Banca de DEFESA: GEILSON PEREIRA SILVA
2025-06-18 09:26:29.13
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GEILSON PEREIRA SILVA
DATA: 04/07/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de Multimídia do PPGE/PPGPP
TÍTULO: "UM NOME, UMA ESCOLA E SEU LUGAR: o nome social como
dispositivo de inclusão de corpos trans* e travestis na educação básica"
PALAVRAS-CHAVES: Nome Social; Transexuais; Travestis; Educação
Básica.
PÁGINAS: 144
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Fundamentos da Educação
RESUMO: O direito à autodeterminação de gênero para travestis, mulheres transexuais,
homens transexuais, transmasculinas e não bináries estão ligadas à
personalidade, à liberdade de expressão, da cidadania e dos valores e direitos
que são lastro da atuação de diversos atores individuais, coletivos e
internacionais. À luz da Resolução 242/2010, do Conselho Estadual de
Educaçãodo Maranhão que dispõe da prerrogativa para que jovens trans* e
travestis tenham a garantia do uso do nome social e a mudança nos registros
escolares, esta pesquisa objetiva analisar de que modo o uso do nome social
se torna dispositivo de inclusão para jovens transexuais e travestis no Centro
Educa Mais Paulo VI, no município de São Luís/MA. No percurso teórico
metodológico realizou-se um estudo de abordagem qualitativa, com análise
documental em resoluções e normativas, revisão bibliográfica por meio da
produção teórica do transfeminismo a partir do conceito de cisgeneridade e
cisnormatividade em Viviane Vergueiro (2016), Letícia Nascimento (2021),
Amara Rodovalho (2017) e da teoria queer em Paul Preciado (2014; 2022),
Judith Butler(2020) e Guacira Louro (1997), dentre outros. O levantamento de
dados no campo se deu por meio da Entrevista com Narrativa (Sandra
Jovchelovitch e Martin Bauer, 2002) com estudantes trans* e gestores, tendo a
Análise de Discurso (Michel Foucault, 2014) como tratamento das informações
geradas no lócus da pesquisa. Diante das narrativas a pesquisa revelou que a
trajetória dos estudantes trans* em relação à utilização do seu nome é envolta
de contradições que revelam uma dinâmica intencional de manutenção dos
dispositivos de controle, vigilância e demarcação das corporalidades na
geografia da cisnormatividade. A falta de formação e informação por parte dos
gestores em relação ao instrumento da política do nome social se soma à
manutenção de práticas violentas que esses alunos vivenciam em seu
cotidiano, e para além disso, são levados a elaborar táticas contraofensiva e de
fuga dos assujeitamentos da ordem sexo-gênero-nome-banheiro.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 407568 - IRAN DE MARIA LEITAO NUNES
Externo ao Programa - 2875034 - JONATA FERREIRA DE MOURA
Externo à Instituição - JOYCE ALVES DA SILVA - UFRRJ
Presidente - 2435698 - SIRLENE MOTA PINHEIRO DA SILVA