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Banca de QUALIFICAÇÃO: CLAUDIA SIMONE CARNEIRO LOPES

2026-03-10 09:47:15.917

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CLAUDIA SIMONE CARNEIRO LOPES
DATA: 27/03/2026
HORA: 09:00
TÍTULO: PAI, CAPITÃO, MESSIAS E MITO: a construção simbólica de Bolsonaro como reativação de arquétipos da formação brasileira.
PALAVRAS-CHAVES: Discurso. Performance. Colonialidade. Bolsonaro.
PÁGINAS: 186
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO: Esta tese analisa como Jair Messias Bolsonaro se consolidou como figura-síntese da extrema direita brasileira, por meio de uma performance político-discursiva ligada a matrizes históricas de nossa sociedade, vinculadas à colonialidade do poder, do saber, do ser e do gênero. Como ponto de partida para pensar nesse processo de consolidação, minha hipótese é a de que a ampla aderência aos seus discursos não pode ser entendida apenas por uma conjuntura recente do avanço da extrema direita no Brasil e no mundo, mas afirma-se ainda, na reatualização de estruturas simbólicas enraizadas na formação social brasileira, tais como o patriarcado, o autoritarismo, o militarismo e o messianismo político. Portanto, articulando uma ampla rede de discursos que ganham exponencial projeção pelo uso das redes sociais, a performance de Bolsonaro mobiliza um mosaico de arquétipos históricos – o Pai, o Capitão, o Messias e o Mito – cuja força está em desencadear um processo de identificação, de pertencimento e de legitimidade às suas ações políticas, consolidando um tipo de liderança carismática. Para apoiar meu processo investigativo, teórico-metodologicamente me fundamento em Weber, a partir do foco interpretativo do tipo ideal, por meio do qual analiso como esses arquétipos se congregam simbolicamente na figura pública de Bolsonaro, também me fundamento na análise do discurso francesa (Foucault. Pêcheux), para entender as condições de produção, circulação e legitimação dos discursos que tornaram possível a construção de sua imagem pública multifacetada. Estabelecendo um diálogo com os intérpretes do Brasil e com obras de nossa literatura nacional – Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida, Os Sertões, de Euclides da Cunha e Macunaíma, de Mário de Andrade.– analiso as continuidades históricas presentes na performance discursiva de Bolsonaro, em que imagens de nossa identidade nacional são acionadas, permitindo-me compreender a estrutura político-histórica e cultural sobre a qual seus discursos se sustentam, reativando um imaginário social coletivo.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1581735 - CAMILA ALVES MACHADO SAMPAIO
Externo à Instituição - GLAUCIA FERNANDA OLIVEIRA MARTINS BATALHA - CEST
Externo à Instituição - ROSÂNGELA APARECIDA RIBEIRO CARREIRA - UFG

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