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Banca de DEFESA: AMANDA NATHALIA ISRAEL DA SILVA

2026-03-05 15:33:20.215

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: AMANDA NATHALIA ISRAEL DA SILVA
DATA: 01/04/2026
HORA: 15:00
TÍTULO: MULHERES DE ESCRITAS TRANSVERSAIS: o estupro nos contos de autoria feminina brasileira
PALAVRAS-CHAVES: Feminismo; Contos brasileiros de autoria feminina; Teoria Queer; Resistência
PÁGINAS: 106
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
SUBÁREA: Literatura Brasileira
RESUMO: Este trabalho de natureza disciplinar propõe uma análise literária da violência sexual contra a mulher a partir de contos de autoras brasileiras. A pesquisa parte da interseção entre literatura, gênero e crítica feminista, com ênfase na representação do estupro como expressão de uma violência estrutural e histórica. De abordagem qualitativa e natureza bibliográfica, o estudo ancora-se em uma perspectiva interdisciplinar, traçando, inicialmente, uma breve história das mulheres, com foco na construção social da figura feminina na sociedade brasileira desde o período colonial até a contemporaneidade. O objetivo geral da pesquisa é investigar como o estupro é representado nos contos de autoria feminina brasileira e de que modo essas narrativas tensionam, denunciam e reelaboram a experiência da violência sexual. O problema de pesquisa que norteia esta investigação pode ser assim formulado: “Como o estupro é representado nos contos de autoras brasileiras e quais estratégias narrativas são mobilizadas para romper com os silêncios sociais e literários que historicamente invisibilizaram essa violência?”. A análise literária concentra-se em quatro contos brasileiros que tematizam, direta ou simbolicamente, o estupro: O caso de Ruth, de Júlia Lopes de Almeida; A língua do P, de Clarice Lispector; Quantos filhos Natalina teve?, de Conceição Evaristo; e Bricolagem Travesti, de Maria Léo Araruna. Esses textos permitem vislumbrar diferentes experiências de violência e resistência, delineando cartografias afetivas e políticas da dor e da denúncia, a partir de vozes femininas e dissidentes. Como desfecho primário, espera-se compreender de que maneira a literatura de autoria feminina brasileira atua como instrumento de denúncia e reflexão crítica sobre o estupro, ao mesmo tempo em que propõe novas possibilidades de subjetivação e resistência. Como desfecho secundário, busca-se o papel da literatura como dispositivo micropolítico que desestabiliza discursos patriarcais e colonialistas que naturalizam a violência de gênero. A discussão teórica sobre o gênero conto e o lugar da mulher na literatura é essencial para compreender como a escrita de mulheres tensiona normas literárias e sociais, abrindo frestas para narrativas que insurgem contra a invisibilização e a normatização da violência. Este trabalho não apresenta considerações finais, evidenciar uma vez que ainda se encontra em fase de desenvolvimento e aprofundamento analítico.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1562628 - MARIA ARACY BONFIM SERRA PINTO
Interno - 1474768 - NAIARA SALES ARAUJO SANTOS
Externo à Instituição - LUCIANA BARRETO MACHADO REZENDE - UnB

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