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Banca de DEFESA: KASSYA ROSETE SILVA LEITÃO

2022-08-11 09:56:03.18

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: KASSYA ROSETE SILVA LEITÃO
DATA: 26/08/2022
HORA: 09:00
LOCAL: Plataforma Digital Google Meet
TÍTULO: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE PUÉRPERAS SOBRE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA NO CENÁRIO DO PARTO E NASCIMENTO
PALAVRAS-CHAVES: Violência Obstétrica; Teoria das Representações Sociais; Puérperas; Enfermagem;
PÁGINAS: 80
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
SUBÁREA: Enfermagem de Saúde Pública
RESUMO: A Violência obstétrica é considerada uma questão de saúde pública há anos, e sua definição engloba desde demoras na assistência, recusa de internações nos serviços de saúde, cuidado negligente, recusa na administração de analgésicos, até maus tratos físicos, verbais e ou psicológicos, com desrespeito à privacidade e à liberdade de escolhas, realização de procedimentos coercivos ou não consentidos, detenção de mulheres e seus bebês nas instituições de saúde, entre outros, sua existência ainda é pouco disseminada. A Teoria das representações sociais (TRS) são o conjunto de explicações, crenças e ideias comuns a um determinado grupo de indivíduos, resultam de uma interação social, sem perder de vista, contudo, a questão da individualidade. A TRS se configura como uma teoria interessada em conhecer como se dá a formação do conhecimento, além dos aspectos cognitivos, e sociais, voltando-se à construção dos saberes populares. Assim a questão norteadora foi: “Quais as representações sociais das puérperas sobre a violência obstétrica no cenário parto e nascimento?”. Este estudo visou analisar as representações sociais atribuídas pelas puérperas referentes a violência obstétrica no contexto do cuidado no cenário de parto e nascimento. Estudo com abordagem qualitativa conduzido com base na teoria das Representações Socais. Participaram doestudo 30 puérperas, atendidas no Hospital Universitário Materno Infantil, em São Luís- MA. Utilizou-se para coleta de dados um questionário sociodemográfico e dados obstétricos para caracterização daspuérperas, a técnica de associação de livres palavras (TALP) e um roteiro de entrevista com questões norteadoras sobre a violência obstétrica. As entrevistas foram gravadas e posteriormente organizadaspelo software IRAMUTEQ. disponibilizou o corpus e as palavras agrupadas, favorecendo a identificaçãodos núcleos de sentido. A maioria das mulheres se auto declararam pardas e negras, com 1 a 3 filhos, católica e donas de casa, com parto atual sendo normal. Quanto ao nível de escolaridade, a maioria possuía ensino médio completo. De acordo com os relatos emergiram três categorias temáticas: Entendimento Sobre Violência Obstétrica; Vivência do acesso, Trabalho de Parto e Internação; Associando a vivência a violência obstétrica. Pôde-se constatar que as puérperas pouco entendiam ou não conheciam o termo violência obstétrica, em suas vivências atuais de acesso, trabalho de parto e internação pouco experenciaram a violência obstétrica, foi percebida nas gestações anteriores. As representações sociais das puérperas sobre a Violência Obstétrica está associada a sensação de insegurança, vulnerabilidade, sensibilidade, aos maus comportamentos profissionais, falta de informação e autonomia da puérpera, fortemente representadas pelas palavras: medo, ignorância, dor, desrespeito, falta de empatia, maus tratos e negligência, evidenciando que apesar das discussões já realizadas sobre a temática e a existência de redes de cuidados voltadas para a gestante e puérperas, ainda há muito o que desenvolver a fim de tornar acessível esses saberes e em prática a promoção, proteção e prevenção deste problema de saúde pública.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 3089365 - ANA HELIA DE LIMA SARDINHA
Externo ao Programa - 127.909.584-91 - CLEIDE MARIA PONTES
Presidente - 075.177.773-00 - RITA DA GRACA CARVALHAL FRAZAO CORREA

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