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Banca de DEFESA: MAÍRA FERNANDA VEIGA DE SOUSA

2026-01-20 10:19:02.732

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MAÍRA FERNANDA VEIGA DE SOUSA
DATA: 29/01/2026
HORA: 10:00
LOCAL: Auditório PPGSA
TÍTULO: ESTADO NUTRICIONAL DE CRIANÇAS INDIGENAS MENORES DE 5 ANOS, DO DISTRITO SANITÁRIO ESPECIAL INDÍGENA, MARANHÃO, BRASIL.
PALAVRAS-CHAVES: Saúde pública. Nutrição Infantil. Estado Nutricional. Povos Indígenas Guajajara.
PÁGINAS: 118
GRANDE ÁREA: Multidisciplinar
ÁREA: Interdisciplinar
RESUMO: O estado nutricional é reconhecido como um indicador relevante de saúde. Sua avaliação constitui uma etapa essencial nos estudos com crianças, pois permite monitorar suas condições nutricionais e identificar possíveis desvios no crescimento e no desenvolvimento em relação ao padrão esperado, seja em decorrência de enfermidades ou de condições sociais desfavoráveis. A saúde indígena no Brasil é assegurada por meio do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SASI-SUS), integrado ao SUS e operacionalizado pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), como o DSEI Maranhão, responsável pelo cuidado dos povos da etnia Guajajara. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi analisar o estado nutricional de crianças indígenas da etnia Guajajara, menores de cinco anos, atendidas nos polos de saúde do DSEI Maranhão, no período de 2021 a 2023. Trata-se de um estudo transversal, descritivo, observacional, retrospectivo e quantitativo, realizado com base em dados do Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (SIASI). A amostra incluiu 13.967 crianças de 0 a 59 meses, avaliadas pelos indicadores peso-para-idade e estatura-para-idade, conforme critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS). As análises foram conduzidas no software Stata 14.0, utilizando estatística descritiva, testes de associação e regressão de Poisson para estimar razões de prevalência e intervalos de confiança a 95%. Os resultados revelaram prevalência de déficit estatural de 37% e de déficit ponderal de 8,3%, além da presença de excesso de peso em 2,6% das crianças. Diferenças significativas foram observadas segundo sexo, polo-base e ano de atendimento, evidenciando desigualdades intraétnicas e temporais. Conclui-se que o monitoramento nutricional das crianças Guajajara é essencial para subsidiar políticas públicas interculturais, fortalecer o SASI-SUS e promover a soberania alimentar indígena.
MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1828136 - ANA CAROLINE AMORIM OLIVEIRA
Interno - 2222816 - ELOISA DA GRACA DO ROSARIO GONCALVES
Presidente - 2175184 - ISTVAN VAN DEURSEN VARGA
Externo à Instituição - ROSANA LIMA VIANA - CESM

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