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Banca de DEFESA: MARILU MARQUES DE MELO

2026-03-12 14:06:04.443

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARILU MARQUES DE MELO
DATA: 17/03/2026
HORA: 15:00
LOCAL: Sala 03 do Prédio de Pos-Garduação do CCBS
TÍTULO: PERFIL DAS PACIENTES COM DOR PÉLVICA CRÔNICA E ENDOMETRIOSE EM SÃO LUIS DO MARANHÃO
PALAVRAS-CHAVES: Dor pélvica; Dor Crônica; Endometriose.
PÁGINAS: 60
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO: Introdução: A dor pélvica crônica associada à endometriose é condição frequente, multifatorial e debilitante, que compromete a qualidade de vida, o desempenho funcional e a saúde reprodutiva. Apesar de sua relevância clínica, ainda são escassos estudos nacionais que descrevam de forma abrangente o perfil clínico, epidemiológico e psicossocial dessas pacientes e a sobreposição de comorbidades e de mecanismos de sensibilização central da dor. Objetivo: Traçar o perfil sociodemográfico, reprodutivo, clínico e psicossocial de mulheres com dor pélvica crônica atendidas em um hospital de alta complexidade de São Luís–MA, comparando aquelas com e sem endometriose, e caracterizando a intensidade, os mecanismos e a centralização da dor. Metodologia: Estudo observacional, prospectivo, analítico, de abordagem quantitativa, realizado no ambulatório de ginecologia de hospital de alta complexidade em São Luís–MA, entre agosto de 2022 e julho de 2025. Incluíram-se mulheres ≥18 anos, com dor pélvica crônica, submetidas a investigação com exames de imagem e/ou videolaparoscopia para diagnóstico de endometriose. Resultados: Foram incluídas 174 mulheres, com prevalência de endometriose de 67,2%. Entre as pacientes com endometriose, observou-se endometriose profunda em ligamentos uterossacros em 50,5%, com 45,5% nos estágios 3-4 da doença. As mulheres com endometriose apresentaram maior escolaridade e maior nuliparidade. A dismenorreia foi amplamente presente entre as mulheres com endometriose enquanto comorbidades dolorosas e funcionais mostraram altas frequências em ambos os grupos, como enxaqueca , síndrome do intestino irritável , dor miofascial , vulvodínia e dor neuropática . A centralização da dor apresentou distribuição predominante de graus severo a extremo , e a maioria das mulheres exibiu sintomas de depressão, ansiedade e estresse em diferentes intensidades, principalmente ansiedade extremamente severa em 31,3% das pacientes com endometriose e 41,9% das sem a doença. Conclusão: A dor pélvica crônica associada à endometriose caracteriza-se por forte relação com dismenorreia e nuliparidade , além de sobreposição de comorbidades dolorosas e sofrimento psíquico.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2265907 - CAIO MARCIO BARROS DE OLIVEIRA
Interno - 4111411 - FERNANDA FERREIRA LOPES
Interno - 2065143 - FLAVIA CASTELLO BRANCO VIDAL CABRAL
Co-orientador - 2413230 - JOAO NOGUEIRA NETO
Externo ao Programa - 2337306 - LYVIA MARIA RODRIGUES DE SOUSA GOMES
Presidente - 2603610 - PLINIO DA CUNHA LEAL

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