Banca de DEFESA: MARIA JHANY DA SILVA MARQUES
2026-04-01 15:52:28.996
Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA JHANY DA SILVA MARQUES
DATA: 28/04/2026
HORA: 14:00
TÍTULO: ANÁLISE ESPAÇO-TEMPORAL DA DISTRIBUIÇÃO DE FISIOTERAPEUTAS E DE ATENDIMENTOS
FISIOTERAPÊUTICOS AMBULATORIAIS NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE, BRASIL
PALAVRAS-CHAVES: Fisioterapeutas. Sistema Único de Saúde. Análise espacial. Fatores socioeconômicos. Equidade em saúde.
PÁGINAS: 119
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
SUBÁREA: Saúde Pública
RESUMO: INTRODUÇÃO: A oferta de serviços de fisioterapia no SUS é marcada por desigualdades.
Esta tese teve como objetivo analisar a distribuição espaço-temporal de fisioterapeutas e
atendimentos fisioterapêuticos ambulatoriais no Brasil e no Maranhão, considerando fatores
socioeconômicos, estruturais, demográficos e de acessibilidade. MÉTODOS: Foram
conduzidos dois estudos ecológicos com dados públicos oficiais. O primeiro investigou a
evolução da quantidade de fisioterapeutas e atendimentos no Brasil, entre 2008 e 2019, em
relação ao Produto Interno Bruto (PIB) per capita e ao orçamento do SUS per capita, por meio
de análise de covariância, correlações de Pearson, contraste de Tukey e mapas de correlação.
O segundo examinou a distribuição de profissionais e a produção ambulatorial no Maranhão,
de 2022 a 2024, utilizando testes de associação e análise espacial, com índices de Moran
Global e Local e regressão espacial do tipo defasagem e erro. RESULTADOS: No estudo de
abrangência nacional, o PIB per capita apresentou correlação positiva com fisioterapeutas em
todas as unidades federativas (UFs) e com atendimentos em sete UFs, destacando-se Paraíba
(r=0,96), Acre (r=0,88) e Amazonas (r=0,84). Observou-se correlação entre atendimentos e
orçamento do SUS per capita no Acre (r=0,84), Amazonas (r=0,76), Tocantins (r=0,73),
Paraíba (r=0,65) e Rondônia (r=0,64). No segundo estudo, com recorte no Maranhão, a
cobertura de fisioterapeutas aumentou, com redução dos municípios com taxa < 1 profissional
por 10 mil habitantes de 53 para 19, associando-se ao PIB per capita (β = 6,839; p = 0,003) e
à presença de policlínicas (β = 0,298; p < 0,001). As taxas de atendimentos concentraram-se
no centro-leste do estado, com ausência de registros em mais de 120 municípios, e estiveram
associadas às internações por cirurgias osteomusculares (β = 589,786; p < 0,001) e à distância
até a capital (β = −0,437; p < 0,001). CONCLUSÃO: A distribuição dos serviços de
fisioterapia no SUS é heterogênea e influenciada por desigualdades socioeconômicas,
estruturais e geográficas. Apesar do crescimento da cobertura de fisioterapeutas, persistem
vazios assistenciais que evidenciam disparidades no acesso à reabilitação no Maranhão.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2019434 - BRUNO FERES DE SOUZA
Presidente - 407658 - CLAUDIA MARIA COELHO ALVES
Co-orientador externo à instituição - MARIA DOS REMEDIOS FREITAS CARVALHO BRANCO - UFMA
Interno - 1096903 - MARIA TERESA SEABRA SOARES DE BRITTO E ALVES
Externo à Instituição - MARIANA DE OLIVEIRA SANCHEZ - UNIFSA
Externo à Instituição - SUSILENA AROUCHE COSTA - UNICEUMA