Banca de DEFESA: HELANE CARVALHO GARCEZ
2026-01-21 17:24:33.582
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: HELANE CARVALHO GARCEZ
DATA: 23/01/2026
HORA: 15:00
TÍTULO: NOS ARREDORES DO FEDE A PEIXE: Repensando as opressões com o Teatro Jornal na
UEB Vereador José Carlos Costa Pereira, município de Paço do Lumiar/MA
PALAVRAS-CHAVES: Teatro Jornal; Teatro do Oprimido; Protagonismo Juvenil; Ensino de Teatro;
Educação Básica.
PÁGINAS: 81
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Artes
SUBÁREA: Teatro
RESUMO: Esta dissertação investiga o uso do Teatro Jornal, técnica do Teatro do Oprimido, como
ferramenta pedagógica para o fortalecimento do protagonismo juvenil e da consciência crítica
em contexto escolar periférico. A pesquisa foi desenvolvida na Unidade de Educação Básica
Vereador José Carlos Costa Pereira, localizada no bairro Vila Epitácio Cafeteira, no município
de Paço do Lumiar (MA), território marcado por desigualdades sociais, estigmatização
simbólica e recorrentes situações de violência e opressão. O problema central que orienta o
estudo consiste em compreender de que modo o ensino do teatro, por meio do Teatro Jornal,
pode contribuir para a reflexão crítica dos estudantes acerca das relações opressoras vivenciadas
no cotidiano escolar e comunitário, estimulando práticas de resistência, participação e
transformação social. A investigação adota abordagem qualitativa, de natureza exploratória,
fundamentada na pesquisa-ação, na qual a pesquisadora atua simultaneamente como docente-
mediadora do processo pedagógico. O corpus da pesquisa é constituído por práticas teatrais
desenvolvidas com estudantes do 7o ano do Ensino Fundamental, incluindo jogos teatrais,
improvisações cênicas, rodas de conversa, registros em diário de bordo e narrativas orais
produzidas pelos próprios participantes, aqui denominados espect./alunos(as). A análise dos
dados apoia-se nos pressupostos da Análise do Discurso, especialmente em Pêcheux e Orlandi,
articulada às contribuições de Paulo Freire, Augusto Boal e Flávio Desgranges. Os resultados
evidenciam que o Teatro Jornal possibilita a ressignificação de discursos naturalizados sobre
opressão, identidade e pertencimento, ao transformar experiências cotidianas em material
cênico e discursivo. Observa-se o deslocamento progressivo dos estudantes de posições
marcadas pelo silenciamento para posturas mais críticas, participativas e propositivas,
caracterizando a emergência do protagonismo juvenil tanto no espaço escolar quanto nas
relações comunitárias. Conclui-se que o Teatro Jornal, ao articular estética, política e educação,
constitui-se como uma prática pedagógica potente para a democratização do ensino do teatro
na escola pública, contribuindo para processos formativos comprometidos com a emancipação,
a escuta e a transformação social em contextos periféricos.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CRISTIANE RODRIGUES SERRA - SECTI-RJ
Presidente - 011.881.833-38 - GILBERTO DOS SANTOS MARTINS
Externo à Instituição - INÊS ANTÔNIA SANTOS RIBEIRO - UFPA
Interno - 004.934.983-03 - JOSÉ FLÁVIO GONÇALVES DA FONSECA