Banca de DEFESA: DAYANNE ELLEN DA SILVA E SILVA
2026-01-20 10:24:14.802
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DAYANNE ELLEN DA SILVA E SILVA
DATA: 11/02/2026
HORA: 08:30
LOCAL: Sala de aula do PPGSC
TÍTULO: EFEITO DO PESO AO NASCER E DO ESTADO NUTRICIONAL INFANTIL NA MENARCA PRECOCE EM ADOLESCENTES DA COORTE BRISA
PALAVRAS-CHAVES: Menarca. Peso ao nascer. Obesidade infantil. Análise de mediação.
PÁGINAS: 261
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
SUBÁREA: Epidemiologia
RESUMO: Introdução: Observou-se nas últimas décadas uma tendência secular de antecipação da idade
da menarca, associada a desfechos negativos para a saúde. Embora seus determinantes ainda
não estejam totalmente esclarecidos, fatores genéticos, socioeconômicos, ambientais e
nutricionais têm sido apontados como influências importantes, além de condições pré-natais e
do nascimento, como peso ao nascer, prematuridade e menarca materna. Acredita-se que o peso ao nascer, especialmente quando reduzido, possa afetar o padrão de crescimento e a composição corporal na infância, predispondo à adiposidade excessiva e à menarca precoce. Objetivo:
Analisar o efeito do peso ao nascer sobre a ocorrência de menarca precoce, mediado pelo estado
nutricional aos 1334 meses, entre adolescentes da coorte BRISA. Metodologia: Estudo
longitudinal de coorte prospectiva, com dados do Brazilian Ribeirão Preto and São Luís Birth
Cohort Studies (BRISA), referentes a São Luís (MA). Foram incluídas adolescentes nascidas
em 2010 e acompanhadas nas três fases da coorte, com informações sobre ocorrência e idade
da menarca. Após exclusão dos participantes do sexo masculino, a amostra final foi composta
por 768 adolescentes. A menarca precoce foi definida como a ocorrência antes dos 12 anos.
Realizaram-se análises descritivas, ponderação das perdas diferenciais pelo inverso da
probabilidade e análise de caminhos para ajuste do modelo de mediação, utilizando os softwares
RStudio e Mplus. Resultados: O peso ao nascer não apresentou efeito direto sobre a menarca
precoce (CP = 0,00; p = 0,999) nem efeito indireto mediado pelo IMC aos 1334 meses (CP =
0,035; p = 0,318). Também não houve efeito direto do peso ao nascer sobre o IMC para idade
na primeira infância (CP = 0,237; p = 0,282). A menarca precoce materna (CP = 0,18; p <
0,001) e o IMC na primeira infância (CP = 0,15; p = 0,013) apresentaram efeitos diretos e
positivos sobre a menarca precoce. As variáveis ganho de peso gestacional, classe econômica,
restrição de crescimento intrauterino, idade gestacional, cor da pele e asma não mostraram
efeitos significativos (p > 0,05). Conclusão: O peso ao nascer não apresentou efeito direto ou
indireto sobre a menarca precoce. Em contrapartida, o IMC na primeira infância e a menarca
precoce materna mostraram associação positiva com o desfecho, reforçando a importância do
estado nutricional nos primeiros anos de vida como determinante do desenvolvimento puberal.
MEMBROS DA BANCA:
Co-orientador - 1823558 - DEYSIANNE COSTA DAS CHAGAS
Presidente - 1096903 - MARIA TERESA SEABRA SOARES DE BRITTO E ALVES
Interno - 1421291 - POLIANA CRISTINA DE ALMEIDA FONSECA VIOLA
Externo à Instituição - SORAIA PINHEIRO MACHADO - UECE