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Banca de DEFESA: DOUGLAS MORAES CAMPOS

2026-03-27 08:34:06.523

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DOUGLAS MORAES CAMPOS
DATA: 30/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório da STED – Campus Bacanga, Universidade Federal do Maranhão
TÍTULO: SISTEMA DE SAÚDE NO MARANHÃO: o público e o privado sob a perspectiva de gestores, gerentes, empresários e profissionais de saúde
PALAVRAS-CHAVES: Sistemas de Saúde. Atenção Primária à Saúde. Gestão em Saúde. Parcerias Público-Privadas. Mapeamento Geográfico.
PÁGINAS: 129
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
SUBÁREA: Saúde Pública
RESUMO: Esta tese investiga as complexas interações entre o setor público e o subsistema privado de saúde no Maranhão. A pesquisa sustenta-se teoricamente na articulação entre autores da Sociologia, Geografia e Saúde Coletiva. O arcabouço teórico tenciona a dicotomia público- privado, compreendendo o território como um espaço concebido por estratégias de reprodução do capital. Metodologicamente, o estudo utiliza métodos mistos, integrando entrevistas qualitativas com gerentes, gestores, empresários e profissionais da saúde ao georreferenciamento de Clínicas Populares de Saúde (CPS) em São Luís, Maranhão. Os resultados são estruturados em três artigos científicos. O primeiro artigo, desvela tensões entre o Sistema único de Saúde e o setor privado, impulsionadas pela expansão seletiva do mercado e pela sobrecarga da rede pública. As Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) e Clínicas Populares de Saúde são apresentadas como alternativas às fragilidades do sistema, embora operem segundo lógicas de mercado e ainda dependam do próprio SUS para absorver demandas não resolvidas. No segundo artigo, destacam-se algumas fragilidades da Atenção Primária à Saúde (APS) no Maranhão, somadas à sobrecarga hospitalar, à fragmentação das Redes de Atenção à Saúde (RAS) e à precarização dos vínculos de trabalho, evidenciando dilemas estruturais. Nesse contexto, a APS permanece central para a organização do cuidado, no entanto, o seu enfraquecimento compromete a integração da rede e reduz os efeitos de políticas de expansão hospitalar. O terceiro artigo, por meio de georreferenciamento, demonstra que a expansão das Clínicas Populares de Saúde não é aleatória; essas empresas ocupam áreas de alto fluxo popular no centro e periferias, sobrepondo-se à rede de Unidades Básicas de Saúde para disputar usuários e converter o território em um ativo econômico. É possível compreender que há um processo de hibridização do sistema de saúde no Maranhão, transformando o caráter complementar do privado em uma função predominantemente substitutiva. Essa dinâmica compromete a universalidade e a integralidade, exigindo o fortalecimento da APS como instância coordenadora e ordenadora, capaz de contrapor a lógica da rentabilidade à garantia da cidadania plena e equânime no território maranhense.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1087018 - JUDITH RAFAELLE OLIVEIRA PINHO
Interno - 035.010.843-90 - ELISA MIRANDA COSTA
Interno - 238.521.428-81 - LEIDY JANETH ERAZO CHAVEZ
Externo ao Programa - 2409534 - ALESSANDRA JULIANA CAUMO
Externo à Instituição - MARIA LUIZA LEVI PAHIM - UFABC
Co-orientador - 927.413.047-34 - RUTH HELENA DE SOUZA BRITTO FERREIRA DE CARVALHO

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