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Banca de DEFESA: ARTHUR FURTADO BOGEA

2025-09-12 12:21:38.552

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ARTHUR FURTADO BOGEA
DATA: 24/09/2025
HORA: 14:30
LOCAL: Sala de Multimídia do PPGE/PPGPP
TÍTULO: PERMANÊNCIA E RESISTÊNCIA: políticas institucionais, motivações e experiências de estudantes trans e travestis na Universidade Federal do Maranhão.
PALAVRAS-CHAVES: Políticas de Educação. Permanência Estudantil. Educação Superior. Estudantes Trans e Travestis. Identidade de Gênero.
PÁGINAS: 359
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Planejamento e Avaliação Educacional
ESPECIALIDADE: Política Educacional
RESUMO: As discussões sobre políticas de permanência para pessoas trans e travestis no ensino superior levantam debates urgentes sobre pertencimento, exclusão e justiça educacional. Nesse sentido, este trabalho investigou: quais possibilidades o discurso normativo e a ação institucional, na interação com a experiência cotidiana, trazem para o desenvolvimento do sentimento de pertencimento e da permanência de estudantes trans e travestis em cursos superiores da Universidade Federal do Maranhão - UFMA, cidade universitária Dom Delgado?. A tese defendida nesta pesquisa é que a permanência de estudantes trans e travestis na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) não é garantida por políticas, estruturas e relações acadêmicas institucionais, embora possa existir alguma influência positiva do nome social, expressando-se mais como uma prática contínua de resistência individual e coletiva que se consolida em um campo de disputa constante. Essa prática política de enfrentamento e reinvenção de si afirma as limitações das estruturas cisnormativas da instituição, que falha em prover apoio e reconhecimento material e simbólico, exigindo que a UFMA realize uma profunda reestruturação de sua política de permanência. Com base nisso, o objetivo geral do estudo é compreender os sentidos de pertencer e permanecer na educação superior, construídos na interação do discurso normativo e da ação institucional com a experiência cotidiana de estudantes trans e travestis em um curso universitário. O estudo, de natureza qualitativa e crítica, busca compreender os sentidos atribuídos à permanência por sete estudantes e egressos trans e travestis da UFMA, cujas narrativas foram analisadas à luz dos estudos de gênero, da educação e das ciências sociais. A pesquisa está estruturada em sete seções, precedidas por uma introdução que apresenta o problema, a tese principal, os objetivos e a justificativa. A tese discute a exclusão histórica de pessoas trans e travestis da educação formal e a construção do gênero como regime normativo, mobilizando autoras como Judith Butler, Guacira Lopes Louro e Berenice Bento. Ao analisar os modelos teóricos sobre permanência universitária, com foco em Vincent Tinto e suas limitações, o estudo demonstra, por meio das experiências dos participantes, que a permanência na UFMA é tensionada por múltiplas formas de exclusão simbólica, institucional e material. Os relatos evidenciam violências em sala de aula, negação do nome social, apagamento curricular, ausência de apoio psicológico e negligência nos serviços de saúde. A universidade se mostra estruturada por uma lógica cisnormativa, na qual as políticas assistenciais são desenhadas para sujeitos genéricos. As pessoas participantes, contudo, constroem estratégias de resistência e afirmam sua presença como ato político, demonstrando que permanecer é uma prática cotidiana de enfrentamento e reinvenção de si. A pesquisa confirma a tese ao demonstrar o descompasso entre as normativas institucionais e as vivências concretas das pessoas trans e travestis. Aponta para a insuficiência das políticas de permanência que ignoram as especificidades dessa população e reitera a urgência de ações que incluam o reconhecimento de identidades, o cuidado com a saúde mental, a inclusão curricular de epistemologias trans e a reformulação dos serviços de assistência. Portanto, esta tese contribui para o campo dos estudos trans e travestis e para o debate sobre justiça educacional, ao propor uma escuta comprometida que valorize as experiências e os saberes dessas pessoas como centrais para a transformação universitária.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1563443 - ANGELO RODRIGO BIANCHINI
Externo à Instituição - CARLOS WELLINGTON SOARES MARTINS - UEMA
Interno - 407568 - IRAN DE MARIA LEITAO NUNES
Presidente - 406525 - LUCINETE MARQUES LIMA
Externo ao Programa - 1073685 - RARIELLE RODRIGUES LIMA

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