Banca de DEFESA: ANA CLAUDIA BARROS PINHEIRO
2025-11-25 18:28:26.491
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA CLAUDIA BARROS PINHEIRO
DATA: 28/11/2025
HORA: 10:00
LOCAL: Online- Google Meet
TÍTULO: Nossa Escola é Território sagrado: estudo da experiência de retomada da escola quilombola na Comunidade Nazaré, Serrano- MA
PALAVRAS-CHAVES: Educação Quilombola, Decolonialidade, Território e Territorialidades
PÁGINAS: 65
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Geografia
RESUMO: A pesquisa, ora proposta, busca aprofundar os estudos em torno dos processos que envolvem os territórios quilombolas no Maranhão, sobretudo, no âmbito da educação quilombola. Compreende-se que a retomada da escola quilombola Nossa Senhora de Nazaré, na comunidade quilombola de Nazaré, município de Serrano, no estado do Maranhão como importante, somando, com sua especificidade, na diversidade das comunidades quilombolas no estado em frente aos processos de lutas territoriais. A estratégia de retomada, ocupação e reformulação teórico-prática da escola pela comunidade na luta pelos direitos de permanecer e (re) existir em seu território são particularidades, que demarcam o protagonismo quilombola na luta contra o racismo e a negação da sua existência e pelo direito ao território. O objetivo desta pesquisa visa compreender o processo de luta pelo território da
comunidade quilombola de Nazaré, em Serrano- MA, a partir da retomada da educação quilombola dentro da perspectiva de educação quilombola contextualizada e Decolonial. Utilizamos do método dialético a partir da Decolonialidade como mecanismo teórico e metodológico dentro do método de pesquisa na Geografia.Utilizamos como procedimentos metodológicos as contribuições da História Oral, bem como a leitura de bibliografias que
retratem a temática da Educação Quilombola, território e territorialidades quilombolas, caracterizando, portanto, uma pesquisa de base qualitativa. compreende-se que a educação quilombola desempenha um papel central na sustentação das lutas territoriais e na reafirmação das identidades coletivas das comunidades negras rurais. A experiência da comunidade quilombola de Nazaré evidencia que o processo educativo, quando construído de forma autônoma, participativa e enraizada nas práticas culturais locais, torna-se instrumento de resistência e emancipação. A retomada da escola como espaço político, pedagógico e simbólico reforça a importância de uma educação decolonial, capaz de valorizar os saberes ancestrais e de enfrentar as estruturas históricas de negação e subalternização. Assim, a pesquisa reafirma que o fortalecimento da educação quilombola é condição essencial
para a garantia do direito ao território, à memória e à continuidade das territorialidades que sustentam a existência quilombola.
MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1728085 - CIDINALVA SILVA CAMARA
Co-orientador - 3250448 - ROBERTA MARIA BATISTA DE FIGUEIREDO LIMA
Interno - 2070026 - SAMARONE CARVALHO MARINHO
Presidente - 2018917 - SAVIO JOSE DIAS RODRIGUES