Banca de DEFESA: CARLA MICHELLE RODRIGUES ABREU
2026-02-09 08:39:04.143
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CARLA MICHELLE RODRIGUES ABREU
DATA: 27/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de aula do PPGSC
TÍTULO: PERCEPÇÕES E ATITUDES DE PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM RELAÇÃO À SAÚDE DA COMUNIDADE LGBTQIAPN+
PALAVRAS-CHAVES: Minorias Sexuais e de Gênero; Atenção Primária à Saúde; Profissionais de
Saúde; Estratégia da Saúde da Família.
PÁGINAS: 110
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
RESUMO: Introdução: Apesar dos avanços na criação da PNSI-LGBT, as necessidades de saúde da
população LGBTQIAPN+ ainda são desconhecidas por grande parte dos profissionais de
saúde. Sem atendimentos adequados, lésbicas, gays, bissexuais e pessoas transgêneras tendem
a resistir a buscar suporte qualificado. Nesse contexto, torna-se fundamental que os
profissionais desenvolvam habilidades e competências para compreender e valorizar as reais
necessidades dessa população. Objetivo: Analisar as percepções e atitudes de profissionais da
Atenção Primária em relação à saúde da comunidade LGBTQIAPN+. Método: Trata-se de
um estudo qualitativo, descritivo e analítico, realizado entre outubro de 2025 a janeiro de
2026 na UBS Bezerra de Menezes, UBS São Francisco, UBS do Centro e UBS da Liberdade,
localizadas no em São Luís MA, com profissionais da Estratégia Saúde da Família. A coleta
de dados ocorreu por meio de grupo focal, utilizando um questionário estruturado para
informações sociodemográficas e trajetória profissional e um roteiro semiestruturado de
entrevistas. As entrevistas foram transcritas e analisadas segundo a Análise Temática,
conforme a perspectiva de Braun e Clarke. Resultados: A partir da análise das falas,
emergiram duas categorias principais: a primeira, Percepções sobre identidades de gênero,
sexualidades e cuidado à população LGBTQIAPN+, com quatro núcleos de sentido: tensões
morais e limites percebidos no cuidado; reconhecimento progressivo da diversidade e
autorreflexão sobre o preconceito; e cuidado como acolhimento e vínculo. A segunda, Modos
de agir, práticas e formação no cuidado à população LGBTQIAPN+, com cinco núcleos de
sentido: ações de acolhimento e respeito; condutas marcadas por insegurança, hesitação e
atitudes excludentes; movimentos de aprendizado e autotransformação; práticas mediadoras
no acesso e na comunicação do cuidado; e aprendizado prático e formação no cotidiano do
cuidado. Considerações finais: As falas dos participantes evidenciam confusão conceitual,
constrangimento ao abordar a temática e resistência na utilização correta de pronomes e
nomes sociais, revelando fragilidades tanto no campo técnico quanto no cumprimento dos
direitos humanos e legais. A influência de valores morais e religiosos pessoais demonstra-se
como elemento limitador para a prática profissional orientada pelos princípios éticos e pela
universalidade do SUS.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ARTHUR FURTADO BOGEA - CEST
Interno - 238.521.428-81 - LEIDY JANETH ERAZO CHAVEZ
Externo ao Programa - 1199095 - LUCIANA BATALHA SENA
Presidente - 2242787 - SARA FITERMAN LIMA