Banca de DEFESA: THAYSA FERNANDES PINTO MENDES
2026-02-26 08:28:43.912
Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: THAYSA FERNANDES PINTO MENDES
DATA: 02/03/2026
HORA: 14:00
TÍTULO: POTENCIAL TERAPÊUTICO DO POLISSACARÍDEO DA GOMA DO CAJUEIRO E SUA ASSOCIAÇÃO COM FLUORETO NA MITIGAÇÃO DA EROSÃO DENTINÁRIA EXPOSTA A UM MODELO IN VITRO DE REFLUXO GASTROESOFÁGICO: ANÁLISE MECÂNICA, MORFOLÓGICA E COLAGENOLÍTICA
PALAVRAS-CHAVES: Goma de cajueiro; Anacardium occidentale; Erosão Dentária; DRGE; Pepsina; Polissacarídeo.
PÁGINAS: 89
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Odontologia
RESUMO: A erosão dentária induzida por condições que simulam a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), caracterizada pela exposição ao ácido clorídrico e à pepsina, compromete severamente a microdureza e a matriz orgânica da dentina. Diante disso, o presente trabalho investigou, em duas fases complementares, o potencial protetor do biopolímero polissacarídeo da goma do cajueiro (PLS-cg), em suas formas pura e associada ao fluoreto, na mitigação desses danos mecânicos, morfológicos e colagenolíticos. O Capítulo I estabeleceu o efeito tópico do PLS-cg isolado, no qual blocos de dentina humana expostos a ciclos erosivos de 9 dias com solução de HClpepsina (pH 2) demonstraram que o tratamento preservou a microdureza Knoop (HK) significativamente melhor do que o grupo controle (p < 0,001), superando inclusive o desempenho do verniz dental fluoretado comercial (VDF), utilizado como controle positivo, na manutenção da rugosidade superficial e resultando na menor perda de dureza superficial (%SHL) e em uma diminuição significativa da rugosidade superficial (Ra). As análises por Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) revelaram que o PLS-cg promoveu a obliteração ou estrangulamento dos túbulos dentinários, com eficácia semelhante à observada no grupo VDC, em contraste com a exposição proeminente no grupo controle. Esta fase destacou-se pela realização de simulações preditivas por docagem molecular, que revelaram interações entre fragmentos do PLS-cg e o sítio ativo das metaloproteinases (MMP-2 e MMP-9), indicando um provável mecanismo de inibição enzimática. O Capítulo II representou o avanço da pesquisa ao introduzir a formulação do extrato associado ao fluoreto (PLS-cgf) para validar o potencial terapêutico e confirmar o mecanismo de ação. Em termos de propriedades mecânicas, o PLS-cgf manteve os níveis de HK e, notavelmente, a rugosidade superficial (Ra) estáveis (p > 0,05), apresentando comportamento estatisticamente comparável ao VDF na proteção contra a perda mineral, enquanto a MEV corroborou o efeito de barreira física. A singularidade mais importante deste segundo estudo foi a avaliação direta da atividade enzimática por zimografia in situ, que confirmou o efeito antiproteolítico: embora o VDF tenha demonstrado capacidade de inibição parcial, os tratamentos reduziram significativamente a atividade gelatinolítica das proteases dentinárias, sendo 65,4% para o PLS-cg e 80,8% para o PLS-cgf. A intensa redução observada no grupo PLS-cgf resultou em fluorescência semelhante à da dentina hígida, indicando maior eficácia do que o verniz comercial e um potencial efeito sinérgico entre o polissacarídeo e o fluoreto na inativação enzimática. Conclui-se que o PLS-cg, especialmente em sua formulação fluoretada, tem potencial protetor frente à erosão, atuando na preservação das propriedades mecânicas, na formação de barreira física bioadesiva e na inibição da degradação da matriz orgânica, mecanismo este previsto molecularmente no primeiro estudo e validado funcionalmente no segundo.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANA CAROLINA SOARES DINIZ - UNICEUMA
Presidente - 2044853 - LEILY MACEDO FIROOZMAND
Externo à Instituição - LUCAS ANTONIO DUARTE NICOLAU - UFDPAR
Externo à Instituição - Marina Damasceno e Souza de Carvalho Chiari - UNIP
Interno - 3441249 - PAULO VITOR CAMPOS FERREIRA