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Banca de DEFESA: HELEN GIOVANNA PEREIRA FERNANDES

2026-01-25 16:18:10.115

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: HELEN GIOVANNA PEREIRA FERNANDES
DATA: 26/01/2026
HORA: 14:30
LOCAL: SALA DE AULA DO MESTRADO EM GEOGRAFIA - PPGGEO
TÍTULO: DINÂMICA TEMPORAL DO USO E COBERTURA DA TERRA E SUAS RELAÇÕES COM O FOGO EM TERRAS INDÍGENAS DO ESTADO DO MARANHÃO (1985-2023)
PALAVRAS-CHAVES: Sensoriamento remoto; Emissões de CO₂; Desmatamento; Proteção Ambiental; Povos originários.             
PÁGINAS: 76
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Geografia
RESUMO: As Terras Indígenas desempenham papel estratégico na conservação ambiental e na manutenção da sociobiodiversidade, especialmente em regiões de transição ecológica submetidas a intensas pressõesantrópicas. Inserido nesse contexto, o estado do Maranhão localiza-se entre os biomas Amazônia e Cerrado e integra a fronteira agrícola do MATOPIBA, onde a expansão agropecuária, o desmatamento e o uso intensivo do fogo têm provocado profundas transformações no uso e na cobertura da terra. Diante desse cenário, esta dissertação tem como objetivo analisar a dinâmica temporal do uso e cobertura da terra e suas relações com o fogo nas Terras Indígenas do estado do Maranhão, no período de 1985 a 2023. A pesquisa integrou técnicas de sensoriamento remoto, geoprocessamento e análise espacial no ambiente Google Earth Engine, utilizando séries históricas do MapBiomas (Coleção 9), MapBiomas Fogo (Coleção 3) e dados de desmatamento do PRODES/INPE. Foram analisadas as classes de formações florestais e savânicas, a recorrência do fogo, os anos críticos de perda de vegetação e de áreas queimadas, bem como estimadas as emissões de gases de efeito estufa associadas ao desmatamento e aos incêndios florestais, com base nas diretrizes do IPCC e no Nível Nacional de Referência de Emissões Florestais (FREL). Complementarmente, incorporaram-se informações qualitativas sobre conflitos territoriais e violência contra os povos indígenas, obtidas a partir dos relatórios do Conselho Indigenista Missionário (CIMI). Os resultados indicam que, embora as Terras Indígenas tenham mantido extensos remanescentes de vegetação nativa ao longo da série histórica, ocorreram perdas significativas associadas sobretudo às pressões externas. A recorrência do fogo apresentou padrões espacialmente concentrados, com destaque para Terras Indígenas como Araribóia, Kanela e Porquinhos dos Canela-Apãnjekra, e intensificação durante eventos climáticos extremos, como o El Niño de 2015–2016. As estimativas de emissões revelaram que o fogo respondeu pela maior parcela das emissões de gases de efeito estufa, superando aquelas oriundas do desmatamento direto. A análise integrada evidencia a relação entre degradação ambiental, conflitos socioterritoriais e fragilização da governança territorial. Conclui-se que a proteção das Terras Indígenas no Maranhão transcende a conservação ambiental, sendo indissociável da garantia dos direitos territoriais e da valorização dos conhecimentos tradicionais, especialmente no contexto do Manejo Integrado do Fogo. Os resultados reforçam a necessidade de políticas públicas que articulem monitoramento ambiental contínuo, governança territorial e protagonismo indígena como estratégias centrais para a mitigação do desmatamento, dos incêndios florestais e das emissões de gases de efeito estufa.
MEMBROS DA BANCA:
Co-orientador externo à instituição - CELSO HENRIQUE LEITE SILVA JUNIOR - INPA
Externo ao Programa - 3490681 - MAYCON HENRIQUE FRANZOI DE MELO
Presidente - 031.574.923-73 - TAISSA CAROLINE SILVA RODRIGUES
Interno - 2624557 - ULISSES DENACHE VIEIRA SOUZA

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