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Banca de DEFESA: RENATA LAYSSA FERREIRA DA SILVA

2025-01-15 11:13:03.217

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RENATA LAYSSA FERREIRA DA SILVA
DATA: 29/01/2025
HORA: 14:00
TÍTULO: PERCEPÇÕES DE GESTORES SOBRE O ATENDIMENTO À MULHERES TRANS VENEZUELANAS EM BOA VISTA E MANAUS
PALAVRAS-CHAVES: Migração Internacional. Pessoas Transgênero. Políticas Públicas. Direitos humanos. Pesquisa Qualitativa.
PÁGINAS: 144
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
SUBÁREA: Saúde Pública
RESUMO: INTRODUÇÃO: O fenômeno migratório impõe desafios significativos para a saúde pública, especialmente no atendimento às populações vulneráveis. O Brasil, inserido no contexto das migrações internacionais, tem recebido um grande contingente de venezuelanos devido à crise política e econômica do país fronteiriço. Entre esses migrantes, as mulheres trans enfrentam obstáculos adicionais no acesso a serviços essenciais, o que ressalta a urgência de políticas públicas inclusivas e sensíveis ao status migratório e de gênero, sobretudo em um país reconhecido como um dos mais perigosos para pessoas trans. OBJETIVO: Analisar as percepções de gestores sobre o atendimento a mulheres trans venezuelanas que migraram para Boa Vista (RR) e Manaus (AM). MÉTODO: Trata-se de uma abordagem qualitativa, utilizando entrevistas semiestruturadas realizadas com gestores em Boa Vista (RR) e Manaus (AM) por amostra intencional. A exploração dos dados foi feita com base na Análise de Conteúdo na modalidade Temática e na teoria de Pierre Bourdieu, que oferece um arcabouço para compreender as relações humanas no campo social. RESULTADOS: O estudo, disposto em quatro categorias analíticas, revela a percepção de dezesseis gestores sobre os desafios enfrentados por mulheres trans venezuelanas migrantes. Na categoria que trata do habitus transfóbico e violência simbólica, gestores relataram como o preconceito e a discriminação se perpetuam desde o país de origem até o Brasil. A categoria para o capital simbólico e barreiras institucionais demonstrou que a falta de reconhecimento institucional limita o acesso a serviços essenciais. Na categoria sobre o capital sociocultural e cuidados de saúde, destacou-se a insuficiência de serviços especializados para a saúde trans. Por fim, a categoria do trabalho sexual como capital econômico evidenciou o estigma em torno dessa prática como meio de sobrevivência. Embora avanços no atendimento sejam destacados, persistem lacunas institucionais e na integração das políticas públicas sensíveis a gênero e nacionalidade. CONCLUSÃO: As mulheres trans venezuelanas migrantes enfrentam desafios no Brasil, agravados pela discriminação de gênero e pela condição migratória, enquanto a falta de reconhecimento institucional e de políticas inclusivas limita o acesso a serviços essenciais. Gestores destacam a necessidade de capacitação contínua e de maior coordenação entre governo e ONGs, sendo cruciais as parcerias intersetoriais e uma abordagem interseccional para enfrentar as múltiplas formas de opressão e aprimorar o atendimento a essa população vulnerável.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2242787 - SARA FITERMAN LIMA
Externo ao Programa - 2296805 - ARKLEY MARQUES BANDEIRA
Externo ao Programa - 3854185 - POLIANA SOARES DE OLIVEIRA
Externo à Instituição - MARCIA CRISTINA GOMES - UEMA
Co-orientador - 6551413 - ZENI CARVALHO LAMY

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