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Banca de QUALIFICAÇÃO: HIGOR RAFAEL SANTOS BORGES

2026-09-14 09:26:48.235

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: HIGOR RAFAEL SANTOS BORGES
DATA: 29/09/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala do PPGGEO- UFMA
TÍTULO: ESPAÇOS DE ENCANTOS, ENCANTARIAS E RESISTÊNCIA: Um estudo acerca da construção da identidade afrobrasileira através do Tambor de Mina na cidade de São Luís - Maranhão.
PALAVRAS-CHAVES: Tambor de Mina; Espacialidade Sagrada; Corpo- Território; Memória Ancestral.
PÁGINAS: 58
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Geografia
RESUMO: No Capítulo 1 da qualificação, intitulado "A Escrita da Tradição no Espaço: Fixos, Fluxos e a Dimensão Corporal do Sagrado no Tambor Mina Maranhense", o foco central é compreender de que maneira a religiosidade do Tambor de Mina edifica a sua própria espacialidade, inscrevendo memórias, ancestralidade e estratégias de resistência no território urbano de São Luís. A fundamentação teórica articula as categorias de fixos e fluxos da geografia cultural com a fenomenologia do corpo, demonstrando que o terreiro não é um mero ponto físico no mapa, mas um espaço vivido e um geossímbolo carregado de afetividades, sacralidade e valores simbólicos. Os fixos articulam a dimensão material indispensável para o abrigo da tradição, representados pela arquitetura do terreiro, pelos altares (pejis) e pela botânica sagrada com suas plantas rituais e árvores de proteção, atuando como verdadeiras fortalezas materiais e espirituais contra a intolerância e a especulação urbana. Em constante interação com esses elementos permanentes, os fluxos corporificam a dinâmica ritual e efêmera das festividades, incluindo as etapas litúrgicas do Zandró, Narrunó, Jonu e Nadopé, assim como os toques dos tambores, os cantos e o transe, por meio dos quais o axé se manifesta e transforma continuamente a dicotomia entre o sagrado e o profano. Nessa trama, o corpo do praticante em transe desponta como a primeira escala geográfica de territorialização e soberania do sagrado, agindo como um corpo-território que descoloniza gestos e reconecta o plano presente à memória histórica da diáspora Jeje-Nagô, perpetuada desde a fundação das casas tradicionais e a trajetória ancestral de Nã Agotimé. O capítulo também expõe as táticas de sobrevivência desenvolvidas ao longo dos séculos, como o sincretismo e a sobreposição entre o espaço doméstico e o templo ritual, evidenciando como a liderança matriarcal e a autoridade de zeladores históricos mantêm a preservação identitária em um contexto de constantes pressões urbanas. Por fim, ao integrar a experiência empírica do trabalho de campo a uma abordagem fenomenológica e à pedagogia oral do terreiro, a escrita do capítulo reafirma a comunidade de terreiro como um espaço vivo de saberes ancestrais e resistência cultural que desafia e ressignifica a própria história da cidade de São Luís.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2061964 - FABIANA PEREIRA CORREIA
Externo à Instituição - MATHEUS ANDRADE MARQUES - UEMA
Presidente - 2018917 - SAVIO JOSE DIAS RODRIGUES

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