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WILSON VIEIRA OLIVEIRA
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ORALIDADE EM INGLÊS NA ESCOLA PÚBLICA: entre condições reais, crenças e práticas de resistência a partir do gênero vídeo-minuto
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Data : 16/12/2025
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Considerando que o aprendizado do inglês, como língua franca, funcione como veículo para a construção de uma globalização que considere os interesses de seus falantes, possibilitando o acesso do aprendiz a discursos sobre o mundo e sobre quem são ou podem ser, permitindo assim, que ele possa interagir com diferentes culturas e sociedades não só absorvendo-as, mas, expondo ao mundo seus próprios discursos, é que esta pesquisa tem como objetivo problematizar o desenvolvimento da competência da oralidade em língua inglesa de estudantes de escolas públicas de Santa Luzia-MA. A partir da aplicação de uma Sequência Didática (SD) que resultou em vídeos-minutos que proporcionava o uso da língua inglesa, o presente estudo parte do pressuposto de que o ensino de oralidade em língua estrangeira é um problema na escola pública brasileira. A sequência foi pensada a partir das reflexões de Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004) e é articulada a partir de tecnologias digitais (Moran, 2007, Kenski, 2007 e Abrantes 2021). A produção do gênero vídeo-minuto por alunos do 6º e 9º ano foi realizada considerando um ciclo colaborativo entre pesquisador e participantes e pretendeu responder ao questionamento: De que maneira o uso de uma SD que combina recursos tecnológicos digitais, por meio da produção de um vídeo-minuto no aplicativo CapCut, pode desafiar as limitações estruturais do ensino de língua inglesa em escolas públicas brasileiras e promover o desenvolvimento da competência oral de forma equitativa e significativa, além de proporcionar uma mentalidade crítica acerca do inglês no mundo? Para tanto, o trabalho toma como pressuposto teórico e metodológico a Linguística Aplicada na perspectiva de Moita Lopes (1996, 2006 e 2011), Fabrício (2006), Pennycook (2006), Kumaravadivelu (2006), entre outros, da mesma forma que consideramos a perspectiva crítica em Rajagopalan (2003) e Mattos (2018). Ao longo da aplicação da SD, buscamos a assunção de uma postura dissidente da tradição teórica, em que consideramos, sobretudo, sujeitos e competências marginalizados: estudantes de escolas públicas e a oralidade. Desse modo, como design metodológico utilizamos a Pesquisa-ação (ciclo de Burns de 2015, apud Paiva, 2009). Esse método, com o ciclo colaborativo entre participantes e pesquisador (Dois professores e 60 alunos - uma turma do 6º ano e uma turma do 9º ano do ensino fundamental de diferentes escolas públicas de Santa Luzia - MA) revelaram não a visão de fora, do pesquisador, mas de dentro, a partir de seus participantes. Dessa maneira, alguns diagnósticos criados a partir da pesquisa de campo justificaram a necessidade da pesquisa nessa área, como: o privilégio dado à escrita, carga horária de língua inglesa reduzida, o elevado número de alunos com diferentes níveis de proficiência por sala de aula, a escassez/ausência de recursos didáticos para a aprendizagem e as lacunas na formação de professores. A análise dos dados reforça a importância das reflexões para o desenvolvimento de uma postura crítica/indisciplinar frente aos desafios de ensino e aprendizagem da oralidade em língua inglesa por alunos e professores de escolas públicas.
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RAMON DE OLIVEIRA SOUSA
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DO SERTÃO À TRANSFORMAÇÃO:
Uma Análise da Obra Poesia que Transforma, de Bráulio Bessa
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Data : 15/12/2025
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O presente trabalho tem como objetivo analisar a obra Poesia que Transforma (2018), de Bráulio Bessa. Esta pesquisa explora a interseção entre a literatura de cordel e a literatura de autoajuda. Especificamente, esta pesquisa objetiva tecer reflexões acerca da transformação proposta pela poesia de Bráulio Bessa, bem como identificar, na obra, os poemas que trazem uma reflexão mais profunda e identitária. É interessante compreender as transformações que a obra Poesia que Transforma, provoca, seja no próprio autor, seja na vida dos leitores. Diante disso, guiamo-nos pelas seguintes questões-problema: Qual é a transformação proposta por Bráulio Bessa? Quais são as influências da literatura de cordel e da literatura de autoajuda presentes na obra? Metodologicamente, a pesquisa é de natureza básica e bibliográfica. Para sua realização, foram utilizados estudos de Haurélio (2013), Proença (1982), Andrade (2021), Rüdiger (2010), Reis (2013), Eagleton (2006), Compagnon (2009), Morin (2002), Friedrich (1978), entre outros. E com a contribuição desses, podemos perceber como a poesia de Bessa alia a tradição do cordel e o viés contemporâneo da autoajuda e como Bráulio Bessa constrói uma ponte entre o saber popular nordestino e as demandas emocionais do sujeito contemporâneo.
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DANIEL FERREIRA CARVALHO
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A FIGURAÇÃO DA CRIANÇA E DO ADULTO EM O PEQUENO PRÍNCIPE, DE ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY
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Data : 15/12/2025
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Esta dissertação investiga a figuração da criança e do adulto na obra O Pequeno Príncipe (1943), de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), com ênfase nas dimensões simbólicas, alegóricas e figurativas das personagens. A pesquisa parte do pressuposto de que a literatura, enquanto espaço privilegiado de representação da experiência humana, pode revelar e tensionar os modos como a infância e a vida adulta são simbolicamente construídas. Nesse sentido, propõe-se analisar de que maneira a obra articula uma crítica ao mundo adulto, marcado por racionalismos estéreis e valores utilitários, por meio da construção de personagens arquetípicos que condensam modos de ser e de ver o mundo. A figura da criança encarnada no pequeno príncipe é interpretada como metáfora da escuta sensível, da imaginação e da afetividade, revelando-se um polo de resistência simbólica frente às estruturas rígidas da modernidade. A análise está fundamentada nos aportes teóricos de Anatol Rosenfeld, Antonio Candido e Carlos Reis, para o estudo da personagem literária; João Adolfo Hansen e Carlos Ceia, para a compreensão da alegoria; e Gilbert Durand, Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, no que se refere à simbologia e ao imaginário. A metodologia adotada combina leitura crítica e análise interpretativa da obra, com enfoque qualitativo e caráter descritivo-analítico, considerando tanto os aspectos formais da narrativa quanto seu contexto histórico de produção, especialmente o período da Segunda Guerra Mundial. A dissertação está organizada em quatro capítulos. O primeiro discute a centralidade da personagem na construção narrativa; o segundo examina o funcionamento da alegoria como forma de expressão de conteúdos morais e filosóficos; o terceiro situa O Pequeno Príncipe no contexto histórico-literário de sua criação e recepção; e o quarto analisa as tensões entre infância e vida adulta, questionando os limites genéricos da obra e suas implicações simbólicas. Ao final, conclui-se que a narrativa de Saint-Exupéry transcende os limites da literatura infantojuvenil, articulando uma noção de infância que convoca o leitor à reflexão sobre os fundamentos da existência, da escuta e do vínculo afetivo. O Pequeno Príncipe, nesse sentido, afirma-se como uma obra aberta, capaz de evocar múltiplas camadas de significação e de figurar arquétipos que continuam a ressoar na sensibilidade contemporânea.
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RONDINEY DE SOUZA ALVES
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ADAPTAÇÃO DA PEÇA O BEIJO NO ASFALTO, DE NELSON RODRIGUES, PARA HISTÓRIA EM QUADRINHOS: o desenho do personagem Arandir
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Data : 03/12/2025
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A presente dissertação propõe uma análise da adaptação para histórias em quadrinhos (HQ) da peça O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues, com foco na recriação de seu protagonista, Arandir. O objetivo geral consiste em examinar como as linguagens literária e quadrinística interagem no processo de adaptação do personagem da peça teatral para a versão em HQ publicada em 2007, com roteiro de Arnaldo Branco e arte de Gabriel Góes. Especificamente, busca-se identificar os principais elementos que compõem o processo adaptativo da obra dramática para o formato gráfico-narrativo, bem como comparar os diálogos intersemióticos estabelecidos entre as linguagens verbal e imagética, e analisar as estruturas que emergem da quadrinização, tanto no que se refere à materialização da adaptação quanto à apropriação criativa dos quadrinistas na elaboração da nova obra. O embasamento teórico fundamenta-se em autores como Almeira (2021), Benjamin (2019), Castro (2014), Eagleton (2019), Eco (2015, 2020, 2021), Eisner (2001, 2005), Hattnher (2023), Hutcheon (2013), McCloud (1995, 2006, 2008), Postema (2018), Ramos (2023), Samoyault (2008), Stam (2008), entre outros. A metodologia adotada é de natureza básica, ancorada em revisão bibliográfica e caracterizada por uma abordagem qualitativa de cunho analítico-comparativo, centrando-se na compreensão aprofundada das complexidades que envolvem a representação do protagonista na adaptação em quadrinhos. Assim, observa-se como a linguagem gráfica reinterpreta a trajetória de Arandir, revelando, por meio dos códigos próprios dos quadrinhos, novas camadas do personagem no processo de recriação narrativa.
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HELLEFLAN ALMEIDA MACHADO
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A PRODUÇÃO DO GÊNERO PODCAST NA ESCOLA: uma experiência a partir
da sequência didática
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Data : 27/11/2025
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O presente trabalho investiga a utilização do gênero podcast como recurso didático
no ensino de Língua Portuguesa, com foco no desenvolvimento das habilidades de
oralidade e produção textual de alunos do 9º ano do Ensino Fundamental em uma
escola pública. A questão central da pesquisa é compreender os impactos da
aplicação de uma sequência didática que tem o podcast como elemento central na
aprendizagem dos estudantes. O objetivo geral é analisar os efeitos dessa
metodologia na produção de textos orais e escritos, considerando o contexto dos
multiletramentos e a cultura digital contemporânea. Para atingir esse propósito, os
objetivos específicos foram: compreender o uso e a percepção dos artefatos digitais
no ambiente escolar; identificar os desafios e benefícios da incorporação do gênero
podcast no ensino de Língua Portuguesa; propor orientações para o aprimoramento
das práticas pedagógicas; desenvolver uma sequência didática que utilize o podcast
como estratégia principal para o desenvolvimento das habilidades de produção oral e
escrita; e avaliar os resultados obtidos a partir dessa proposta. A pesquisa caracterizase como qualitativa e colaborativa, configurando-se como pesquisa-ação, que
combinou teoria e prática durante sua execução. O embasamento teórico fundamentase em autores consagrados, como Bronckart, Dolz, Schneuwly e Rojo, que discutem
o Interacionismo Sociodiscursivo, as sequências didáticas e os multiletramentos,
respectivamente. A escolha do podcast decorre de sua natureza multimodal, que
integra linguagens oral, escrita e visual, além de seu potencial para engajar alunos em
práticas de leitura crítica e produção textual contextualizada. A metodologia adotada
priorizou oficinas, que estimularam a colaboração, a reflexão e a apropriação do
gênero digital pelos estudantes. Os resultados revelam que a utilização do podcast
contribuiu significativamente para o avanço das capacidades linguísticas dos alunos,
incluindo a oralidade planejada, a coesão e coerência textual, e o uso consciente de
recursos expressivos para a interlocução eficaz. No entanto, a pesquisa também
identificou desafios, como a limitação do tempo disponível para a realização completa
das atividades previstas, dificuldades pontuais na assimilação de conteúdos e a
necessidade de formação continuada dos professores para integrar efetivamente as
tecnologias digitais ao currículo escolar.
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LEIDIANE DO LIVRAMENTO LIMA SARGES
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O FUNCIONAMENTO METAFÓRICO NO DISCURSO POLÍTICO: UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE A METÁFORA CONCEPTUAL COMO RECURSO PERSUASIVO
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Data : 20/10/2025
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Este trabalho propõe uma análise argumentativa acerca do uso das metáforas como recurso
persuasivo nos discursos de posse de três líderes políticos contemporâneos - Donald Trump
(Estados Unidos, 2017), Jair Bolsonaro (Brasil, 2019) e Javier Milei (Argentina, 2023). A
investigação parte dos pressupostos da Linguística Cognitiva, com foco na Teoria da Metáfora
Conceptual, doravante, TMC, proposta por Lakoff e Johnson ([1980], 2002), que consideram
as metáforas como estruturas cognitivas fundamentais para a organização do pensamento e da
linguagem. Enriquecem o embasamento teórico os trabalhos de Charteris-Black (2005), com
sua abordagem crítica da metáfora política, Ferrari (2011), que trabalha a Introdução à
linguística cognitiva e metáforas, além de Carneiro (2009, 2014), com enfoque na metáfora e
seu funcionamento. A metodologia adotada é de natureza qualitativa, interpretativa e
documental, combinando análises argumentativas-cognitivas com categorização das
metáforas conceptuais a partir dos discursos oficiais de posse. O corpus é constituído pelos
textos de posse, obtidos em fontes jornalísticas de ampla circulação, como G1.com, UOL.com
e CNN Brasil. A escolha desse recorte justifica-se pela relevância desse gênero discursivo no
estabelecimento de agendas políticas e na construção de narrativas inaugurais de governo,
permitindo identificar estratégias metafóricas voltadas à legitimação do mandato e à
mobilização simbólica do público. O objetivo geral desta pesquisa é analisar
argumentativamente e cognitivamente o uso de metáforas como recurso persuasivo nos
discursos políticos. Os resultados indicam que os textos inaugurais, embora inseridos em
contextos sócio-políticos distintos, compartilham estruturas metafóricas recorrentes,
especialmente aquelas que apresentam a POLÍTICA É GUERRA 1 , a NAÇÃO É CORPO e a
CRISE É DOENÇA OU COLAPSO, revelando padrões comuns no populismo discursivo
contemporâneo.
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MAXSOEL COSTA
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FUNCIONAMENTO DISCURSIVO E EFEITOS DE SENTIDO PARA O AUTISMO EM ENUNCIADOS DA MÍDIA
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Data : 29/09/2025
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Esta pesquisa tem como objeto de estudo os discursos para o autismo na mídia.
Procuramos, através deste trabalho, analisar e compreender como se dá o
funcionamento discursivo para o autismo na mídia a partir da análise de materialidades
discursivas produzidas na edição de no 473 da revista Época e na edição de no 410 da
revista Superinteressante e que, atualmente, circulam nas páginas eletrônicas dessas
revistas. Assim, a partir da análise discursiva dos enunciados produzidos para o autismo
nessas duas edições das revistas supracitadas, procuramos compreender como se
organiza o discurso da mídia para falar e interpretar esse fenômeno. Neste trabalho,
partimos do pressuposto de que essas revistas - que compreendem aquilo que podemos
chamar de mídia - embora funcionem como espaço de democratização da informação,
atuam também como instâncias enunciativas que, por meio de estratégias linguístico-
discursivas, regulam e orientam o modo como algo deve ser dito e interpretado pelo
público. Sendo assim, buscamos identificar o modo como essas plataformas organizam
os seus dizeres para/sobre o autismo e que sentidos produzem sobre ele. Nesta
pesquisa, utilizamo-nos dos postulados teóricos da Análise de Discurso de linha francesa
para analisar e interpretar os enunciados veiculados pelas revistas mencionadas. Para
tanto, utilizamo-nos, em nossa análise, das contribuições teóricas de Charaudeau (2006;
2016), Foucault (1996; 2008; 2013; 2014), Pêcheux (1995; 1997; 2008), entre outros,
para descrever e interpretar o funcionamento discursivo para/sobre o autismo nas
páginas da revista Época e da Superinteressante. Como resultados, constatamos que
os enunciados que circulam nas páginas da revista Época se inscrevem na ordem do
discurso especializado para falar e interpretar o autismo. Nesse movimento, a revista
mobiliza enunciados que se articulam a uma formação médico-científica que funcionam
tanto produzindo sentidos patologizantes para o autismo quanto silenciando e
interditando o sujeito autista de falar de si/sobre si mesmo no espaço discursivo da
revista. No que diz respeito à edição da Superinteressante, os enunciados que nela
circulam apoiam-se também na perspectiva do saber científico e especializado para falar
do autismo, embora incorpore ao seu dizer a experiência e a perspectiva discursiva de
sujeitos autistas e seus familiares. Tal articulação entre essas diferentes vozes para falar
do autismo no espaço da revista possibilita construir uma narrativa sobre o fenômeno
para além de sua descrição clínica e patológica, promovendo uma compreensão ampla
e mais plural sobre o espectro. Em suma, os enunciados que circulam nessas revistas
revelam-se heterogêneos e atravessados por disputas de sentidos nas quais diferentes
perspectivas ideológicas concorrem para falar e interpretar o autismo.
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THYAGO FERREIRA SAMPAIO
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AS PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA EM UMA COMUNIDADE RURAL DO
MUNICÍPIO DE BACABAL-MARANHÃO: UMA PESQUISA DE CAMPO
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Data : 26/09/2025
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Esta pesquisa tem como tema as práticas de leitura e escrita de alunos da educação do campo,
abordando as metodologias aplicadas nesse contexto educacional. A pesquisa é guiada pela seguinte
questão-problema: Como a leitura e a escrita são desenvolvidas nas aulas de educandos de uma
comunidade do campo do município de Bacabal? Quais metodologias são empregadas? Para
concretizar a investigação, há o objetivo geral de analisar quais e como as práticas de leituras e de
escrita são empregadas no contexto rural da Cidade de Bacabal-Maranhão; e como objetivos
específicos 1) identificar os problemas que impedem o alcance dos alunos ao pleno
desenvolvimento da leitura e da escrita; 2) verificar como as experiências sociais e culturais são
inseridas nas aulas voltadas à leitura e à escrita; e por fim, 3) refletir o uso dos gêneros textuais no
ensino do campo. A pesquisa em questão, do ponto de vista metodológico, tem natureza aplicada,
objetivo de pesquisa exploratória e descritiva e o procedimento técnico é bibliográfico, pois faz a
seleção de produções escritas sobre o tema abordado, como livros e artigos. O referencial teórico é
constituído por um capítulo voltado à prática da escrita e outro referente à oralidade. O principal
aparato teórico-metodológico utilizado são Antunes (2001, 2005, 2005 e 2009), Bakhtin (2003,
2006), (Freire (1999, 2006), Geraldi (1984, 2004), (Marcuschi (2002, 2008) e Soares (2004, 2009).
A investigação compreende como as práticas de leitura e escrita precisam ser desenvolvidas ligando
as raízes socioculturais da comunidade, dessa forma destaca-se a essencialidade dos métodos
selecionados pelos professores para atingir os objetivos nesse processo.
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MAYARA APARECIDA BATISTA DE SOUZA
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ÓRFÃOS DE FILHOS: Uma análise sobre a representação do suicídio em Crocodilo, de Javier A. Contreras.
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Data : 12/09/2025
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O suicídio é um fenômeno social, cuja experiência remete a épocas remotas, com significados igualmente variáveis no curso dos tempos. No que lhe concerne atualmente caracteriza-lo como atividade social reprovável quer seja no sentido moral, religioso ou cultural. Desse modo, a temática explorada encontrou-se dispersa por uma multiplicidade de textos literários e produções artísticas ao longo da história. Ante a aparição e recorrência de manifestações desse cunho na literatura, selecionou-se o romance contemporâneo Crocodilo, escrito pelo brasileiro Javier Arancibia Contreras em busca de analisar os impactos que delinearam o intrigante ato de por fim a própria vida, tomando notas sobre o luto dos pais diante da perda do filho. Para tanto, discutiu-se sobre o modo como a morte voluntária é representada na literatura, os aspectos sociais apresentados no enredo da ficção, e a importância simbólica do suicídio na literatura contemporânea em analogia à repercussão da obra. O objeto de estudo e temática geral abordados nesta pesquisa é a obra Crocodilo, de Javier Arancibia Contreras. Diante disso, guiou-se pela seguinte questão norteadora: Quais os esquemas de interpretação do mundo social implícitos e explícitos foram colocados em ação pelo escritor ao explorar uma experiência tão dramática quanto o suicídio e seus efeitos? Como objetivo geral, buscou-se analisar a representação literária do suicídio em Crocodilo, observando de que modo a ficção articulou aspectos sociais, culturais e simbólicos desse fenômeno. Os objetivos específicos consistem em: (i) examinar como essas representações puderam afetar a percepção pública e individual sobre o suicídio; (ii) explorar diferentes perspectivas disciplinares acerca da morte voluntária; (iii) investigar os impactos desse ato sobre a humanidade, a subjetividade e a linguagem no contexto da obra; e (iv) refletir sobre o processo de constituição de nossas próprias perspectivas acerca do suicídio na literatura. A pesquisa em questão, do ponto de vista metodológico realizou uma revisão da obra escolhida a fim de explorar e descrever as características do fenômeno estudado. Desse modo, classificou-se como pesquisa bibliográfica, em que a forma de abordagem é qualitativa. Do ponto de vista de seus objetivos, configurou-se como pesquisa descritiva. Para tanto, utilizaram-se o seguinte referencial teórico: Antonio Candido (2017), Antoine Compagnon (2014), Umberto Eco (2016), Terry Eagleton (2019), George Minois (2018), entre outros autores. Concluiu-se que a literatura, ao representar socialmente o suicídio, permitiu acessar diferentes narrativas e perspectivas, ampliando a compreensão do tema e possibilitando discussões mais sensíveis e profundas sobre um fenômeno que atravessa a vida individual e coletiva.
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RENAN PIRES AZEVEDO
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A LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS NA ILHA DE SÃO LUÍS: um estudo sociolinguístico de variação lexical
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Data : 26/03/2025
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Compreendendo que as línguas de sinais atravessam processos de variação e mudança linguística, assim como as demais línguas naturais, este trabalho analisa a variação na sinalização de itens lexicais para os campos semânticos referentes animais, comidas, convívio, cores, corpo humano, frutas, profissões e vestuário e acessórios, por indivíduos surdos residentes na ilha de São Luís, no Maranhão. O estudo que aqui se desenvolveu, considerou as características sociais dos participantes, ao buscar verificar se há variação na sinalização nos campos semânticos acima mencionados, de modo a permitir a observação de que se há distintas maneiras de sinalização para o mesmo referente, de maneira que configure como um fenômeno de variação lexical, de fato, como variante de uma mesma variável, ou, se ao contrário, devam ser compreendidos como sinal ou classificador. Os dados foram obtidos a partir de entrevistas realizadas com surdos que
frequentam Centro de Ensino de Apoio à Pessoa com Surdez Professora Maria da Glória Costa Arcangeli CAS, a fim de que se discutisse o fato de que essa comunidade se organiza em torno o debate que Eckert (2000) levanta sobre comunidades de práticas, já que compartilham repertórios de práticas, incluindo as linguísticas. Seriam, como se propõe neste estudo, uma comunidade de práticas surda. O aparato teórico-metodológico é o da Sociolinguística Variacionista (Labov, 2008[1972]), e dos estudos sobre a língua de sinais (Stokoe, 1960; Quadros; Karnopp, 2004). Neste estudo, verificou-se que os grupo de homens foram mais inovadores, enquanto as mulheres foram mais conservadoras. Para os itens que possuem registro no dicionário, os informantes do ensino superior, em sua maioria, tiveram maior recorrência no uso destes sinais. Informantes com ensino médio e informantes da faixa etária 2 utilizaram formas mais icônicas na produção dos itens. Este trabalho contribui, portanto, teoricamente, porque traz para o centro do interesse a discussão em torno de variante de uma mesma variável em libras, e critérios para se estabelecer se é uma variação lexical, variante de uma mesma variável, ou classificador, além de contribuir com a noção de comunidade para estudos sociolinguísticos de línguas sinalizadas e, metodologicamente, propõe-se um desenho para se estudar descrição sociolinguística de dados oriundos de línguas de sinais em comunidades surdas.
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JORGE DA SILVA MOREIRA
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AS REPRESENTAÇÕES DA TRAVESTI: O contraponto entre Adelaide Carraro e Amara Moira
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Orientador : RUBENIL DA SILVA OLIVEIRA
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Data : 28/02/2025
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Essa pesquisa possui o intuito analisar as representações das travestis dentro das obras O Travesti (1987), de Adelaide Carraro e Se osse pur(t)a (2016), de Amara Moíra. Com isso, propõe-se um debate sobre como as duas obras demonstram as vivências e experiências das travestis, expressando tanto os desafios encontrados pelas travestis do passado quanto aqueles ainda vividos na contemporaneidade. Tendo como ponto, pensar as representações dessas identidades travestis, com análise dos estereótipos e estigmas que permeiam o processo de construções dessas, tanto na primeira obra, com as dificuldades trazidas em voga nos anos 1980 e 1990, como no contexto de produção da segunda obra. As personagens protagonistas a própria Amara Moíra, a qual, coloca através da escrita autobiográfica sua trajetória que decorre desde a entrada na academia, a primeira travesti a receber o título de doutora em Teoria Literária pela Unicamp até a decisão de ser prostituta; já Adelaide Carraro, traz a vida e trajetória de Jaqueline, uma travesti que imersa em um recinto permeado pela AIDS, e seu contexto de preconceito, violência e repressão, tenta sobreviver na ruas da cidade de São Paulo. A partir de uma narrativa autobiográfica, e a outra sob a perspectiva da escrita de si, a análise possui também como objetivos, comparar as personagens das narrativas à luz das teorias acerca dos estudos gays e dos culturais e refletir acerca do surgimento da escrita e representação das travestis e seus reflexos no Brasil contemporâneo. Visto isso, a pesquisa realizada foi bibliográfica e exploratória, a partir da leitura de vários teóricos como Miskolci (2007), Kulick (2008), Trevisan (2018), Veras (2007), Vainfas (1997), Hall (2016), Bhabha (1998), Nascimento (2023), Foucault (2006), Silva (2000), Dorlin (2021), Goffman (2004) entre outros. Perante isso, foi possível verificar como as travestis realizam seus processos de performances de gênero e travestilidades, entrelaçados por um contexto de repressão e exclusão, tendo como justificativa os estereótipos e estigmas atrelados em suas identidades travestis. Foi verificado também, como tanto Adelaide Carraro, quanto Amara Moira, produzem narrativas autobiográfica e a escrita de si respectivamente, exibindo e contribuindo com a literatura, no que concerne a leitura de vivências e escrita das travestis.
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MIKAEL GOMES DANTAS
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LITERATURA E TEORIA QUEER: Uma análise à luz da Estética da Recepção da fortuna crítica de James Baldwin
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Orientador : RUBENIL DA SILVA OLIVEIRA
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Data : 28/02/2025
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O presente trabalho apresenta um conjunto de discussões acerca da obra do autor norte-americano James Baldwin, ao abordar sua contribuição para os escritos literários de temática Queer. Suas obras como O Quarto de Giovanni é uma grande demonstração da sua atuação em prol da comunidade gay durante as décadas de 50 e 60 nos Estados Unidos. Mostrando assim, as nuances entre o real e a ficção na produção dos seus textos literários, por trazer uma série de discussões sobre sexualidade até então desconhecidas por grande parte dos leitores. Os objetivos norteadores dessa pesquisa foram: Geral-Destacar as contribuições de James Baldwin diante das discussões sobre sexualidade dissidente nos estudos literários brasileiros. E consequentemente os específicos: Discutir as formações teóricas da Estética da Recepção e suas atuações na análise literária; Evidenciar as abordagens sobre a sexualidade mediante a Teoria Queer; Apresentar a fortuna crítica das obras de James Baldwin em torno dos estudos sobre sexualidades dissidentes. Como aparato teórico, foram utilizados os seguintes teóricos: Jauss (1979) com seus estudos fundamentais da Estética da Recepção; Butler (2014), Louro (2013), Foucault (2017), Alós (2012), Bimbi (2017), Oliveira (2016) e dentre outros que abordam discussões sobre Teoria Queer. A metodologia utilizada se baseia na pesquisa bibliográfica de caráter exploratória, com a organização e investigação diante das produções que mencionam as obras de James Baldwin na academia. Isso evidencia a importância desse autor norte-americano para os estudos voltados à Teoria Queer, por mostrar como sua obra foi importante para trazer à tona temáticas até então renegadas pela sociedade, colocando discussões em torno das representações dos comportamentos das sexualidades dissidentes.
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VITÓRIA DOS SANTOS PIRES
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AS FORMAÇÕES IMAGINÁRIAS SOBRE OS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS EM PROJETOS DE LEI: imagens de violação
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Data : 28/02/2025
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Ao propor um trabalho ancorado nos pressupostos da Análise do Discurso de Michel
Pêcheux, localizamo-nos em um lugar teórico a partir do qual o linguístico deve ser
considerado em relação com suas exterioridades, que lhes são constitutivas. Nesse panorama, destacamos que esta pesquisa reafirma sua importância ao analisar discursivamente propostaslegislativas, uma vez que esses textos materializam ideologias presentes no contexto político-social nacional e, principalmente, no que diz respeito aos grupos que são legalmente englobados pela nomenclatura de povos e comunidades tradicionais. Tendo isso em vista, buscamos responder, a partir desta pesquisa, o questionamento de como os imaginários sobre os povos e comunidades tradicionais são constituídos em projetos de lei apresentados à Mesa Diretora em 2023. Considerando que as formações imaginárias estão em funcionamento nos processos discursivos, a partir do questionamento elaborado, objetivamos, de modo geral, investigar os aspectos linguístico-discursivos na constituição de imaginários sobre povos e comunidades tradicionais em fragmentos das propostas legislativas selecionadas e, especificamente, analisar a superfície linguística, verificando as relações constitutivas das condições de produção e o dito nesses textos e, por fim, analisar a constituição de efeitos de sentidos nos projetos selecionados em função desses fatores. Para tanto, temos como ponto de partida as afirmações de Pêcheux (2014a; 2014b) e Henry (2014) acerca do discurso e sobre a não transparência da linguagem na relação entre significados e significantes, no qual é possível demonstrar que os sentidos são históricos e ideologicamente determinados. Assim, consideramos o que diz Courtine (2009) sobre material linguístico como ponto de partida, não reduzindo o discurso a ele, mas como a instância em que esse campo encontra sua validação. Logo, baseado no processo de análise do que é dito no texto e na descrição do contexto sócio-histórico e ideológico em que os enunciados emergem, percebemos a constituição de sentidos que revelam a violação de direitos e a condição de invisibilidade social ao qual esses grupos são submetidos.
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CLEYSE GUIMARÃES SIEBRA
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ENTRE DIRETRIZES E DINÂMICAS DE PODER NO LIVRO DIDÁTICO: uma
análise discursiva de materiais didáticos do Projeto de Vida no Novo Ensino Médio
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Data : 28/02/2025
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No cenário educacional contemporâneo, o livro didático desempenha um papel especial e
predominante, atuando como uma ferramenta fundamental no processo de formação dos
alunos da educação básica. Além de se constituírem como guias de conteúdo, esses materiais
oferecem orientações metodológicas para o trabalho em sala de aula, elaboradas em
conformidade com as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Em vista de
suas características homogeneizadoras e, em algumas circunstâncias, limitantes, observa-se
que esses materiais não se encontram isentos de refletir e reforçar diversas dinâmicas de poder
existentes na sociedade. Portanto, torna-se relevante uma análise que considere os controles
discursivos percebidos nos discursos presentes nesses materiais. Dessa forma, o presente
estudo pautou-se sob a seguinte problemática: Como as várias vozes e discursos presentes nos
livros didáticos são constituídas a partir das relações de poder? Em virtude disso, foram
selecionados materiais produzidos para o ciclo de 2021 do Programa Nacional do Livro
Didático (PNLD), em específico obras destinadas para a disciplina de Projeto de Vida,
considerando a inauguração desta no momento conhecido como Novo Ensino Médio, assim
como pelas temáticas definidas essenciais para o desenvolvimento da disciplina, como
questões identitárias, planejamento profissional e competências para o século XXI. Buscou-
se, a partir de uma análise discursiva, compreender as complexas relações de poder
observadas nos materiais didáticos selecionados que colocam em disputa o papel do professor,
as determinações da BNCC e do livro didático e a participação do aluno, na medida que
desenvolve noções sobre identidade e projeta um planejamento para o futuro, buscando,
assim, entender como as diferentes vozes e posições-sujeito são constituídas, significando e
contribuindo para ideologias e representações sociais. O movimento analítico segue um
percurso que se inicia com as cartas de apresentação de cada versão da obra, manual do
professor e livro do aluno, partindo para uma investigação que considera propostas de
atividades, eleitas a partir dos indícios que as caracterizam nas categorias de análise
selecionadas. Esses exercícios apresentam textos, charges e cartazes, assim como resoluções e
orientações direcionadas aos professores. O presente estudo considerou como aparato teórico-
metodológico essencial as pesquisas de Foucault (1999; 1979) no que concerne ao poder e aos
mecanismos de controle, Althusser (1983) sobre os Aparelhos Ideológicos de Estado AIE e
o seu entendimento sobre a Escola como parte dos aparelhos de dominação, além de conceitos
advindos da Análise do Discurso Materialista que contribuem para a compreensão de
procedimentos discursivos, levando em consideração a obra de Pêcheux (1997). Constatou-se
que a implementação de projetos de vida pode reforçar as relações de poder na escola,
atribuindo aos educadores uma autoridade sobre as narrativas de futuro dos alunos, isso
potencializa uma dinâmica de controle que limita a autonomia estudantil, coagindo escolhas
em conformidade com expectativas institucionais, em detrimento da individualidade.
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THAIS NASCIMENTO DA SILVA
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GESTOS DE DESOBEDIÊNCIA ÀS COLONIALIDADES NA OBRA
ZONA DE DESCONFORTO DE LINDEVANIA MARTINS
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Data : 28/02/2025
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A dissertação, cujo título é Gestos de desobediência às colonialidades na obra Zona De
Desconforto de Lindevania Martins, tem como objetivo geral analisar como as personagens
femininas subalternizadas nos contos Zona de desconforto, Tudo vermelho, Retrato de
família e Querida mamãe, da coletânea Zona de desconforto (2018), da escritora
maranhense Lindevania Martins, driblam o seu cotidiano cruel para reexistir mediante às
violências estabelecidas pelas colonialidades de poder e de gênero, sobretudo, no sistema
patriarcal, à luz das teorias críticas decoloniais. Para isso, levanta-se a seguinte questão
norteadora: Como as personagens promovem uma práxis decolonial perante a colonialidade
de poder, considerando suas dimensões de gênero, raça e classe? Para isso, têm-se os
seguintes objetivos específicos: analisar como as colonialidades de poder e de gênero,
enquanto estrutura histórica e epistemológica, criam hierarquias de classe, raça e gênero na
sociedade; investigar como o patriarcado impõe normas de gênero que controlam as
mulheres dentro da família nuclear; e, por fim, apresentar a decolonialidade como práxis
para a análise das estruturas sociais. A abordagem metodológica é de natureza básica e de
cunho qualitativo, acompanhada pelo método bibliográfico e hermenêutico. Para tal
propósito, como arcabouço teórico, optou-se por estudiosos decoloniais como Aníbal
Quijano (2005, 2007, 2009), Walter Mignolo (2007, 2017, 2021), Bernardino-Costa,
Maldonado-Torres e Grosfoguel (2020), Lélia González (2018, 2019, 2020), María Lugones
(2014, 2020), Heleieth Saffioti (1987, 2002), entre outros. Isto posto, verificou-se como
Lindevania Martins constrói personagens femininas oprimidas, mas que reexistem para a
destituição da Matriz Colonial de Poder (MCP) que até hoje determina a práxis da mulher
brasileira.
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ÉRICA CRISTINA FRAZÃO DE MOURA
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LIVRO DIDÁTICO E DISCURSO PEDAGÓGICO: o que dizem os livros de língua portuguesa sobre essa relação em diferentes tempos
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Orientador : KATIA CILENE FERREIRA FRANCA
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Data : 27/02/2025
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O presente estudo é uma investigação sobre a relação entre discursos pedagógicos e materiais didáticos para o ensino de Língua Portuguesa, voltados para crianças nos anos iniciais, em diferentes períodos históricos. Partimos do entendimento de que o Livro Didático (LD) transcende sua função como suporte educacional, constituindo-se como uma materialidade discursiva, um enunciado responsivo e situado em um contexto específico. A investigação busca responder a seguinte indagação: Como o discurso pedagógico se estabelece na escola a partir dos livros didáticos de Língua Portuguesa em diferentes tempos históricos? O objetivo geral consiste em: analisar os discursos pedagógicos que orientam a elaboração e circulação de cartilhas e livros didáticos de Língua Portuguesa, voltados para crianças nos anos iniciais, em diferentes períodos históricos, especificamente, 1967 e 2021. Os objetivos específicos consistem em: traçar uma linha do tempo sobre o livro didático no Brasil; explorar sobre os sentidos de discurso pedagógico no ensino de língua em diferentes tempos; discutir sobre as concepções de linguagem, leitura e escrita que orientam os materiais didáticos para alfabetização. Como objeto de análise, foram delimitados dois livros: a Cartilha Caminho Suave, de 1967, amplamente adotada nas turmas de Alfabetização, que dialoga com as políticas educacionais e o discurso da ditadura militar, e livro de Língua Portuguesa "A Conquista", para turmas do 1º ano do Ensino Fundamental, produzido em 2021, largamente adotado nas escolas públicas brasileiras, e que dialoga com as políticas educacionais e o discurso democrático dos tempos atuais. Metodologicamente nos apoiamos na perspectiva de uma pesquisa exploratória e documental, fundamentada em estudos enunciativos, do Círculo Bakhtiniano e em teorias da aprendizagem, de Paulo Freire. Com relação ao aporte teórico destacamos, mobilizaram-se os trabalhos de Bittencourt (2004) sobre a linha do tempo do livro didático no Brasil; de Volóchinov(2017) a despeito dos enunciados responsivos e sociohistoricamente situados; de Bakhtin (2016) no que tange à linguagem como atividade dialógica; de Freire (2004) sobre discurso pedagógico e pedagogia da autonomia; de Geraldi (2005) sobre as concepções de ensino de língua. Os resultados mostram que materiais didáticos são alheios a qualquer ideia de neutralidade, pois respondem aos períodos históricos e às políticas educacionais. De cartilha a livros didáticos, há mudanças não apenas na denominação, mas nos discursos sobre o que ensinar, como ensinar e para quem ensinar, há mudanças na concepção de língua e na formação de leitores. As mudanças refletem as políticas, mas também refratam sentidos.
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ERIKA VANESSA MELO BARROSO
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A presença de termos do discurso jurídico em sites institucionais: discutindo acessibilidade textual e terminológica no âmbito do direito do consumidor
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Data : 27/02/2025
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Esta pesquisa tem como objeto de estudo a terminologia jurídica, que é usada em textos especializados para descrever conceitos e normas legais. No ramo do Direito, é dado enfoque à terminologia utilizada na subárea do Direito do Consumidor (DC). O DC é um ramo do Direito que está voltado para ações regulatórias da relação de consumo, cuja preocupação recai sobre a parte vulnerável desse processo, o consumidor. É uma área regulamentada e que tem como base a lei n° 8.078 de 11 1990 - Código de Defesa do Consumidor (CDC). Entendendo a linguagem jurídica como uma linguagem especializada, sendo, portanto, uma maneira particular de comunicação dentro de um universo especializado, ela pode ser estudada pela Terminologia, que é um campo de estudos linguístico do discurso especializada. Muito embora o contato com o discurso especializado do Direito do Consumidor não seja feito somente pelos especialistas ou conhecedores do Direito, é importante entender o leitor leigo como parte importante desse universo, uma parte compreendida, inclusive, como fundamental. Considerando isso, a linguagem acaba sendo empregada em textos variados e que, em hipótese, são destinados ao público leigo. Não cuidado com esse público pode comprometer a compreensão das informações contidas e até com o direito à defesa nas relações de negócio. Um destaque nesse contexto são os sites de associações e instituições ligadas ao direito do consumidor. Assim, o presente trabalho parte do pressuposto de que a escrita de notícias sobre essa temática deveria apresentar um caráter mais claro e simplificado, de modo a acessar diferentes públicos. Tendo como pano de fundo essa questão, no presente trabalho, objetiva-se fazer uma análise descritiva da presença de termos jurídicos em sites institucionais de acesso aberto e livre. Considera-se a hipótese de que o cidadão usa esses sites institucionais como forma de pesquisa para o conhecimento da referida área e garantia dos seus direito, fato que deve ser levado em consideração pelas associações e órgão relacionados ao direito do consumidor. A hipótese da qual partimos, portanto, é a de que o não cuidado com o leitor leigo pode gerar dificuldades para que esse acesse às informações e fique alijado de seus direitos básicos. Outro ponto considerado é o fato de que os sites são de livre acesso, portanto estão disponíveis a toda a população, fato que está diretamente ligado a um movimento social relevante, que é o da aproximação da sociedade com o conhecimento especializado, ou, em outras palavras, a popularização da ciência. No entanto, essa ausência de mecanismos simplificadores pode ser um empecilho nesse sentido. Essa pesquisa tem como base os pressupostos teóricos e metodológicos da Teoria Comunicativa da Terminologia (Cabré, 1999) e das discussões sobre Acessibilidade Textual e Terminológica (ATT) (Finatto; Paraguassu, 2021), abordagens teóricas que fundamentam uma compreensão linguística do discurso científico e técnico das diferentes áreas do saber humano. E em direção a análise de textos especializados, o trabalho se pauta nas discussões da Terminologia Textual (Ciapuscio, 1999, 2003), Hoffman (2015) e Cabré (2002), que deram suporte para pensar a noção de texto especializado e sua circulação em diferentes contextos. Com base nesses fundamentos, foram selecionados 270 textos de sites institucionais da área do direito do consumidor que foram tratados em programa computacionais e analisados qualitativamente. Os resultados mostram que os sites de órgão governamentais e de organizações sociais ainda carecem de uma política de acesso ao conhecimento da área, tendo em vista que os seus sites e textos divulgados não renunciam a uma terminologia hermética e própria para contextos altamente especializado
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JOCILEIDE SILVA SOUSA
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AS FLORES E OS JARDINEIROS: OS IMPACTOS DA COLONIALIDADE DE GÊNERO NO ROMANCE AÇUCENA: A ESTRANHA DAMA, DE MÍRIAM ANGELIM
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Data : 27/02/2025
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EEsta pesquisa, intitulada As flores e os jardineiros: os impactos da colonialidade de gênero no romance Açucena: a estranha dama, de Míriam Angelim, aborda as consequências do patriarcado presente no sistema moderno/colonial de gênero na vida da personagem Açucena, no romance de Míriam Angelim. O objetivo desta proposta é debater os impactos de um sistema machista, sexista e opressor na vida das personagens femininas do romance. Diante disso, levanta-se a seguinte questão norteadora: Como são revelados no romance Açucena: a estranha dama, de Míriam Angelim, os impactos da colonialidade de gênero? Para que esta investigação se concretize, tem-se como objetivos: verificar os impactos do sistema moderno/colonial de gênero, incluindo a família nuclear/patriarcal como fator primordial no processo de classificação e reclassificação dos sujeitos; revelar a dominação no sistema sexista, machista e patriarcal e sua contribuição para esgotamento físico e mental da personagem Açucena; e, por fim, apresentar a decolonialidade como uma práxis capaz de transcender a lógica colonial. A pesquisa em questão é de natureza básica e cunho qualitativo, desenvolvida a partir do método bibliográfico e hermenêutico, tendo como aporte teórico Quijano (1999; 2005), Mignolo (2017; 2020), Lugones (2007; 2019; 2020), Saffioti (1987; 2004), Zanello (2018), entre outros. Os resultados alcançados demonstram que a família de Açucena é reflexo da sociedade em que está inserida, constituída a partir do modelo patriarcal, o que confere à mulher uma posição de subalternidade, situação que legitima a dominação masculina. Convém mencionar que, para que a marginalização feminina ocorra, dispositivos de subjetivação são construídos para atuarem na marginalização feminina, sendo assim, no decorrer deste estudo, debate-se como esse sistema leva ao esgotamento físico, emocional e psicológico dos subalternizados, focalizando principalmente nas mulheres.
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MICHELLE SILVA DE OLIVEIRA
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O ENEM A PARTIR DE 2010: A DISCURSIVIZAÇÃO EM TORNO DO
ACESSO À EDUCAÇÃO NO BRASIL
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Data : 27/02/2025
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Esta pesquisa de Mestrado situa-se na vertente materialista da Análise de Discurso e se
propõe a investigar quais discursos estão em funcionamento nas propagandas oficiais e
como esses discursos se articulam com outras materialidades discursivas, analisando os
efeitos de sentidos produzidos e (re) significados. Trata-se de um estudo composto a partir
de um corpus heterogêneo, organizado a partir em 23 materialidades significantes, 10
imagéticas e 13 textuais, retiradas das propagandas oficiais do Enem e Prouni e de outros
elementos como charges, paródias e entrevistas. Sendo assim, o objetivo desta pesquisa
é compreender quais discursos estão em funcionamento nas propagandas oficiais e como
esses discursos se articulam com outras materialidades discursivas, analisando os efeitos
de sentidos produzidos e (re) significados. A pesquisa parte do seguinte questionamento:
quais discursos se projetam nas propagandas oficiais e de que forma esses discursos se
articulam com outras materialidades discursivas na construção e (re) significação de
sentidos? O percurso foi delineado a partir dos seguintes objetivos específicos:
compreender como e quais discursos estão em funcionamento nas propagandas oficiais;
Identificar as regularidades discursivas nas propagandas oficiais do Enem e do Prouni na
última década; Analisar a construção linguística e imagética das propagandas,
investigando como elas contribuem para a produção de sujeitos e de sentidos; Analisar
como as diferentes materialidades discursivas (re) significam os discursos apresentados
nas propagandas oficiais, considerando os processos sociais e históricos. Para alcançar
os objetivos, nos fundamentamos nas discussões da Análise de Discurso de vertente
materialista, proposta por Michel Pêcheux (1997 [1969]; 2011, 2015 [1983]; 1997 [1975];
1990), e Eni Orlandi (2012, 1981). Também nos ancoramos nos estudos de Suzy Lagazzi
(2021; 2007, 2015), ao explora a potência da imagem como tecnologia política de
linguagem que afeta o sujeito; Mónica Zoppi-Fontana (2005; 2011, 1999) com as
discussões sobre lugar de enunciação e a cidade como espaço simbólico; Barbosa (2003)
com o conceito de meritocracia; Courtine (1999) e a memória discursiva; Thierry Guilbert
(2020) e o modo de funcionamento do discurso neoliberal na publicidade e nas
propagandas, entre outros autores. Com base nas análises compreendemos que os
discursos sobre o acesso à educação é um espaço de tensões, onde os discursos
neoliberais, meritocráticos, jurídicos e os de igualdade e inclusão coexistem e se
confrontam. Também podemos observar que embora os discursos, as práticas e a políticas
frequentemente evidenciam contradições que ainda reforçam as desigualdades, a
implementação das políticas de acesso, como o sistema de cotas, o Sisu e outros políticas
representam um marco na história da educação brasileira, sendo impossível ignorar os
resultados positivos do Enem, porém devemos reconhecer que sozinho, ele mantém as
lógicas dos velhos vestibulares.
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YNNARA SOARES REIS
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A literacia no livro didático "A conquista: Língua portuguesa" - Estudo das práticas de leitura a partir do gênero conto.
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Data : 27/02/2025
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No ensino das disciplinas que compõem o currículo escolar, largo é o tempo em que o professor utiliza o livro didático, tanto em sala de aula quanto no seu planejamento. Sendo um dos principais instrumentos para facilitar a aprendizagem dos conteúdos, das competências e habilidades a serem desenvolvidas e estimuladas no processo educativo. Refletindo sobre isso, atrelada às minhas práticas de sala de aula, neste trabalho nosso intuito primordial é analisar como a Literacia favorece o ensino da Língua Portuguesa no livro didático A conquista: Língua Portuguesa (Carpaneda, 2021), destinado ao aluno do 2º ano dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Tendo como questão norteadora: Como são propostas e desenvolvidas as habilidades de Literacia, dentro desse Livro Didático de Língua Portuguesa-LDLP, mais especificamente a partir do gênero conto? Para tanto, objetivamos: (i) investigar como o ensino do gênero conto foi planejado para favorecer a aprendizagem da Língua Portuguesa; (ii) examinar de que forma e em que medida a Literacia se faz presente no livro didático, a partir das unidades 3 e 8; (iii) descrever o direcionamento das habilidades de Literacia no processo de alfabetização e leitura a partir das atividades propostas, dos textos e elementos multissemióticos. Para atingir estes objetivos, é realizada uma pesquisa bibliográfica, de cunho qualitativo, tendo como base a teoria da Literacia, do gênero textual conto, da teoria referente ao livro didático, sendo estas as temáticas direcionadoras de nosso estudo. O referencial teórico se constitui da teoria voltada à Literacia: Bunzen (2019), Kishimoto (2010), Soares (2021 e 2023), Kleiman (1995), Trindade (2002) e Brasil (2019); da teoria voltada ao gênero: Moisés (2004 e 2012), Bezerra (2022), Bakhtin (2016), Köche e Marinello (2015), Marcuschi (2008), Hila (2019) e Stalloni (2007); e das teorias envolvendo a construção histórico-social do LDLP: Bittencourt (2008), Batista (2003), Tourinho Júnior (2015), Cassiano (2013), Melo (2021) e Oliveira (2017). Por fim, consideramos que compreender as constituições das habilidades de Literacia podem colaborar para a melhora do desenvolvimento de leitura e escrita nos anos iniciais, para a formação dos alunos enquanto sujeitos leitores e autores de suas histórias, para a organização de estratégias de alfabetização, além de contribuir no trabalho docente e auxiliar no processo de aprendizagem e ensino de gêneros textuais.
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PATRÍCIA DE SOUSA SILVA
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FANTÁSTICO DECOLONIAL EM TERESA DECIDE FALAR DE LINDEVANIA MARTINS
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Data : 27/02/2025
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O trabalho em questão é uma investigação a partir de uma perspectiva dos estudos decoloniais, que analisa como a Literatura Fantástica tende a ser uma estratégia potencial de crítica à lógica das colonialidades nos contos fantásticos Teresa decide falar, No meio da testa, Ossos do ofício e A substituta, do livro Teresa Decide Falar (2022), cuja autoria pertence à Lindevania Martins que, como escritora negra e maranhense da literatura contemporânea, tem sido uma representante crucial das vozes marginalizadas e estereotipadas pela supremacia patriarcal. Além disso, este trabalho tem a finalidade de apontar as intersecções entre colonialismo, patriarcado e as construções sociais de gênero que assolam a vida e o cotidiano das personagens dos contos em questão. Para tanto, foi feita uma abordagem qualitativa, de cunho bibliográfico e caráter exploratório, na busca por aspectos da ficção literária de gênero/modo fantástico que corroborem com a temática e a compreensão dos conceitos discutidos ao longo da dissertação. Nesse sentido, a metodologia adotada visa à compreensão apropriada dos conceitos de colonialidade, decolonialidade, interseccionalidade e de como esses fenômenos podem ser estudados nos textos de literatura fantástica. Para tanto, como fundamentação, foram estudadas obras dos seguintes pensadores: Heleieth Saffioti (1987; 2015), María Lugones (2020), Rita Laura Segato (2012), Lélia Gonzalez (2020), Susana de Castro (2020), Aníbal Quijano (2005), Walter Mignolo (2017; 2018), Maldonado-Torres e Grosfoguel (2018), Kimberle Crenshaw (2002), Tzvetan Todorov (1970; 2004), Ana Luiza Silva Camarani (2014); Marisa Martins Gama-Khalil (2013), Irène Bessière (2009), entre outros estudiosos que teorizam sobre os motes elencados. Ademais, os resultados apontam para a forma como a autora maranhense contemporânea desvela a violência exercida contra os sujeitos subalternizados, sobretudo as mulheres; entretanto, embora elas sofram as opressões, algumas personagens apresentam práticas decoloniais de reexistência no combate à Matriz Colonial de Poder.
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MARIA KELCILENE DA SILVA SOUSA
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MULTILETRAMENTOS E O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: práticas de leitura e escrita a partir do uso dos gêneros textuais/ discursivos no 6º ano do ensino fundamental
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Data : 27/02/2025
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Nos últimos anos, tem-se observado um crescimento significativo do interesse pela abordagem dos multiletramentos na área da linguística Aplicada, especialmente, nas discussões sobre o contexto do ensino de língua materna no nível fundamental. Centrando-se entre essas discussões, esta investigação propõe analisar a presença da abordagem dos multiletramentos no livro didático, com foco específico no uso dos gêneros textuais/discursivos. O trabalho fundamenta-se na Linguística Aplicada, nos Gêneros Discursivos, na Teoria dos Multiletramentos. Recorreremos aos estudos e reflexões de Bakhtin (2003), Geraldi (1993), Soares (2003; 2004), Rojo (2009; 2012), Pinheiro (2013), Ribeiro (2012), Serra (2016, 2017), entre outros. Este estudo foi realizado a partir de uma abordagem qualitativa, com a técnica de bibliográfica e documental. O foco está na análise qualitativa do livro didático Jornadas: Novos Caminhos do 6º Ano. A pesquisa examina como os conceitos de letramentos e multiletramentos estão inseridos nas propostas de produção de textos do livro didático de LP a partir de suas explicações e atividades. O cerne desta pesquisa reside na importância de compreender como a integração dos multiletramentos pode promover uma educação mais alinhada às práticas sociais contemporâneas, habilitando os estudantes a atender às demandas sociais e comunicativas que circula a sociedade atual. Nesse víeis, a análise do livro demonstra que material didático oferece uma abordagem eficaz para o desenvolvimento de um letramento crítico e inclusivo, considerando a diversidade de linguagens e contextos comunicativos contemporâneos. Ao propor aos alunos o contato com diferentes gêneros textuais e promover a reflexão sobre seus contextos de produção e implicações sociais, o livro contribui para a formação de um pensamento analítico e consciente, alinhado aos princípios de letramento crítico. A inclusão de gêneros como notícias, crônicas, memes e podcasts prepara os estudantes para a participação ativa na sociedade, enquanto a organização do conteúdo segue a teoria dos multiletramentos, que valoriza as múltiplas formas de linguagem e as variações culturais, tecnológicas e sociais nas práticas discursivas atuais. Na análise do livro, observamos que, embora as autoras apresentem atividades e temas envolvendo diferentes gêneros textuais, como poemas e notícias, o tratamento das múltiplas semioses nos materiais ainda se limita ao aprofundamento da proposta central dos multiletramentos. Essa proposta, no entanto, vai além de um simples uso de diferentes gêneros, buscando ampliar o repertório discursivo dos alunos por meio de diversas formas de linguagem, como textos multimodais, mídias digitais, produções audiovisuais e manifestações orais, alinhadas à sua cultura e visão de mundo. A valorização das linguagens regionais e das narrativas locais permite que os estudantes reconheçam suas experiências como legítimas, enriquecendo o processo de ensino-aprendizagem. Além disso, práticas pedagógicas que incentivam a ressignificação da história e da cultura de grupos marginalizados desempenham um papel fundamental no desenvolvimento de uma consciência crítica, essencial para formar cidadãos engajados e socialmente responsáveis.
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CARLIANE MIRANDA CARNEIRO AGUIAR
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A FIGURATIVIDADE NO LIVRO DIDÁTICO "MULTIVERSOS: LINGUAGENS
APROVADO PELO PNLD (2021) NA REDE DE ENSINO PÚBLICO NO ESTADO DO
MARANHÃO: A IMPORTÂNCIA DA METÁFORA E METONÍMIA CONCEPTUAL PARA A COMPREENSÃO LEITORA
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Data : 26/02/2025
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Essa pesquisa empreende sobre a relação entre figuratividade e ensino, no que tange ao tratamento dado às metáforas e metonímias no livro didático aprovado pelo PNLD 2021 Multiversos: Linguagens no Mundo dos Afetos, de Arruda et al (2020), utilizado no estado do Maranhão na modalidade Ensino Médio. Tendo como ponto de partida a seguinte questão norteadora: qual o tratamento dado a metáfora e metonímia no livro didático e quais as contribuições da Teoria da Metáfora Conceptual para o ensino? O estudo promoverá discussões que intentem contribuir para que a visão acerca das metáforas e metonímias na perspectiva da Linguística Cognitiva, sejam relevantes para a compreensão leitora. Nesse sentido, a pesquisa contribuirá para que a visão da conceptualidade, uma vez implantada através da Teoria da Metáfora Conceptual, doravante TMC, proposta por Lakoff e Johnson (1980), seja vista, analisada e aplicada de forma concreta no ensino e nas salas de aula. A pesquisa é qualitativa, bibliográfica e documental. Para alcance dos objetivos propostos buscou-se contribuições de autores e estudiosos que versam sobre Linguística Cognitiva, tais como: Ferrari (2018), Abreu (2013), Carneiro (2009), Brandão (1986), além da basilar Teoria da Metáfora Conceptual (1980) e outras propostas como: Ensino e Leitura, de Kleiman (1997). As abordagens agregam de forma consistente para a produção da pesquisa. Também realizamos um percurso metodológico de estudo acerca das diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e sua contribuição para a promulgação do ensino de figuratividade de forma unívoca. Os resultados encontrados nos permitiram perceber que mesmo diante da ascensão da Linguística Cognitiva (LC) e da Teoria da Metáfora Conceptual, ainda é marcante a visão clássica nos estudos sobre figuratividade, em específico a metáfora, porém é visto uma compreensão subentendida, superficial acerca da base cognitiva, mas que precisa ser afunilada de modo mais concreto ao proposto pela LC e TMC.
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ANDERSON SOUSA DE ARAUJO
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APONTAMENTOS DE RACISMO NA OBRA ONE PIECE, DE EIICHIRO ODA
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Data : 21/02/2025
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Esta dissertação examina a representação do racismo e suas implicações estruturais no mangá One Piece, criado por Eiichiro Oda. O estudo se apoia nas ideias de diversos autores, como Giovana Santana Carlos, Janete L. Santos, Sandra Aparecida Lima Silveira Farias, Joseph Campbell, Nelly Novaes Coelho, e outros, que discutem as particularidades da narrativa japonesa e a teoria do Romance de Formação (Bildungsroman). A análise também se baseia em autores que abordam a identidade negra e o racismo estrutural, como Stuart Hall, Frantz Fanon, Sílvio Almeida e Homi Bhabha. A pesquisa investiga ainda como os conceitos de identidade e racismo estrutural se manifestam em One Piece, considerando tanto os conteúdos escritos quanto as imagens, tratando o mangá como um texto multimodal, onde o significado emerge da interação entre texto e ilustrações. A análise foca em como Oda discute o racismo no contexto do mundo fictício de One Piece, abordando o impacto político-social dos discursos antirracistas e a representação dos personagens e suas posições sociais. Nesse sentido, o objetivo geral foi explorar a representação do racismo na literatura oriental, especificamente no gênero mangá, e demonstrar a relevância desse tipo de ficção na difusão de causas sociais. O resultado final validou o mangá como um objeto de pesquisa acadêmica viável e comprovou a presença de críticas ao racismo na obra de Eiichiro Oda, evidenciando os paralelos entre as narrativas do mangá e a realidade social.
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MARIA MAIANE FILOMENO LIMA
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TRABALHO COM O GÊNERO CONTO FANTÁSTICO: uma análise das capacidades de linguagem
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Data : 20/02/2025
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O presente trabalho apresenta o gênero conto fantástico e uma análise das capacidades de linguagem. Abordamos o estudo sobre o ensino dos gêneros textuais na disciplina de língua portuguesa. Para isso, destacamos o quanto a sequência didática, como ferramenta de ensino, contribui para o desempenho dos educandos. A sequência didática intervém nas conformidades tradicionais e sua prática oferece infinitas possibilidades para o trabalho com gêneros em sala de aula. De certa forma, é uma estratégia de ensino que auxilia no desenvolvimento da aprendizagem. Assim, buscamos apresentar o trabalho com o gênero conto e o uso das capacidades de linguagem nas produções escritas de uma turma de 7° ano do ensino fundamental, evidenciando como o trabalho com esse tipo de gênero tem uma correlação com a escrita. A pesquisa foi realizada na Escola Municipal 13 de Maio, na cidade de São Luís Gonzaga do Maranhão/MA. A questão central que norteia esta pesquisa é: como se dá o desenvolvimento das capacidades de linguagem dos discentes em suas produções textuais? Assim sendo, temos por objetivo geral investigar o desenvolvimento das capacidades de linguagem de educandos do 7° ano na produção do gênero conto fantástico. No que tange aos objetivos específicos, buscamos avaliar as produções textuais com uso da lista de constatações; analisar as produções escritas dos estudantes no que diz respeito aos elementos gramaticais e estruturais que compõem o gênero textual conto fantástico; e utilizar a sequência didática como ferramenta para o processo de produção textual. Em relação aos procedimentos metodológiocos empregados, adotamos a pesquisa qualitativa designada como pesquisa-ação. Nesse tipo de metodologia, compreende-se que a pesquisa e o pesquisador envolvem-se no caso como autores participantes. Quanto ao referencial teórico, nos baseamos nos pressupostos teóricos de Bronckart (2006), Koch (2015), Gotlib (2006), Marcuschi (2008), Marcuschi (2003) e Schneuwly, et al. (2019). Dessa forma, evidenciamos a importância da sequência didática e o estudo dos gêneros para o desenvolvimento social e cognitivo dos alunos, além de aprimorar o processo de ensino e aprendizagem nas aulas de língua portuguesa.
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HAVILLA CRISTINA COSTA DA SILVA
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NEGRITUDE E CONSCIÊNCIA DE SI EM O BEIJO NA PAREDE (2013) E O AVESSO DA PELE (2020), DE JEFERSON TENÓRIO
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Data : 14/02/2025
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Esta pesquisa aborda a negritude e a tomada de consciência de ser negro na sociedade brasileira nas obras O beijo na parede (2013) e O Avesso da Pele (2020), do autor contemporâneo Jeferson Tenório. O objetivo geral deste trabalho é analisar as configurações do Movimento da Negritude como ato de auxílio na tomada de consciência de si, em O beijo na parede e O avesso da pele, de Jeferson Tenório, sobretudo no desenrolar da vida dos protagonistas, Henrique e João, homens negros que vivem no Sul do país. Para isso, a pesquisa realizada com metodologia de cunho bibliográfico e de caráter descritivo, com base na leitura de diversos teóricos, como Cuti (2010), Duarte (2019), Kilomba (2021), entre outros. Assim, é possível apresentar como se deu o processo de formação do conceito de negritude em nível mundial, a origem de um movimento negro no Brasil e suas conquistas, além de conceituar e problematizar o racismo estrutural na sociedade brasileira. Posteriormente, alude-se à percepção de ser negro e a importância de se reconhecer como tal para combater a problemática do racismo. Além disso, a perspectiva social criada sobre o negro na história, que, consequentemente, atravessa a literatura também é abordada na pesquisa. Nesse sentido, aborda-se a visão criada sobre o negro desde o Barroco até as tendências contemporâneas e a forma com que ele é inserido nas narrativas e poemas. No que se refere à contemporaneidade, há uma presença maior de escritores negros que usam a escrita como forma de resistência. No entanto, não são apenas os autores desta época que o fazem, pois mesmo no período de escravidão já havia escritores negros que resistiam ao sistema branco, patriarcal e colonizador. Dessa forma, é possível analisar as obras mencionadas observando tanto o autor como alguém que combate o racismo quanto suas obras, que revelam seu projeto estético-literário e a construção de personagens conscientes da situação do sujeito negro na sociedade brasileira.
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