Banca de DEFESA: YANCA MARIA TAVARES RODRIGUES
2026-06-30 16:46:19.315
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: YANCA MARIA TAVARES RODRIGUES
DATA: 02/07/2026
HORA: 09:00
LOCAL: meet.google.com/aof-zxou-bxh
TÍTULO: CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS NA ÁREA DO PARQUE ESTADUAL SERRA DE SANTO
ANTÔNIO, MUNICÍPIO DE CAMPO MAIOR-PIAUÍ
PALAVRAS-CHAVES: Conflitos socioambientais; Parque Estadual Serra de Santo Antônio; Campo Maior-PI.
PÁGINAS: 89
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Geografia
RESUMO: Os conflitos socioambientais implicam ameaças recorrentes à integridade ambiental e as condições de vida de comunidades residentes em unidades de conservação e em suas áreas de entorno, especialmente em territórios onde a presença humana antecede a institucionalização dessas áreas. A criação de unidades como Parques e Áreas de Proteção Ambiental (APAs), em espaços já ocupados, tende a intensificar tensões ao
impor restrições ao uso do território, muitas vezes sem o pleno reconhecimento das práticas locais. O presente estudo tem como objetivo analisar os conflitos socioambientais decorrentes da criação do Parque Estadual Serra de Santo Antônio (PESSA), na área do município de Campo Maior-PI, instituído em 2019, com ênfase nas mudanças da dinâmica geográfica da área. A pesquisa baseia-se na análise de dados geoespaciais de uso e cobertura da terra (MapBiomas, 20032023), do IBGE (2022), informações do Plano de Manejo do parque,
Índice de Vegetação por Diferença Normatizada (NDVI) e observações de campo, articuladas à tipologia de conflitos socioambientais. Os resultados indicam que, após 2019, houve intensificação das atividades de uso do território, com destaque para a expansão de áreas antrópicas, abertura de acessos, uso para moradia e atividades agropecuárias no interior e no entorno da APA, evidenciando a reconfiguração da dinâmica geográfica local e contribuindo para o agravamento dos conflitos socioambientais, sobretudo em função das restrições legais impostas e da permanência de práticas tradicionais, muitas vezes dissociadas do
reconhecimento formal da unidade de conservação. Conclui-se que os conflitos identificados estão relacionados à sobreposição de usos, à fragilidade na implementação das políticas ambientais e à limitada participação das comunidades no processo de gestão, o que reforça a necessidade de que tais processos envolvam estratégias que considerem as especificidades das populações locais e promovam maior integração entre conservação ambiental e realidade social.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 032.772.673-34 - ANTONIO CORDEIRO FEITOSA
Interno - 1698421 - MARCELINO SILVA FARIAS FILHO
Externo à Instituição - MARIA PESSOA DA SILVA - UESPI