Ir para acessibilidade
inicio do conteúdo

Banca de DEFESA: FELIPE SILVA GOMES

2026-02-14 07:33:31.353

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FELIPE SILVA GOMES
DATA: 18/02/2026
HORA: 14:00
TÍTULO: DESENVOLVIMENTO DE UM CIMENTO AGREGADO TRIÓXIDO MINERAL CONTENDO ÓXIDO CÁLCIO DE RESÍDUOS DE OSTRAS: PROPRIEDADES REOLÓGICAS, FÍSICO-QUÍMICAS E BIOATIVIDADE
PALAVRAS-CHAVES: Endodontia Regenerativa. Biomaterial. Compostos de Cálcio. Cimento de Silicato. Resíduo.
PÁGINAS: 83
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Odontologia
RESUMO: Objetivo: Este estudo teve como objetivo desenvolver e caracterizar um cimento reparador experimental à base de agregado de trióxido mineral (MTA), sintetizado pelo método sol–gel, contendo óxido de cálcio (CaO) obtido a partir da calcinação de resíduos de conchas de ostras, e compará-lo a um cimento reparador comercial (CIMMO HD). Materiais e Métodos: Um cimento MTA experimental foi desenvolvido utilizando CaO proveniente da calcinação de conchas de ostras, enquanto os silicatos de cálcio (dicálcico e tricálcico) e o aluminato de cálcio foram sintetizados pelo método sol–gel (Pechini). O cimento reparador experimental foi comparado ao cimento comercial CIMMO HD. Foram avaliadas as propriedades reológicas (tempo de presa e escoamento), físico-químicas (pH, liberação de íons cálcio (Ca²⁺), variação de massa (%) e radiopacidade (mm Al)) e a bioatividade (atividade antimicrobiana, citotoxicidade e formação de nanoprecursor de hidroxiapatita). Resultados: O cimento experimental apresentou tempo de presa final significativamente maior que o material comercial (563,3 ± 8,01 s vs. 530,8 ± 19,6 s; p < 0,00001). No ensaio de escoamento, observaram-se menores valores para o cimento experimental (23,4 ± 0,54 mm) em comparação ao cimento comercial (24,82 ± 0,48 mm), com diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p = 0,004). Ambos os cimentos apresentaram comportamento alcalino (pH > 7), com elevação inicial do pH nas primeiras 24 h, atingindo aproximadamente 11,7 para o CIMMO HD e 8,2 para o cimento experimental, seguida de estabilização entre 7,0 e 8,0 ao longo de 28 dias. A formulação experimental apresentou radiopacidade estatisticamente superior (p < 0,001) (MTA experimental: 5 mm Al; CIMMO HD: 3 mm Al). A liberação de íons cálcio não apresentou diferença estatisticamente significativa entre tempo e material (p = 0,796). O MTA experimental apresentou maior variação de massa em relação ao CIMMO HD (p = 0,019), sem influência significativa do tempo (p = 0,080). Ambos os cimentos apresentaram formação de precipitados de fosfato de cálcio, com razão Ca/P próxima à da hidroxiapatita. A viabilidade celular (%) do cimento experimental foi estatisticamente superior à do cimento comercial no tempo de 24 h (p < 0,0001). Não foi observada atividade antimicrobiana significativa para nenhum dos materiais avaliados. Conclusão: A obtenção de um cimento experimental desenvolvido com óxido de cálcio derivado de conchas de ostras resultou em um material com propriedades físico-químicas e biológicas favoráveis, indicando seu potencial de aplicação clínica e viabilidade socioeconômica.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANA CRISTINA VASCONCELOS FIALHO - UFPI
Presidente - 1669515 - JOSE ROBERTO DE OLIVEIRA BAUER
Externo à Instituição - VICTOR PINHEIRO FEITOSA - UI

fim do conteúdo