Banca de QUALIFICAÇÃO: ARTHUR ANDRÉ CASTRO DA COSTA
2024-11-12 13:29:03.912
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ARTHUR ANDRÉ CASTRO DA COSTA
DATA: 27/11/2024
HORA: 08:30
LOCAL: https://meet.google.com/kow-yyux-ram
TÍTULO: ATIVIDADE ANTI-Leishmania DO EXTRATO HIDROETANÓLICO DE Dysphania ambrosioides (L.) MOSYAKIN & CLEMENT INCORPORADAS EM MEMBRANAS DE QUITOSANA
PALAVRAS-CHAVES: Leishmania. Produto Natural. Sistema de liberação controlada.
Bioprospecção. Tratamento tópico.
PÁGINAS: 125
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO: A leishmaniose é uma doença infecciosa parasitária causada por protozoário do gênero Leishmania de incidência em países tropicais e subtropicais, sendo a Leishmaniose Tegumentar (LT) sua forma clínica mais comum. A principal terapêutica consiste em antimoniais pentavalentes, porém associados a efeitos adversos como: alta toxicidade, resistência aos medicamentos e recidiva. Diversos estudos tem proposto a associação de produtos naturais a sistemas de liberação controlada (SLC) como promissora terapêutica para LT. Este estudo propõe o uso do extrato hidroetanólico de Dysphania ambrosioides (EHDA) que apresenta ação leishmanicida relatada, a membrana de quitosana, um polímero natural, do tipo SLC amplamente utilizado na biomedicina como curativo. Assim, o objetivo do estudo foi avaliar a atividade leishmanicida e ação citotóxica in vitro do EHDA incorporado em
membrana de quitosana. O EHDA foi obtido a partir das folhas de D. ambrosioides, as quais foram secas, trituradas, percoladas, rotaevaporadas e liofilizadas. O EHDA foi incorporado em ácido acético 1% e quitosana 1% e secas em estufa. A caracterização química de polifenóis do EHDA e membranas foi determinada por HPLC e quantificação total de polifenóis (TPC) e flavonóides (TFC). A caracterização físico-química foi analisada por Espectroscopia na Região do Infravermelho com Transformada em Fourier (FTIR), Difração de raios-X (DRX), Teste de solubilidade, Espectroscopia da região do UV-Visível, transmissão de vapores de água (TVA) e
Microscopia eletrônica de varredura (MEV). Para os ensaios biológicos in vitro, a atividade antipromastigota (48h) e anti-amastigota (24h), hemólise (1h) e citotoxicidade em macrófagos (24h) foi determinada pelo método de MTT. A quantificação de produção de espécies reativas de nitrgênio do EHDA e membranas foi realizado por ensaio da atividade da NADPH oxidase em macrófagos por Amplex red. Foram identificados ácido cafeico, ácido gálico, miricetina, rutina, quercitina e kaempferol como compostos marjoritário do EHDA. A cinética de liberação por TFC demonstrou que os flavonóides foram liberados em até 96h a partir da membrana. O EHDA incorporado em quitosana apresentou atividade leishmanicida contra as formas promastigotas e amastigotas de Leishmania amazonensis, sem apresentar
citotoxicidade sob eritrócitos e macrófagos. Sugere-se que os devidos efeitos biológicos observados estejam associados a presença dos polifenóis e flavonóides quantificados após cinética de liberação do EHDA. Almejando o desenvolvimento de uma terapêutica tópica para LTA, as análises físico-químicas das membranas demonstraram que as mesmas apresentaram superfície lisa, sem a presença de rachaduras e estruturas em camadas, com boa estabilidade química em diferentes pHs, alto fator de proteção à radiação UV e alta capacidade de transmissão de vapores de água demonstrando potencial utilização para tratamento de lesões ulcerativas leishmanióticas. Portanto a membrana do EHDA incorporado em quitosana apresenta ação leishmanicida e baixa toxicidade celular e satisfatória estrutura e propriedades físico-químicas.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 965.677.243-15 - AFONSO GOMES ABREU JUNIOR
Externo à Instituição - JEFFERSON MESQUITA BRITO - FAP
Presidente - 1701663 - LUCILENE AMORIM SILVA
Externo ao Programa - 2985612 - MAYARA CRISTINA PINTO DA SILVA