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Descrição |
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ABRAAO GUIMARAES SOUSA
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DOIS ENIGMAS SOBRE A CRENÇA: UM PROBLEMA PARA OS RELATOS DE ATITUDES
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Orientador : CÉSAR FREDERICO DOS SANTOS
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Data : 29/10/2026
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Esta dissertação examina os relatos de atitudes proposicionais a partir dos enigmas formulados por Saul Kripke em A Puzzle About Belief (Kripke, 1979). Neles, a aparente incompatibilidade das crenças atribuídas a sujeitos racionais pode surgir sem que seja feita uma substituição direta de termos correferentes no interior de uma atribuição. A análise reconstrói os casos de Pierre e de Paderewski e examina o papel dos princípios de descitação e tradução na formulação dos relatos. Em seguida, discute as propostas de Crimmins e Perry, de Mark Richard e de Ruth Barcan Marcus para determinar o que cada uma delas exige das condições de verdade de uma atribuição de crença. O capítulo final introduz o enigma de João para isolar a tradução nominal e compara esse caso aos de Pierre e de Paderewski. A comparação identifica o problema da unificação nominal nos relatos de atitudes proposicionais. A dificuldade aparece quando o autor reúne, na linguagem do relato, ocorrências de nomes que o sujeito mantém cognitivamente distintas, mesmo sabendo que se referem ao mesmo objeto. Quem relata precisa decidir como empregar seu conhecimento do referente e das relações entre os nomes ao representar crenças de um sujeito que não dispõe das mesmas informações. A referência indireta e o valor cognitivo da identidade oferecem uma via para examinar essa exigência, cuja aplicação depende de critérios que justifiquem a distinção entre os sentidos relevantes para a atribuição.
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REBECA KAREN ALVES LIMA
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FOUCAULT, BIOPOLÍTICA E GOVERNAMENTALIDADE: da dominação através do poder às estratégias de resistência
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Orientador : JOSE HENRIQUE SOUSA ASSAI
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Data : 16/09/2026
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Esta dissertação investiga as relações entre: biopolítica, governamentalidade, poder e resistência no pensamento de Michel Foucault, buscando compreender como os mecanismos de poder produzem formas de sujeição e possibilidades de resistência. A pesquisa toma como foco a problemática da violência contra a mulher, analisando o patriarcado como uma estrutura histórica de dominação e a Casa da Mulher Brasileira como locus de investigação das estratégias de resistência e enfrentamento a essas relações de poder. Por meio de pesquisa bibliográfica e documental, com análise de conteúdo, foram examinadas obras de Michel Foucault e documentos vinculados à Casa da Mulher Brasileira de São Luís do Maranhão. Os resultados evidenciam que o poder opera por meio da produção de saberes, subjetividades e formas de governo, enquanto a resistência emerge como elemento constitutivo dessas relações. Conclui-se que a Casa da Mulher Brasileira constitui um importante espaço de enfrentamento da violência de gênero, favorecendo processos de proteção, autonomia e ampliação das possibilidades de liberdade das mulheres.
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CARLOS EDUARDO TEIXEIRA SAMPAIO
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A PHYSIOLOGÍA EPICÚREA: UMA REFLEXÃO SOBRE OS CONCEITOS DE
PHÝSIS, ÁTOMOS E VAZIO
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Data : 28/08/2026
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Esta dissertação investiga a relação entre o conceito de natureza (phýsis) e a constituição
da ética na filosofia de Epicuro. A hipótese inicial é de que existe uma continuidade entre
o atomismo de Leucipo e Demócrito e a reelaboração realizada por Epicuro, segundo a
qual o conhecimento da natureza constitui o fundamento da formação do sábio (sophós).
Nessa perspectiva, a compreensão dos princípios físicos permite superar os medos
relacionados aos deuses, à morte e aos fenômenos naturais, tornando possível o exercício
da autárkeia, da phrónesis e do logismós como princípios orientadores da vida prática. A
pesquisa também analisa as diferenças entre o atomismo epicurista e a filosofia de
Aristóteles, especialmente quanto às noções de permanência, mudança e ao papel do
clinâmen na explicação da liberdade humana. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica,
fundamentada na análise de fontes primárias, como as Cartas de Epicuro, as Máximas
Principais, o poema De rerum natura, de Lucrécio, e obras de Aristóteles, além de
comentadores contemporâneos. Conclui-se que, para Epicuro, o estudo da natureza não
representa um fim em si mesmo, mas o caminho pelo qual o indivíduo alcança autonomia,
prudência e felicidade.
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ELYSTEFANE NASCIMENTO MENDES
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RAZÃO, VIRTUDE E LIBERDADE EM MARY WOLLSTONECRAFT: a educação como fundamento moral do iluminismo
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Data : 28/07/2026
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A presente dissertação analisa a filosofia política e pedagógica de Mary Wollstonecraft face às contradições e aos limites do universalismo iluminista do século XVIII. O estudo investiga como a promessa da modernidade de universalidade dos direitos naturais falhou em sua pretensão de totalidade, operando como um projeto político deliberado de exclusão das mulheres do espaço público. Para compreender essa dinâmica, estabelece-se um diálogo crítico de Mary Wollstonecraft com o pensamento de Jean-Jacques Rousseau, explorando o modelo educacional direcionado à personagem Sofia na obra Emílio, ou da Educação, onde
a formação feminina é subjugada à domesticidade. A pesquisa demonstra que, embora Wollstonecraft se aproprie das teses iluministas, ela rompe com os pressupostos dominantes de sua época e redefine os conceitos de razão, virtude e conhecimento. Ao integrar a sensibilidade ao desenvolvimento racional, a filósofa propõe uma educação nacional, pública e coeducacional como precondição indispensável para a independência moral e para a igualdade civil. Os resultados evidenciam que o alcance da crítica de Wollstonecraft expande o universalismo abstrato da modernidade, desvendando que as promessas da Ilustração
negligenciaram não apenas as mulheres, mas todas as categorias sociais situadas à margem da sociedade setecentista. Conclui-se que o resgate de seu arcabouço conceitual consolida sua posição como filósofa iluminista e republicana, oferecendo ferramentas teóricas necessárias para a contestação de assimetrias estruturais contemporâneas.
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MARIA LUCIENE SOUSA BARBOSA
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O SUJEITO DE DIREITOS E A JUSTIÇA RESTAURATIVA: uma proposta de justiça orientada pelo reconhecimento à luz de Paul Ricoeur
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Data : 28/07/2026
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O presente estudo examina a justiça fundamentada na filosofia de Paul Ricoeur, acentuando
seu alinhamento a valores éticos de alteridade e reconhecimento mútuo. Com isso, delineamos a seguinte hipótese: as práticas de Justiça Restaurativa favorecem o reconhecimento mútuo do sujeito de direitos porque acolhem, de modo institucionalizado, tanto sua capacidade de agir quanto sua vulnerabilidade. Assim, tem-se como objetivo central abordar o sujeito de direitos em Ricoeur articulando a capacidade, vulnerabilidade como forma de reconhecimento mútuo por meio das mediações da Justiça Restaurativa. Como objetivos específicos: a) abordar o sujeito de direitos a partir da capacidade, da vulnerabilidade e do reconhecimento; b) refletir sobre as dimensões da justiça; c) relacionar Justiça Restaurativa com a lógica da equivalência, a economia do dom e o reconhecimento mútuo. O percurso metodológico adotado caracteriza‑se como qualitativo, orientado por um enfoque teórico‑conceitual, desenvolvida por meio de pesquisa bibliográfica e revisão de literatura, foram consultados livros, artigos científicos e comentadores especializados na filosofia ricoeuriana, como Hegel e Lévinas. O aporte teórico está ancorado na análise das obras de Paul Ricoeur, especialmente aquelas que tratam da justiça e do reconhecimento. A pesquisa conclui que a Justiça Restaurativa encontra em Ricoeur uma base filosófica sólida, especialmente nos conceitos de sujeito capaz, reconhecimento mútuo, perdão e restauração das relações. A justiça, para Ricoeur, vai além da mera aplicação da lei, sendo mediada pela alteridade, pela solicitude e pelo respeito à dignidade humana. A Justiça Restaurativa, ao valorizar o diálogo, a escuta e a reparação do dano, apresenta-se como alternativa humanizadora e complementar ao sistema tradicional, alinhando-se à proposta ricoeuriana de uma justiça ética e transformadora, sendo que o estudo ressalta a importância da mudança cultural e do reconhecimento do outro para a efetivação de uma cultura de paz.
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BRENDA RAYANNE CARDOSO NEVES
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A ESPERANÇA ENQUANTO AFETO CONSTITUTIVO À SOCIEDADE CIVIL EM THOMAS HOBBES
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Orientador : JOSE HENRIQUE SOUSA ASSAI
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Data : 08/07/2026
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Esta pesquisa investiga o papel das paixões humanas na filosofia política de Thomas Hobbes, com o objetivo de explicitar a importância de uma contribuição filosófica anteriormente negligenciada, a saber, o papel da paixão esperança na fundamentação e manutenção funcional da sociedade civil. O problema central reside no fato de que a tradição interpretativa prioriza a centralidade do medo na teoria hobbesiana, ignorando que existe um contraste entre as paixões que impulsionam o movimento de aproximar-se ou afastar-se de algo apresentado por Hobbes em sua teoria da ação, relegando a esperança a um papel secundário ou inexistente. A pesquisa adota metodologia de análise textual das obras Leviatã, De Cive, Elementos da Lei e Man and Citizen, identificando e sistematizando as passagens em que Hobbes define e mobiliza as paixões, medo e esperança. Em paralelo, realiza-se uma consulta aos comentadores e estudiosos desse teórico, empregando suas interpretações como suporte para evidenciar a presença e relevância desse conceito para sustentar a centralidade dessa paixão no interior do sistema político de Hobbes, demonstrando que tal afeto não é apenas complementar ao medo, mas igualmente constitutiva do pacto civil. Parte-se da hipótese de que uma sociedade em que apenas o medo rege a vida dos indivíduos tende a reproduzir a sensação permanente do estado de guerra, no qual cada pessoa humana é inimiga das demais. Embora o medo da morte violenta impulsione a saída do estado de natureza, é a esperança de segurança e confiança de se ter conforto que sustenta de forma duradoura a adesão ao pacto civil. Assim, demonstra-se que a esperança emerge como elemento imprescindível não apenas para a fundação, mas também para a estabilidade da sociedade civil em Hobbes.
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EVA MARTINS BARROS DUARTE
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MUNDO COMUM, RESPONSABILIDADE E EDUCAÇÃO EM HANNAH ARENDT.
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Data : 07/07/2026
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A presente dissertação pretende analisar a relação entre mundo comum, responsabilidade e educação à luz do pensamento de Hannah Arendt, enfatizando a ação e o discurso na construção das histórias de vida e a importância da educação para formar cidadãos para um agir político responsável. Na obra A condição humana (1958), Arendt enfatiza a política como o espaço da pluralidade, onde cada ser humano revela
sua singularidade por meio da ação e do discurso em sua relação com os outros, ao mesmo tempo que constrói sua história de vida e ajuda a construir a história da humanidade. Em Responsabilidade e julgamento, traduzida em 2004, Arendt procura aprofundar a relação entre ação moral e responsabilidade pessoal diante de situações em que as leis e as tradições são suspensas. Analisa-se a crítica da autora a Sócrates e Kant sobre a legalidade e a moralidade, na qual ela cita o caso Eichmann para ilustrar as consequências de uma ação não refletida e enfatiza a importância do pensar para evitar o mal no mundo, bem como o dois em um socrático como essência do pensamento e base para a responsabilidade. Nesse contexto, a educação, no texto A crise da educação (1958), tem um papel decisivo ao mediar a relação entre o privado e o público, mesmo diante das consequências da perda da autoridade e da tradição e
da importante missão de formar cidadãos para agir com responsabilidade no espaço público, o que levaria a uma transformação do mundo.
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Eduardo Andreassi Benkendorf
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O que vai ser, tem que ser? Um debate acerca do fatalismo
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Data : 03/07/2026
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O objetivo central neste trabalho será o de avaliar de maneira crítica alguns dos principais argumentos apresentados a favor do fatalismo. Será feita uma introdução ao tema do fatalismo, seguida da breve apresentação de algumas das principais ligações do fatalismo, enquanto tese metafísica, com temas como o livre-arbítrio, determinismo, verdade e responsabilidade moral. O objetivo de avaliar tais ligações é o de tornar mais claras as implicações da tese fatalista e para dar mais vida aos argumentos em seu favor posteriormente avaliados. No segundo capítulo será examinado um dos primeiros e mais famosos argumentos conhecidos a favor do fatalismo, o chamado Argumento da Batalha Naval, de Aristóteles. No capítulo 3 será avaliada a abordagem de Richard Taylor, defendida em vários de seus artigos. Taylor busca argumentar a favor do fatalismo com novos argumentos, a fim de evitar algumas das objeções conhecidas dos outros argumentos. O Argumento do Dominador, de Diodoro Cronus, é abordado no quarto capítulo, que também pode ser interpretado como tendo uma conclusão fatalista. No capítulo 5, uma outra fonte de argumentos fatalistas será examinada. Serão apresentados argumentos a favor do chamado Fatalismo Teológico, nome dado para a tentativa de derivar uma conclusão fatalista tendo como base a existência de Deus e a reflexão sobre suas propriedades. A conclusão a que se chega no fim da dissertação é a de que os argumentos fatalistas apresentados e avaliados não resistem às críticas e objeções. O fatalismo, como tese metafísica, não se sustenta, com base em tais argumentos.
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GUILHERME RODRIGUES DA SILVA
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"A RELEVÂNCIA DA TEMPORALIDADE NA PERCEPÇÃO DO MUNDO FENOMÊNICO EM MERLEAU-PONTY"
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Data : 11/06/2026
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Esta dissertação examina a relevância da temporalidade na constituição da
percepção do mundo vivido na fenomenologia de Maurice Merleau-Ponty,
evidenciando de que maneira o corpo próprio se apresenta enquanto lugar no qual o
sentido da experiência se produz e se transforma. A investigação aborda a
subjetividade enquanto presença encarnada em desdobramento temporal,
retomando o passado incorporado e abrindo-se a possibilidades futuras. A
temporalidade é tratada de modo distinto da sucessão cronológica, sendo
compreendida como estrutura dinâmica por meio da qual o corpo se orienta no
mundo, reconhece permanências e instaura novas formas de relação. Nesse
horizonte, a motricidade assume papel central enquanto modo originário de abertura
ao campo fenomenal. A metodologia adotada segue orientação fenomenológico-
hermenêutica, fundamentada na leitura analítica das obras de Merleau-Ponty, com
destaque para Fenomenologia da percepção, em diálogo com comentadores
contemporâneos. A dissertação estrutura-se em três momentos: a crítica aos limites
do empirismo e do intelectualismo; a elucidação do corpo próprio enquanto condição
da experiência perceptiva; e a análise da temporalidade enquanto dimensão
responsável pela continuidade da percepção e da subjetividade. Conclui-se pela
inseparabilidade entre percepção e tempo vivido, dimensão na qual o mundo se
apresenta e se reinscreve no corpo, sustentando a constituição da subjetividade
encarnada.
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ITALLO LUIS RODRIGUES DE SOUSA
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A EXPERIÊNCIA ENCARNADA DA LIBERDADE EM MERLEAU-PONTY
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Data : 15/05/2026
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Esta dissertação investiga a constituição da liberdade a partir da experiência
encarnada, tomando por referência a fenomenologia de Maurice Merleau-Ponty
(19081961). Parte-se da crítica aos prejuízos clássicos do racionalismo e do
empirismo, que separaram corpo e consciência e limitaram a compreensão da
percepção. Ao situar a experiência do mundo no corpo próprio, Merleau-Ponty
evidencia que perceber é um modo de habitar o mundo, inscrito na relação direta
com o meio. A percepção constitui uma abertura viva, na qual o corpo organiza
o espaço, orienta gestos e instaura sentido na experiência. Nessa perspectiva,
o corpo emerge enquanto sujeito marcado por hábitos e esquemas motores que
estruturam a relação com o mundo, de modo que a consciência se realiza no
contato com o que nos envolve. A liberdade é repensada enquanto potência
situada, que se efetiva no vínculo entre o sujeito e as possibilidades oferecidas
pelo meio, manifestando-se em forma de estilo (presença) que retoma o passado
e projeta o futuro. Por fim, analisa-se a relação com o outro na condição de
dimensão própria da corporeidade: a intercorporeidade indica que o corpo se
abre a outras presenças no mesmo campo sensível, onde a alteridade se
expressa na visibilidade do outro. Assim, a liberdade assume caráter
compartilhado, enraizada no mundo, em um campo no qual corpo, mundo e
existência se implicam de forma contínua e inseparável.
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LEONARDO PASSOS RIBEIRO
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HERMENÊUTICA E O PROBLEMA DA VIGILÂNCIA ALGORÍTMICA: Aproximação do conceito ricoeuriano de instituições justas com o Eu AI Act
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Data : 23/04/2026
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Face às implicações da vigilância algorítmica e à centralidade da identidade narrativa em Paul Ricoeur, a presente dissertação analisa o EU AI Act: um marco regulatório de IAs pioneiro nas relações econômicas e sociais. Procedeu-se ao escrutínio de algumas disposições do EU AI Act que foram originalmente concebidas para enfrentar o problema da opacidade de sistemas de inteligência artificial. A metodologia empregada ancora-se na hermenêutica filosófica, particularmente na dimensão semiótica ricoeuriana do signo. O corpus é constituído pelo EU AI Act (Regulamento UE 2024/1689), cujo distanciamento metodológico do seu texto (transição da explicação do signo para a compreensão), em termos ricoeurianos, permite perscrutar mediações frente ao fenômeno da vigilância algorítmica. A hipótese norteadora, corroborada no decurso da investigação, comprovou uma aproximação presumível da abordagem de Ricoeur com alguns dispositivos do EU AI Act - a exemplo da vedação ao policiamento preditivo fundado em perfis de personalidade. Constata-se, nesta aproximação, uma salvaguarda presumível das identidades, na medida em que o legislador europeu impõe limites aos sistemas de inteligência artificial: à predição algorítmica e à opacidade dos dados. Os resultados da pesquisa especificam, ainda, o amparo desta última circunstância em alguns dos dispositivos formulados pelo legislador, cujo intuito foi obstar a conversão do homem em métrica previsível - como a interdição do policiamento preditivo (UNIÃO EUROPEIA, 2024, art. 5.º, n.º 1, alínea g) - e tutelar o direito de obter explicações claras decorrentes de decisões algorítmicas (UNIÃO EUROPEIA, 2024, art. 86.º, n.º 1), prerrogativa por meio da qual o EU AI Act pode tangenciar o horizonte ricoeuriano. A
advertência recai, contudo, na fragilidade da norma puramente positiva em resguardar as instituições justas.
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Matheus Marques Rodrigues da Costa
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A FUNDAÇÃO CIENTÍFICA DA PSICOLOGIA: UMA ANÁLISE ONTOLÓGICA E
EPISTEMOLÓGICA A PARTIR DO BEHAVIORISMO RADICAL
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Data : 23/03/2026
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A consolidação da Psicologia como ciência sempre esteve atravessada por dificuldades epistemológicas relacionadas à natureza de seu objeto de estudo, tradicionalmente concebido como constituído por estados mentais privados, subjetivos e inacessíveis à observação pública. Entre esses desafios, destaca-se o problema das outras mentes, que questiona a possibilidade de conhecer cientificamente os estados mentais de terceiros, uma vez que apenas a própria experiência consciente é diretamente acessível. Diante desse cenário, a presente dissertação tem como objetivo defender a cientificidade da Psicologia a partir da abordagem analítico-comportamental, tomando o behaviorismo radical como eixo teórico central. Para isso, realiza-se uma análise filosófica e conceitual do conceito de ciência, das dificuldades históricas da Psicologia em se afirmar como disciplina científica e das implicações do dualismo mente-corpo para o estatuto epistemológico da área. Em seguida, examinam-se os fundamentos do behaviorismo radical, especialmente a redefinição da mente como comportamento público ou encoberto e a rejeição do mentalismo como explicação causal. Por fim, discutem-se as implicações dessa abordagem para a pesquisa e a prática clínica, com ênfase na Terapia Analítico-Comportamental, na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) e na Psicoterapia Analítico-Funcional (FAP). Argumenta-se que, ao deslocar o foco da interioridade inacessível para as relações funcionais entre organismo e ambiente, a Análise do Comportamento permite contornar metodologicamente o problema das outras mentes e sustentar critérios de objetividade, previsibilidade e controle, compatíveis com os das ciências naturais. Conclui-se que a abordagem analítico-comportamental fornece uma base filosófica e científica consistente para a Psicologia, preservando sua cientificidade mesmo diante de dilemas filosóficos tradicionais.
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HUGO PINHEIRO COSTA
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BINÔMIO PESSOA-BEM COMUM: uma investigação das complementaridades entre o personalismo comunitário de Jacques Maritain e a teoria da participação de Karol Wojtyla
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Data : 20/02/2026
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A Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 1948, pode ser considerada como o ponto de confluência e maturação de uma vasta produção filosófica sobre a dignidade humana. O texto reúne formulações filosóficas, que conta com a participação direta de alguns filósofos, dentre estes, Jacques Maritain e Karol Wojtyla. Entretanto, após 73 anos de proclamação, é inegável que os direitos humanos não são plenamente garantidos. Os abusos humanitários dos mais diversos cenários, como a fome, a guerra, a flexibilização das leis, a perseguição ideológica expõem a necessidade de uma renovada reflexão que coloque no centro a pessoa humana. Partindo dessas inquietações, o presente trabalho se propõe a investigar a partir do primado da pessoa humana e do bem comum, a complementaridade da noção de personalismo comunitário de Jacques Maritain e a teoria da participação de Karol Wojtyla. A primeira etapa do desenvolvimento da pesquisa partirá da identificação da filosofia personalista de Jacques Maritain por meio da noção de humanismo integral, chegando até a formulação do personalismo comunitário como resposta ao problema da pessoa humana no século XX. Em seguida buscará apresentar a teoria da participação de Karol Wojtyla como fundamento antropológico para uma visão personalista da atuação sociopolítica. Por fim, se procurará determinar como a teoria da participação complementa a noção de personalismo comunitário, para isso será apresentado a crítica ao personalismo de Paul Ricoeur, de modo que a partir do binômio pessoa humana e bem comum, noções fundamentais nas duas abordagens apresentadas, seja integradas de modo a proporcionar um caráter teórico-filosófico mais consolidado à formulação do personalismo comunitário. Todos esses passos possuem como objetivo central, conduzir a determinação de que o personalismo comunitário é enriquecido graças a complementaridade oferecida por meio da teoria da participação, justamente ancorada no primado da pessoa humana e no bem comum, de modo a permitir o desenvolvimento e maturação do personalismo comunitário.
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MIRELLA FERNANDA NASCIMENTO
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Poder, corpo e sexualidade: diálogos sobre repressão, liberdade e prazer
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Data : 05/02/2026
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Este trabalho analisa, a partir da filosofia de Michel Foucault, as relações entre poder, corpo e sexualidade, buscando compreender como esses elementos se articulam na constituição dos sujeitos e nos mecanismos de controle social. A
pesquisa parte da perspectiva genealógica foucaultiana, segundo a qual o poder não é centralizado, mas se manifesta em redes difusas, atravessando práticas sociais, instituições e discursos. O estudo organiza-se em três eixos: na primeira parte, discute-se o conceito de poder e sua capilaridade; em seguida, analisa-se o corpo como território de disciplina e vigilância; por fim, examina-se a sexualidade como campo estratégico de exercício do poder, destacando o papel da Igreja, do direito, da medicina e das ciências na construção de discursos normativos sobre o prazer e o desejo. A metodologia é qualitativa, de caráter bibliográfico, fundamentada nas obras de Foucault e em comentadores contemporâneos. Pretende-se demonstrar que, mais do que repressão, há uma proliferação discursiva sobre a sexualidade, que molda identidades e subjetividades, mas também abre espaço para resistências. A relevância do estudo reside em oferecer uma leitura crítica das formas de controle que ainda atravessam os corpos e prazeres na contemporaneidade.
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WENDERSON CARLOS DOS ANJOS ASEVEDO
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HERMENÊUTICA E COMPREENSÃO: a tradição como médium para a verdade em
Gadamer.
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Data : 02/02/2026
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A presente pesquisa tem como temática central uma questão filosófica clássica,
retomada no âmbito da hermenêutica filosófica: o problema da compreensão. Seu
propósito é analisar a relação entre compreensão (Verstehen) e tradição
(Überlieferung/Tradition), uma vez que, na filosofia hermenêutica de Hans-Georg
Gadamer, a compreensão somente se efetiva pela mediação da tradição e do
reconhecimento de sua autoridade. A pesquisa, de base teórico-bibliográfica, busca
responder ao problema: de que modo à tradição se constitui como condição de
possibilidade para a compreensão hermenêutica, tendo em vista os fundamentos
ontológico-existenciais da hermenêutica filosófica de Gadamer? Para tanto, a
pesquisa concentrou-se, sobretudo na obra clássica Verdade e método, além de
outros ensaios gadamerianos, bem como na interlocução com comentadores de
língua nacional e estrangeira que discutem o fenômeno hermenêutico do
compreender em sua relação com a autoridade da tradição e do problema da
verdade. Nessa perspectiva, parte-se da pergunta moderna de como é possível à
compreensão? deslocando-a do âmbito estritamente epistemológico para o
horizonte da ontológico. Na concepção gadameriana, a compreensão não pode ser
pensada a partir de fundamentos exclusivamente gnosiológicos, mas exige uma
fundamentação hermenêutico-fenomenológica. Assim compreendida, a
compreensão é concebida como um fenômeno originário, que se efetiva na
experiência hermenêutica e se realiza no âmbito da práxis. Destaca-se o argumento
hermenêutico-filosófico da reabilitação da tradição e a ideia da história efeitual como
fundamento nuclear para a discussão acerca da experiência da compreensão. A
tradição, não se configura como um objeto disponível à dominação metodológica,
mas como um acontecer histórico-ontológico que se efetiva no próprio evento da
compreensão, enquanto pertença. Tal pertença se dá por meio dos preconceitos
(Vorurteile), compreendidos como estruturas antecipatórias produtivas da
compreensão, e se explicita na consciência da história efeitual
(Wirkungsgeschichtliches Bewusstsein) e no horizonte da linguagem
(Sprach/Sprachlichkeit). Ao final, a pesquisa enfatiza que tanto a compreensão
quanto a tradição somente podem ser pensadas em sua plenitude a partir da noção
de verdade (Wahreit/Alétheia). Pensar uma hermenêutica filosófica da verdade
significa refleti-la no âmbito ontológico da compreensão, sobretudo, no médium da
tradição e enquanto experiência dialógica de fusão de horizontes
(Horizontverschmelzung). Trata-se de pensar a verdade como um acontecimento
hermenêutico (Ereignis) e como co-pertencimento, sendo a tradição o espaço de
mediação em que a verdade se manifesta, reinterpreta e atualiza a própria tradição.
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MATHEUS BAHIA LINDOSO
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O PROBLEMA DA MORALIDADE NA ESTÉTICA DE SCHILLER
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Data : 30/01/2026
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A estética de Schiller compõe um caminho fundamental em torno dos problemas
morais do homem moderno. Ao discutir questões referentes à arte, política e a
própria investida nas noções dos impulsos que fazem parte da natureza humana, o
dramaturgo e filósofo Schiller abre espaço para pensarmos nas contribuições que a
estética tem no tocante aos costumes e caráter dos indivíduos. Muito embora se
pense nas categorias da arte e moralidade enquanto elementos distintos, essas
duas particularidades têm no pensamento schilleriano uma certa ligação, visto que o
artístico influi, ao seu modo, em uma forma de reflexão e contribuição ao problema
ético, político e cultural enfrentado pelo homem do Século das Luzes. Tendo esse
entendimento em vista, esta pesquisa preocupa-se em tratar da moralidade
enquanto ponto central diante das reflexões estéticas de Schiller, buscando mostrar
como o fenômeno da arte pode desempenhar nos sujeitos um papel moralmente
formativo, possibilitando que esses possam agir e se expressar livremente em
sociedade. Seguindo um duplo caminho, esta pesquisa busca primeiramente
perfazer um estudo entre a juventude e a fase adulta de Schiller a fim de mostrar
como o elemento moral se faz presente em seu pensamento, em particular, nas
suas obras: Os Bandoleiros; Kallias ou sobre a Beleza e A Educação Estética do
Homem. Em um segundo momento, partindo da sua Poesia Ingênua e Sentimental e
alguns ensaios que compoẽm a Teoria da Tragédia, veremos como a relação entre
arte e moralidade são debatidas, e como aquela pode infundir nesta um norte
reflexivo ao melhoramento do ser humano em sociedade.
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LUCIO HENRIQUE MORAES REGO PEREIRA
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JUSTIÇA, COMUNICAÇÃO POLÍTICA E DESINFORMAÇÃO: os princípios de John Rawls diante dos problemas sociais contemporâneos
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Data : 27/01/2026
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Esta dissertação nasce da preocupação com os impactos que a desinformação e a manipulação política têm produzido sobre a vida democrática. Ao revisitar a teoria da justiça como equidade de John Rawls, busca-se um caminho para refletir sobre como valores de liberdade, igualdade e imparcialidade podem iluminar dilemas contemporâneos. No primeiro capítulo, são apresentados os conceitos centrais de Rawls, como a posição original e o véu da ignorância, que funcionam como metáforas para garantir que as regras sociais sejam pensadas de forma justa. A partir deles, destacam-se os princípios da liberdade e da diferença, que orientam a construção de instituições capazes de respeitar direitos fundamentais e, ao mesmo tempo, corrigir desigualdades.O segundo capítulo mergulha no cenário digital, onde narrativas distorcidas, algoritmos de segmentação e bolhas de informação fragilizam a confiança pública. A desinformação, entendida não apenas como falha comunicacional, mas como fenômeno ético e político, mostra-se responsável por aprofundar divisões sociais, estimular o negacionismo e enfraquecer o diálogo democrático. Ao mobilizar autores contemporâneos, o texto demonstra como a disputa pela verdade se tornou um dos maiores desafios para a democracia atual. No terceiro capítulo, a reflexão se volta para propostas de enfrentamento. A reconstrução da esfera pública, a definição de limites éticos para a expressão digital, a busca por justiça algorítmica e a valorização da educação crítica aparecem como caminhos possíveis. O diálogo com Rawls evidencia que uma sociedade justa depende de cidadãos autônomos, instituições transparentes e de uma cultura política comprometida com a equidade. Assim, o trabalho procura contribuir para pensar a democracia na era da pós-verdade, sugerindo que a filosofia pode oferecer não apenas diagnósticos, mas também horizontes de esperança para uma cidadania mais justa e informada.
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WESLEY MADEIRA FERREIRA
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O DIONISÍACO E O APOLÍNEO NO BUMBA-MEU-BOI: uma leitura
nietzschiana
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Data : 19/01/2026
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Esta pesquisa de caráter filosófico e interdisciplinar tem por objetivo analisar alguns aspectos da manifestação cultural e estética do bumba-meu-boi no Estado do Maranhão a partir da perspectiva nietzschiana elaborada na obra O nascimento da tragédia. O estudo atém-se a uma análise dos impulsos dionisíaco e apolíneo relacionados aos deuses gregos Dioniso e Apolo e suas implicações dentro do universo do bumba-meu-boi. Inicialmente, de maneira mais específica, será analisada a obra O nascimento da tragédia do filósofo Friedrich Nietzsche buscando-se uma maior compreensão da tragédia e do trágico na cultura grega antiga como manifestação artística e cultural do grego que via em seus personagens uma maneira de expressar o poder dos seus deuses. Em um segundo momento buscou-se fazer uma análise do universo do bumba-meu-boi, mais precisamente sua ocorrência no Estado do Maranhão com todas suas característica e peculiaridades, e em um terceiro momento, foi realizada uma análise dos impulsos dionisíacos e apolíneos no bumba-boi.
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