Banca de DEFESA: HELOISA BAIMA DA SILVA SANTOS
2026-01-20 15:30:27.046
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: HELOISA BAIMA DA SILVA SANTOS
DATA: 11/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de aula do PPGSC
TÍTULO: USO DE TÉCNICAS DE APRENDIZADO DE MÁQUINA PARA ESTIMAÇÃO DE GORDURA CORPORAL EM ADULTOS BRASILEIROS
PALAVRAS-CHAVES: composição corporal; aprendizado de máquina; algoritmos; antropometria.
PÁGINAS: 111
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
SUBÁREA: Epidemiologia
RESUMO: Considerando a frequência crescente de obesidade no Brasil e no mundo, as limitações do
Índice de Massa Corporal (IMC) em diferenciar massa magra de massa gorda, bem como a
ausência de um método para avaliar o percentual de gordura corporal (%GC) de forma precisa
e acessível, este estudo propôs- se a desenvolver modelos capazes de estimar o %GC de adultos,
a partir de dados demográficos e medidas antropométricas simples, através de técnicas de
Aprendizado de Máquina (AM). Todas as análises estatísticas e a construção dos modelos foram
realizadas na linguagem de programação R. A população do estudo foi constituída por 7.085
adultos com 22 e 30 anos, pertencentes às coortes de Pelotas-RS de 1993 e de 1982,
respectivamente. Os valores do IMC dos participantes do estudo foram calculados e
classificados conforme a Organização Mundial da Saúde. Os indivíduos foram categorizados,
ainda, com base nos valores de %GC, em obesos (≥ 25% para homens e ≥ 32% para mulheres)
e não obesos (≤ 25% para homens e ≤ 32% para mulheres). Após classificação do IMC e %GC,
os indivíduos com IMC < 25 kg/m2 também foram agrupados em peso normal (IMC < 25kg/m2
e ausência de obesidade pelo %GC) e obeso de peso normal (IMC < 25kg/m2 e presença de
obesidade pelo %GC). Foram consideradas variáveis de entrada: dados demográficos (sexo e
idade) e medidas antropométricas (peso, altura e circunferências da cintura (CC), quadril (CQ),
punho direito e panturrilha direita). Enquanto o desfecho foi considerado o %GC mensurado
pelo método da Absortometria de Raio-X de Dupla Energia (DXA). Para construção dos
modelos, foi aplicado o algoritmo Máquina de Vetor de Suporte (Support Vector Machine -
SVM) Radial, adotando-se a Regressão Linear (RL) como referência (baseline). A partição dos
dados seguiu o método Hold-Out, em que 80% compuseram o conjunto de treino e 20% o
conjunto de teste. Exclusivamente no grupo de treino, aplicou-se a técnica de validação cruzada
com k partições (k-fold Cross Validation), adotando-se k = 5. Para avaliação do desempenho,
foram calculadas as métricas: Erro Médio Absoluto (MAE), Raiz do Erro Quadrático Médio
(RMSE), Raiz do Erro Quadrático Médio Normalizado (NRMSE), Erro Percentual Absoluto
Médio (MAPE) e Coeficiente de Determinação (R2). Posteriormente, no modelo com melhor
desempenho, aplicou-se a função SHAP para seleção das variáveis de maior relevância para
construção de duas versões reduzidas: Reduzida 1 (somente com as cinco variáveis mais
relevantes com base no cálculo de SHAP - sexo, CC, CQ, altura e peso, em ordem de
importância) e Reduzida 2 (incluindo a variável idade). Aplicou-se o gráfico de Bland-Altman
e o Coeficiente de Correlação Intraclasse (CCI) para avaliação da concordância entre o %GC
estimado pelos modelos e o %GC mensurado pela DXA. A frequência de indivíduos com
sobrepeso foi de 26,5% e de obesidade 14,1%, considerando o IMC. Já pelo %GC, 52,1% dos
indivíduos foram classificados com obesidade. Destaca-se que, indivíduos obesos de peso
normal corresponderam a 17,3% da amostra geral. Todos os modelos de AM tiveram melhores
resultados quando comparados à RL, sendo o SVM Radial - Reduzido 2 o que obteve melhor
desempenho e concordância (MAE = 2,98; RMSE = 3,72; NRMSE = 7,07; R2 = 0,91, MAPE
= 13,24% e CCI = 0,95 [IC 95%: 0,947 0,957]). Conclui-se que os modelos de AM
desenvolvidos, utilizando variáveis demográficas e antropométricas simples, apresentaram alto
desempenho e excelente concordância para estimação do %GC de adultos, sendo
potencialmente aplicáveis em pesquisas epidemiológicas e em ambientes clínicos, inclusive
naqueles com escassez de recursos, especialmente na Atenção Primária à Saúde. Ressalta-se
que o modelo SVM Radial Reduzido 2 mostrou-se preciso e parcimonioso, necessitando de
um menor número de variáveis para sua aplicação.
MEMBROS DA BANCA:
Co-orientador - 407662 - ALCIONE MIRANDA DOS SANTOS
Presidente - 2438568 - ANA KARINA TEIXEIRA DA CUNHA FRANCA
Externo à Instituição - CARLOS MAGNO SOUSA JUNIOR - UEMA
Externo ao Programa - 2231714 - JOELMA XIMENES PRADO TEIXEIRA