Banca de DEFESA: JOSIIANE EVANGELISTA DE MATOS
2025-07-06 00:08:24.957
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSIIANE EVANGELISTA DE MATOS
DATA: 07/07/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Sala do Mestrado-PPGGEO
TÍTULO: DE GEOLOGIA RICA À DESIGUALDADE SOCIAL: garimpagem em Centro Novo do Maranhão e seus reflexos em Maracaçumé, Amazônia Maranhense MA
PALAVRAS-CHAVES: Recursos minerais. Degradação ambiental. Impactos socioambientais. Amazônia Maranhense. Qualidade de vida.
PÁGINAS: 69
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Geografia
SUBÁREA: Geografia Regional
RESUMO: A atividade garimpeira na Amazônia Maranhense está intrinsecamente
ligada a formação territorial e econômica de municípios do oeste do
estado como Maracaçumé e Centro Novo do Maranhão, onde a
exploração mineral moldou as dinâmicas locais. Essa prática configura
grandes desigualdades sociais quando, paradoxalmente, a abundância
de atributos minerais não se traduz em desenvolvimento para as
populações locais que permanecem às margens dos benefícios
econômicos. Desse modo, faz-se necessário compreender os motivos
pelos quais no subsolo há possibilidades de riqueza e a superfície
reproduz condições de vida precárias, o que é objetivo desta
dissertação. Para tanto adotou-se o método dialético, que norteou as
etapas de revisão bibliográfica, análise de dados secundários e
pesquisa em campo com aplicação de questionários junto a
garimpeiros em Chega Tudo e Cipoeiro, povoados do município de
Centro Novo do Maranhão, bem como com entrevistas com ex-
garimpeiros residentes na sede municipal de Maracaçumé, na
perspectiva de compreender a relação entre a garimpagem e a
qualidade de vida das populações residentes nesses territórios. A
pesquisa permitiu compreender que tanto garimpeiros atuantes na
região de Centro Novo do Maranhão, como ex-garimpeiros moradores
do município de Maracaçumé, compartilham buscam melhoria das
condições econômicas de suas famílias e aventuram-se nessa atividade
insalubre, por falta de oportunidade em outras atividades econômicas.
A maioria dos trabalhadores das áreas de garimpos são do sexo
masculino e possui baixa escolaridade, o que os força a continuar na
garimpagem, mesmo não tendo retornos financeiros vantajosos.
Constatou-se que, apesar da garimpagem do ouro representar uma
fonte de renda para os trabalhadores do garimpo, grande parte da renda
se concentra nas mãos dos garimpeiros, donos de barrancos e de
máquinas, não se refletindo em melhorias significativas de indicadores
econômicos para os municípios e nem em qualidade de vida às
famílias dos envolvidos na atividade.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - JOSE SAMPAIO DE MATTOS JUNIOR - UEMA
Presidente - 1698421 - MARCELINO SILVA FARIAS FILHO
Interno - 1127174 - RONALDO BARROS SODRE