Banca de DEFESA: BRUNA CAROLINE SILVA FALCAO
2026-08-27 14:59:17.585
Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: BRUNA CAROLINE SILVA FALCAO
DATA: 25/09/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de aula da Pós-Graduação em Saúde Coletiva - UFMA
TÍTULO: TENDÊNCIAS TEMPORAIS DA MORTALIDADE POR CÂNCER DE FÍGADO NO BRASIL E MACRORREGIÕES E FATORES ASSOCIADOS
PALAVRAS-CHAVES: Carcinoma Hepatocelular, Mortalidade, Série Temporal, Estudos Ecológicos.
PÁGINAS: 144
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
SUBÁREA: Saúde Pública
RESUMO: O câncer de fígado configura-se como um grave e crescente problema de saúde pública
global, caracterizado por alta mortalidade e distribuição epidemiológica heterogênea de
acordo com as variedades regionais. No Brasil, essas disparidades refletem barreiras
socioeconômicas históricas, fazendo com que a análise da mortalidade seja crucial para
estruturar uma linha de cuidado oncológico mais justa e eficaz. Essa tese objetivou analisar a
tendência temporal de mortalidade por câncer de fígado no Brasil no período de 2000 a 2023,
estratificada por sexo, faixa etária e macrorregiões, bem como a investigar os fatores
socioeconômicos e assistenciais associados a esse desfecho nas 27 Unidades Federativas (UF)
brasileiras no período de 2010 a 2023. Realizou-se um estudo ecológico e de séries temporais,
de base secundária e abrangência nacional, direcionado à população com 30 anos ou mais de
idade. Os dados de mortalidade foram extraídos do Sistema de Informações sobre Mortalidade
(SIM). Para mitigar os vieses de registro históricos, procedeu-se à correção básica dos óbitos
por meio da redistribuição de causas mal definidas e códigos lixo (garbage codes), seguida do
cálculo das taxas de mortalidade brutas e padronizadas por idade pelo método direto. A
análise de tendências temporais utilizou o modelo de regressão linear por pontos de inflexão
através do Joinpoint Regression. A avaliação dos fatores associados à mortalidade nas 27 UFs
no período de 2010 2023 foi executada mediante modelos de regressão com dados em
painel, incorporando indicadores socioeconômicos, demográficos e de capacidade instalada de
saúde. Os achados evidenciaram uma acentuada heterogeneidade espaço-temporal na
mortalidade por câncer de fígado no país. A análise de Joinpoint revelou uma tendência
significativamente crescente nas macrorregiões Nordeste, Sul e Sudeste, com aumento mais
acentuado entre os homens e na população idosa (50 anos e mais). Na análise de dados em
painel, o efeito aleatório foi o modelo selecionado, onde o Índice de Desenvolvimento
Humano (IDH) e o percentual da população de 14 anos ou mais sem instrução ou equivalente
apresentaram associação positiva e estatisticamente significativa com as taxas de mortalidade,
enquanto a maior densidade de médicos esteve inversamente associada ao desfecho. A
dinâmica da mortalidade por câncer de fígado no Brasil revela um desafio epidemiológico e
estrutural. Por um lado, a associação com o percentual da população de 14 anos ou mais sem
instrução ou equivalente e as estabilidades regionais podem mascarar barreiras de acesso e
subnotificação nas áreas de maior vulnerabilidade social. Por outro, a associação positiva com
o IDH reflete a concentração do poder de detecção diagnóstica e a eficiência do registro nos
grandes centros urbanos. Conclui-se que o enfrentamento desse agravo requer políticas
públicas intersetoriais que combinem o combate às desigualdades estruturais, a
descentralização do diagnóstico precoce e a expansão da cobertura médica especializada,
qualificando de forma equânime a linha de cuidado oncológico no âmbito do Sistema Único
de Saúde (SUS).
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ALEXANDRE GUILHERME RIBEIRO DE CARVALHO - IDEA SÃO LUIZ
Presidente - 176.754.643-20 - ANTONIO AUGUSTO MOURA DA SILVA
Interno - 035.010.843-90 - ELISA MIRANDA COSTA
Externo ao Programa - 407625 - ORLANDO JORGE MARTINS TORRES
Interno - 2299196 - REJANE CHRISTINE DE SOUSA QUEIROZ