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Banca de DEFESA: JANEIDE DA SILVA CAVALCANTE

2026-03-12 11:07:32.46

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JANEIDE DA SILVA CAVALCANTE
DATA: 26/03/2026
HORA: 08:30
TÍTULO: “SOU CIGANA PURÍSSIMA”: A PRODUÇÃO DA IDENTIDADE CIGANA POR CRIANÇAS CALON EM SÃO JOÃO DO PARAÍSO (MA).
PALAVRAS-CHAVES: Crianças ciganas; Calon; São João do Paraíso; Etnicidade.
PÁGINAS: 190
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO: Esta pesquisa analisou como se dá a produção da etnicidade na infância Calon em São João do Paraíso - MA. Os Calon se estabeleceram há algumas décadas na cidade, de modo que as crianças ciganas não vivenciaram a itinerância, sinal diacrítico evocado por muito tempo - pelos ciganos e pelos outros - para se diferenciar e conformar sua identidade. Diante disso, esta investigação buscou, a partir de um estudo com e sobre crianças, compreender como em um contexto de fixação em São João do Paraíso, as crianças Calon produzem e constroem a sua ciganicidade, identificando quais marcadores sociais são evocados para a formatação do pertencimento étnico. Para tanto, utilizo-me das técnicas da antropologia, como conversas informais, observação direta e entrevistas, no intuito de produzir uma etnografia sobre a produção de identidade entre crianças Calon em situação de fixação territorial e por novos arranjos e relações mais próximas com os moradores. Para isso, manipulo as teorias de etnicidade desenvolvida por Cohen (1974) Weber (1999), Mitchel (1974), Barth (2011;2005), Cunha, (1986) e Brandão (1986), além dos trabalhos sobre a Antropologia da Criança, que vêm ressaltando como as crianças são produtoras de cultura e possuidoras de agência (Tassinari, 2007; Sousa, 2014; Cohn, 2005; Monteiro, 2015; 2017; 2019; 2021, Pires; 2008; Miranda, 2009; Nunes, 2003; Matos, 2022). Os resultados revelaram como em um contexto marcado por relações mais próximas com os “outros” (moradores), a produção da distinção entre Calon e moradores é acionada por meio das categorias analíticas, puro e misturado. O sangue opera como uma fronteira perante os moradores que, podem pertencer ao grupo familiar. Juntamente com o sangue, outros elementos como vestimentas, idioma, casamentos e o luto compõem a gramática pela qual as crianças acionam e ressignificam a identidade Calon em um contexto diferente dos mais velhos, que tinham na itinerância, honra e casamentos negociados a matéria prima da produção da identidade. A pesquisa revelou como as crianças ciganas Calon agenciam, negociam e ressignificam sua identidade cigana em um contexto marcado por mudanças e transformações em seus modos de vida.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 5122304 - BENEDITO SOUZA FILHO
Presidente - 3453610 - EMILENE LEITE DE SOUSA
Externo à Instituição - FLAVIA FERREIRA PIRES - UFPB
Externo à Instituição - PHILLIPE CUPERTINO SALLOUM E SILVA - UFJ
Externo à Instituição - VANESSA PAULA DA PONTE - UnB

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