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Banca de DEFESA: LUIS AUGUSTO DA SILVA MACIEL

2026-02-11 09:35:47.217

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUIS AUGUSTO DA SILVA MACIEL
DATA: 26/02/2026
HORA: 14:00
TÍTULO: MARCADORES DO CONSUMO DE ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS DA POPULAÇÃO BRASILEIRA: VIGITEL, 2023
PALAVRAS-CHAVES: Alimentos ultraprocessados. Consumo alimentar. Psicometria.
PÁGINAS: 88
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
RESUMO: Nas últimas décadas houve o aumento do consumo de ultraprocessados no Brasil, impactando negativamente a qualidade nutricional da dieta e contribuindo para a carga de doenças crônicas não transmissíveis. Para avaliar o consumo alimentar populacional, inquéritos e estudos epidemiológicos têm adotado o escore Nova de classificação de alimentos. A partir de 2018, o instrumento Escore Nova foi inserido no questionário anual da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para as Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), possibilitando o cálculo de um escore de consumo alimentar. Todavia, a complexidade das ferramentas de avaliação e dos aspectos que influenciam o consumo alimentar dificultam a adequada mensuração e monitoramento do consumo de ultraprocessados a nível populacional, limitando a comparabilidade dos dados. Considerando as marcadas diferenças regionais no Brasil, identificar os padrões que diferenciam o consumo alimentar entre as regiões do país é fundamental para o planejamento assertivo de políticas de promoção de alimentação saudável. Nesse contexto, a Teoria de Resposta ao Item (TRI) pode proporcionar uma estimativa mais precisa e robusta do consumo alimentar, permitindo identificar os alimentos mais discriminativos em relação ao consumo de ultraprocessados. Dessa forma, o objetivo deste estudo foi analisar o consumo de alimentos ultraprocessados entre adultos das capitais brasileiras no ano de 2023, utilizando a TRI. Trata-se de um estudo psicométrico que utilizou dados do Vigitel da série de 2023. Foram incluídos 21.960 indivíduos adultos das 27 capitais brasileiras e o Distrito Federal. O consumo alimentar foi mensurado através de 25 itens classificados segundo a metodologia NOVA. Foram ajustados modelos logísticos multidimensionais de três parâmetros (M3PL) para estimar os traços latentes de consumo de alimentos in natura (θ1) e ultraprocessados (θ2). Foram calculados os coeficientes de discriminação e elaborados gráficos de análise fatorial dos itens para visualização da estrutura latente por região. Na amostra em estudo, os participantes possuíam média idade de 43,4 anos (IC95%: 42,9; 43,9), 44,1% residiam majoritariamente na região Sudeste, 53,9% eram do sexo feminino, 41,2% possuíam ensino médio completo e 58,8% dos entrevistados apresentavam excesso de peso. As regiões Sudeste e Sul demonstraram maior capacidade discriminatória para ultraprocessados, com destaque para o item bebida achocolatada, enquanto o Nordeste apresentou o prato pronto congelado como principal marcador. No Norte e no Centro-Oeste, observaram-se padrões mistos e menor magnitude de discriminação entre os itens. Em todas as regiões, os vetores de alimentos in natura mantiveram-se ortogonais aos de AUP, sugerindo coexistência entre esses padrões de consumo. Com base nos achados, nota-se que o consumo de ultraprocessados no Brasil é heterogêneo e regionalmente diferenciado. A aplicação da TRI demonstrou-se uma abordagem eficiente na identificação de alimentos com maior capacidade para distinguir os níveis de adesão ao consumo elevado de ultraprocessados, podendo fornecer informações úteis para orientar ações de vigilância e segurança alimentar e nutricional.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 407662 - ALCIONE MIRANDA DOS SANTOS
Interno - 3410183 - LUZ MARINA GOMEZ GOMEZ
Externo à Instituição - EDUARDA GOMES BOGEA - UFPI

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