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Banca de DEFESA: LUCIA REGINA MOREIRA DE OLIVEIRA

2026-01-27 11:51:22.732

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUCIA REGINA MOREIRA DE OLIVEIRA
DATA: 25/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de aula do PPGSC
TÍTULO: ASSOCIAÇÃO ENTRE CONSUMO DE ALIMENTOS SEGUNDO O GRAU DE PROCESSAMENTO E CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS EM ADOLESCENTES DA COORTE BRISA
PALAVRAS-CHAVES: Alimentos Ultraprocessados, Classificação NOVA, Saúde Mental, Dificuldades Comportamentais, Adolescente.
PÁGINAS: 166
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
SUBÁREA: Epidemiologia
RESUMO: Introdução: A adolescência é um período crítico para a consolidação de hábitos alimentares e para o desenvolvimento da saúde mental. Evidências crescentes sugerem que a qualidade da dieta, particularmente o alto consumo de Alimentos Ultraprocessados (AUP), pode influenciar negativamente o comportamento e a saúde mental, dada a sua baixa densidade nutricional e potencial pró-inflamatório. O estudo desta relação, controlando-se por fatores socioeconômicos e comportamentais, é essencial para a formulação de intervenções específicas. Objetivo: Investigar a associação independente entre o consumo alimentar, classificado pelo grau de processamento (NOVA), e a Pontuação Total de Dificuldades (SDQ) em adolescentes. Métodos: Trata-se de um estudo de coorte transversal realizado com adolescentes (10-13 anos) da Coorte BRISA, São Luís, Maranhão (N=2293). A variável de exposição foi o consumo alimentar avaliado por meio do Recordatório de 24 horas (R24h), categorizado segundo a classificação NOVA e mensurado em percentual calórico (%Kcal) da dieta. O desfecho principal foi a Pontuação Total de Dificuldades, avaliada pelo Questionário de Forças e Dificuldades (SDQ). Variáveis demográficas, socioeconômicas e comportamentais (sexo, idade, Classe Econômica Brasileira, atividade física, tempo de tela, duração do sono) foram utilizadas como fatores de confundimento, conforme direcionado por um Gráfico Acíclico Direcionado (DAG). A associação foi testada por meio de análises bivariadas e Regressão Linear Múltipla. Adotou-se o nível de significância de 5%. Resultados: O consumo médio de AUP correspondeu a 30,3% da dieta dos adolescentes. A análise bivariada indicou uma associação significativa entre o consumo de AUP e o sexo, sendo as adolescentes do sexo feminino mais prevalentes nos tercis de maior consumo (p= 0,002). A Regressão Linear Múltipla demonstrou que, mesmo após ajuste para todos os confundidores, o maior consumo de AUP foi, independentemente, associado a maiores pontuações de dificuldades comportamentais (β= 0,300; IC 95% :0,05; 0,55). Complementarmente, o aumento no consumo de Alimentos In Natura ou Minimamente Processados (AIMP) associou-se a uma redução na Pontuação Total de Dificuldades (β = -0,410; IC 95%: -0,70; -0,12). Outros fatores de risco incluíram o sedentarismo/inatividade física e o tempo de tela elevado. Conclusão: O consumo de AUP atua como um fator de risco importante do aumento das dificuldades comportamentais na adolescência. Os achados reforçam a necessidade de políticas públicas abrangentes que promovam a substituição dos AUP por dietas baseadas em AIMP, visando a proteção da saúde mental dos adolescentes brasileiros.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ELMA IZZE DA SILVA MAGALHÃES - UFSM
Interno - 1096903 - MARIA TERESA SEABRA SOARES DE BRITTO E ALVES
Presidente - 1421291 - POLIANA CRISTINA DE ALMEIDA FONSECA VIOLA
Co-orientador - 7549183 - VANDA MARIA FERREIRA SIMOES

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