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Banca de DEFESA: ELIANE MARIA NASCIMENTO DE CARVALHO

2026-01-26 08:43:07.093

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ELIANE MARIA NASCIMENTO DE CARVALHO
DATA: 24/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de aula do PPGSC
TÍTULO: PROGRAMA BOLSA FAMILIA E ASSOCIAÇÃO COM PROBLEMAS DE SAUDE MENTAL EM CRIANÇAS DE UMA COORTE EM SÃO LUIS-MA
PALAVRAS-CHAVES: Crianças. Programa de transferência de renda. Saúde mental. Transtornos mentais. Transferência de renda.
PÁGINAS: 199
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
RESUMO: A infância é um período sensível ao impacto de fatores socioeconômicos, especialmente à pobreza, que impacta negativamente o desenvolvimento emocional, comportamental e cognitivo. No Brasil em 2022, apresentava 62,5 milhões de indivíduos viviam na pobreza e destes, 17,9 milhões estavam vivendo em extrema pobreza. O desequilíbrio financeiro expõe as crianças à vulnerabilidade social, elevando o risco de transtornos mentais. Programas de Transferência de Renda (PTR), como o Bolsa Família, têm sido implementados como estratégias de combate à pobreza, com efeitos positivos em indicadores de saúde, educação e nutrição. Embora evidências sugiram que os PTR possam influenciar indiretamente a saúde mental infantil, os resultados são heterogêneos e não está bem estabelecido. No contexto maranhense, marcado por desigualdades socioeconômicas, investigar essa relação é crucial para compreender as associações dos determinantes sociais na saúde mental infantil. Objetivo: Analisar a associação entre transferência de renda na primeira infância e a presença de problemas emocionais em adolescentes participantes da Coorte Brisa de São Luís - Maranhão. Método: Estudo de coorte realizado em São Luís (MA), incluindo 488 crianças de famílias de renda ≤ R$ 140, avaliadas aos 1-3 e 11-13 anos de idade. A exposição foi ser beneficiário do Programa Bolsa Família (PBF) e o desfecho foi problemas de saúde mental, mensurados pelo escore do SDQ. Utilizou-se regressão binomial negativa para estimar razões de taxas, considerando significância de p < 0,05. O modelo teórico, representado por um DAG, orientou a seleção das variáveis de ajuste. Resultados: Observou-se que 48,2% eram beneficiárias do Programa Bolsa Família e a média dos escores do SDQ foi de 10,36 (±6,53). Não foi observada associação entre o PBF e a presença de problemas de saúde mental nos modelos brutos (p = 0,707) ou ajustados (p = 0,829). Como achado secundário, a presença de sintomas de sofrimento psíquico na mãe mostrou-se associada a maiores escores do SDQ entre crianças e adolescentes (IRR: 1,20; IC95%: 1,06-1,37). Conclusão: Não foi observado um efeito direto do PBF sobre os problemas de saúde mental em crianças aos 11-13. Os resultados sugerem que políticas públicas voltadas exclusivamente para a redução da pobreza, embora fundamentais, podem ser insuficientes para promover melhorias consistentes na saúde mental infantil.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 176.754.643-20 - ANTONIO AUGUSTO MOURA DA SILVA
Externo ao Programa - 1344457 - GILBERTO SOUSA ALVES
Externo à Instituição - WALTAIR MARIA MARTINS PEREIRA - UFPA

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