Banca de QUALIFICAÇÃO: SUELLEM DE JESUS PEREIRA
2026-03-20 08:59:54.889
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SUELLEM DE JESUS PEREIRA
DATA: 31/03/2026
HORA: 14:30
TÍTULO: AS INTERFACES DE UMA HISTÓRIA OFICIAL: MISSIONÁRIOS PENTECOSTAIS E O CONTEXTO SOCIOECONÔMICO EM BELÉM DO PARÁ (1893-1910).
PALAVRAS-CHAVES: Missionários, Assembleia de Deus, Belém, Borracha.
PÁGINAS: 137
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO: Abordo o contexto social e econômico no final do século XIX e início do XX, quando os
missionários suecos pentecostais chegam na capital do Pará (Belém) em 1911, como fonte
utilizo o Jornal A República do Club Republicano (PA) nos anos de 1893 á 1910, trabalhos
acadêmicos de pesquisadores que pesquisaram o período, e fontes bibliográficas oficiais da
instituição, livros publicados pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD): História
da Convenção Geral dos Ministérios das Assembleias de Deus no Brasil (2022) e a História das
Assembleias de Deus no Brasil (1960) escrito por Emilio Conde, também o Enviado por Deus:
Memórias de Daniel Berg (2024) e o Diário do Pioneiro (2024). O objetivo é mostrar as
interfaces do discurso histórico de Belém, acerca da chegada dos missionários pentecostais - os
fundadores da Assembleia de Deus e não somente a narrativa enfatizada na Historiografia
Oficial assembleiana. A pretensão não é para deslegitimar ou colocar juízo de valor sobre a
história oficial, mas trazer o contexto socioeconômico no qual os missionários encontraram ao
desembarcaram em Belém do Pará. Entendendo que o discurso de qualquer instituição religiosa
foi construído num saber e conhecimento da História Oficial (original), isto é, de que toda
instituição religiosa surgiu em um dado período do tempo (de um contexto histórico específico,
dotado de implicações e influências externas) da história, formalizando através de biografias,
resoluções, livros e etc, a História da sua própria religião, mais invisibilizando outras narrativas
concernentes a ela. Utilizo como base teórica o livro Arqueologia do Saber (2008) de Michel
Foucault que formulou o termo enunciado, como um saber formal e científico, porquanto um
saber legítimo e regulador que sofreria alterações discursivas na história, se referindo as
singularidades de um tema - de modo comparativo e das influências externas - política,
econômica e a religião de sua época. No qual a comparação discursiva agiria na análise do
enunciado (saber) - as regularidades e particularidades.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2178433 - LYNDON DE ARAUJO SANTOS
Co-orientador externo à instituição - MOAB CESAR CARVALHO COSTA - UEMASUL
Interno - 3302016 - PATRICIA CARLA DE MELO MARTINS