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Banca de QUALIFICAÇÃO: LIDIANE ANDREIA ASSUNCAO BARROS

2025-06-02 08:46:24.776

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LIDIANE ANDREIA ASSUNCAO BARROS
DATA: 12/06/2025
HORA: 16:00
LOCAL: sala pós graduação
TÍTULO: A COMPOSIÇÃO CORPORAL DE ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE INSEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL E O PAPEL MEDIADOR DO CONSUMO DE ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS
PALAVRAS-CHAVES: insegurança alimentar; composição corporal; adolescentes.
PÁGINAS: 256
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
SUBÁREA: Saúde Pública
RESUMO: Introdução: Estima-se que 2,33 bilhões de indivíduos estejam em situação de Insegurança Alimentar e Nutricional (IAN) no mundo. A IA se configura pela incerteza na obtenção regular dos alimentos em quantidade e qualidade satisfatória. Apesar da diminuição da situação de IA para 27,6% dos domicílios no Brasil em 2023, as desigualdades sociais impactaram principalmente os domicílios com três ou mais pessoas com até 18 anos de idade, nos quais a fome atingiu 25,7%. Nesse contexto, os adolescentes estão expostos simultaneamente à fome e a apresentar comportamentos alimentares de risco nutricional, tais como o consumo de alimentos ultraprocessados, com elevada carga energética, culminando em excesso de peso. Em outra vertente ocorre a transição nutricional, com um perfil nutricional tendencioso ao excesso de gordura corporal. As evidências são controversas quanto à associação entre a IA e composição corporal, algumas indicam o aumento e outras a redução da massa gorda. Poucas evidências retratam a associação entre 6 a IA com a massa magra. Dessa forma, pergunta-se: existe associação entre a Insegurança Alimentar e Nutricional e a composição corporal? O consumo dos alimentos ultraprocessados é um mediador da relação entre Insegurança Alimentar e Nutricional e composição corporal em adolescentes? Objetivos: Avaliar a associação entre a exposição à Insegurança Alimentar e Nutricional e a composição corporal em população de qualquer faixa etária; avaliar associação entre a situação de Insegurança Alimentar e Nutricional e a composição corporal em adolescentes; e investigar se há mediação do consumo de ultraprocessados na associação entre Insegurança Alimentar e Nutricional e composição corporal. Métodos: esta tese é constituída por dois desenhos diferentes de estudos: o primeiro, uma revisão sistemática e Metanálise, e o segundo, um estudo de base populacional, do tipo transversal. O primeiro artigo: Revisão sistemática e meta-análise reportada de acordo com as diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) e registrada no PROSPERO sob número CRD42023441310. Foram incluídos estudos observacionais que investigaram a relação entre IA e composição corporal em indivíduos de qualquer faixa etária. As buscas foram realizadas no dia 07 de julho de 2024, nas bases de dados MEDLINE, Web of Science, Embase e LILACS, além da literatura cinzenta acessada pelo Google Scholar. Foi realizada uma síntese descritiva dos dados extraídos dos estudos e a meta-análise foi conduzida no Stata versão 14.0, utilizando modelos de efeitos randômicos. Resultados: Foram incluídos 19 estudos na revisão sistemática e quatro na meta-análise. O percentual de gordura corporal (%GC) foi o indicador da composição corporal mais avaliado. Não houve associação entre IA e %GC na análise geral, mas houve associação positiva nas análises de subgrupos, quando avaliados ambos os sexos, empregando BIA como método de avaliação e em situação de IA moderada/severa. O segundo artigo buscou responder: a exposição à IA está associada à composição corporal em adolescentes? O consumo de alimentos ultraprocessados exerce mediação na relação entre Insegurança Alimentar e Nutricional e composição corporal? Objetivos: avaliar associação entre a situação de Insegurança Alimentar e Nutricional e a composição corporal em adolescentes; investigar se há mediação do consumo de ultraprocessados na associação entre Insegurança Alimentar e Nutricional e composição corporal. Métodos: Estudo transversal, conduzido com adolescentes de 10 a 13 anos, 7 participantes de uma coorte em São Luís/MA. A exposição à IA foi avaliada pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA), e os desfechos de composição corporal foram o %GC, o índice de massa gorda (IMG); o índice de massa magra (IMM); e índice de massa corporal (IMC). Foram realizados modelos de regressão multivariada ajustados por variáveis sociodemográficas e de consumo alimentar. Resultados: A prevalência de IA foi de 60,0%; a média de 20,2% de GC (DP = 10,3), 10,2 kg/m2 (DP = 7,7) de IMG, 30,3 kg (DP = 5,9) de MM e 12,6 kg/m2 (DP = 1,7) de IMM. A prevalência de sobrepeso na amostra foi de 28,8%, sendo 10,7% de obesidade. Houve associação negativa entre a IA o %GC (beta -2,3; p-valor 0,008) e entre IA e o IMG (beta -0,072; p-valor 0,004), quando ajustados para todas as variáveis. Não foi encontrada associação entre IA e IMM em nenhum dos modelos testados. Conclusão: A IA se associou positivamente ao %GC, quando avaliados os subgrupos por sexo, método de avaliação e em situação de IA moderada/severa no primeiro estudo, e houve associação negativa entre IA e composição corporal de adolescentes, com redução de %GC e IMG, mas não se associou à massa magra, no segundo estudo. A IA atingiu 60,0% dos domicílios, nos quais, 13% estão em situação de IA grave. Compreender as repercussões da IA pode contribuir para o monitoramento alimentar e nutricional durante as avaliações de saúde de adolescentes, como também para a implementação de medidas voltadas para essa população.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1406358 - CAROLINA ABREU DE CARVALHO DE OLIVEIRA
Externo à Instituição - DAYANE DE CASTRO MORAIS - UFV
Interno - 037.370.773-80 - POLIANA CRISTINA DE ALMEIDA FONSECA VIOLA

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