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Banca de DEFESA: LEONARDO ANDRADE DIAS PESSOA

2026-02-02 18:22:41.173

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LEONARDO ANDRADE DIAS PESSOA
DATA: 10/02/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Sala de aula do PPGO
TÍTULO: EFEITO CITOTÓXICO DO CANABIDIOL EM CULTURA PRIMÁRIA DE CÉLULAS DO LIGAMENTO PERIODONTAL HUMANO
PALAVRAS-CHAVES: Cannabis; Periodonto; Sobrevivência Celular; Extrato; Inflamação.
PÁGINAS: 72
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Odontologia
RESUMO: O ligamento periodontal é um tecido conjuntivo especializado e um dos principais componentes do periodonto. A doença que mais afeta o periodonto é a periodontite, uma condição inflamatória que pode levar à perda dentária. O padrão-ouro para o tratamento da periodontite é a raspagem e alisamento radicular, um procedimento técnico-dependente que pode gerar desconforto ao paciente, o que justifica a investigação de terapias adjuvantes capazes de auxiliar no controle da doença. Nesse contexto, o canabidiol (CBD) tem ganhado destaque por suas propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras. Estudos indicam que o CBD pode atuar sobre receptores presentes em fibroblastos e células-tronco do ligamento periodontal (PDLSCs), modulando vias de sinalização relacionadas à inflamação e à manutenção celular. Este trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos de dois extratos contendo CBD — um bruto, de origem brasileira (CBD1), e um comercial importado (CBD2) — sobre culturas primárias de células do ligamento periodontal humano (hPDLCs), analisando viabilidade celular, capacidade proliferativa e resposta às citocinas pró- e anti-inflamatórias. As hPDLCs foram caracterizadas por citometria de fluxo e submetidas a diferentes ensaios. A viabilidade celular foi avaliada por meio do ensaio de brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazólio (MTT). A capacidade proliferativa foi analisada pelo ensaio clonogênico e, adicionalmente, realizou-se o ensaio de MTT utilizando as concentrações IC50 dos extratos na presença das citocinas TNF-α e TGF-β. A caracterização celular confirmou a expressão positiva dos marcadores mesenquimais CD29, CD73 e CD90. O ensaio de viabilidade e formação de colônias apresentou citotoxicidade concentração-dependente, sendo o efeito mais evidente no CBD1, comparado ao CBD2, o que foi confirmado pelos valores de IC50 e menor capacidade clonogênica do CBD1. No ensaio inflamatório, o CBD demonstrou efeito modulador dependente do microambiente, com maior viabilidade celular no grupo tratado com CBD2 associado ao TGF-β. Os resultados evidenciam a importância da padronização dos extratos de CBD e do uso de culturas celulares para a compreensão de seus efeitos biológicos. Conclui-se que a formulação associada ao CBD mostrou ser relevante no efeito citotóxico em células do ligamento periodontal, sendo o extrato bruto mais citotóxico que o comercial. Embora o canabidiol apresente potencial promissor como modulador periodontal, seu efeito pode se tornar desfavorável em altas concentrações, reforçando a necessidade de cautela na definição de concentrações e a existência de lacunas que ainda demandam investigações in vitro e in vivo.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ADRIANA CUTRIM DE MENDONCA VAZ - UNICEUMA
Externo ao Programa - 3300875 - ANA PAULA SILVA DE AZEVEDO DOS SANTOS
Presidente - 1653047 - BRUNO BRAGA BENATTI

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