sua prática política. É desse princípio que resulta a construção da identidade do profissional indígena, sujeito que atuará com a sua comunidade e o seu povo na construção coletiva do seu projeto societário. O tratamento integrado dos conteúdos, entendido como a formação de um aporte científico e metodológico que possibilite o trabalho globalizado e construa a polivalência, requisito fundamental no trato dos diferentes conteúdos.
A avaliação do Curso de Primeira Licenciatura Intercultural Indígena e do seu Projeto Pedagógico será realizado em conformidade com o modelo de avaliação institucional local e nacional, que prevê: 1 - Regularidade do processo; 2 - Participação de todos os segmentos (professores incluindo-se os de outros departamentos, alunos, técnicos e gestores); 3 - Avaliação de todos os segmentos envolvidos; 4 - Avaliação de caráter global, conforme indicação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior-SINAES.
O sistema de avaliação ocorrerá em duas frentes, a saber: Avaliação do Curso e Avaliação da aprendizagem. A avaliação do Curso de Primeira Licenciatura Intercultural Indígena e do seu Projeto Pedagógico será avaliado em conformidade com o modelo de avaliação institucional local e nacional, que prevê: 1 - Regularidade do processo; 2 - Participação de todos os segmentos (professores incluindo-se os de outros departamentos, alunos, técnicos e gestores); 3 - Avaliação de todos os segmentos envolvidos; 4 - Avaliação de caráter global, conforme indicação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior-SINAES. Adequações e alterações poderão ser indicadas pelo Núcleo Docente Estruturante com base nessa avaliação e diante das necessidades normativas e legais, visando atender às normas mais recentes, bem como otimizar as ações pedagógicas e o bom funcionamento do curso. O Colegiado do Curso definirá previamente os instrumentos de avaliação e realizará levantamento sistemático de informações sobre o Curso, encaminhadas pela coordenação. Instrumentos, resultados e alternativas serão analisados em perspectiva comparada. A avaliação do Curso não poderá deixar de considerar os recursos logísticos disponíveis e o modelo de gestão adotado. Neste sentido, a coordenação do Curso poderá funcionar de modo permanente. No prazo máximo de dois anos, será realizada uma contextualizada avaliação, dirigida pelo Colegiado e coordenação do Curso, com a participação de todos os segmentos envolvidos, inclusive de outros departamentos acadêmicos que ministram disciplinas no Curso de Primeira Licenciatura Intercultural Indígena.
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