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Banca de QUALIFICAÇÃO: EMIR NUNES PIAUILINO

2024-11-13 15:18:23.394

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: EMIR NUNES PIAUILINO
DATA: 25/11/2024
HORA: 18:00
LOCAL: https://meet.google.com/wnf-mpjn-zuj
TÍTULO: INFLUÊNCIA DO POLIMORFISMO DO GENE DO FTO E DO HISTÓRICO FAMILIAR DE DIABETES SOBRE O SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO DE ADOLESCENTES
PALAVRAS-CHAVES: Polimorfismo; Gene FTO; Diabetes mellitus; Sistema Nervoso Autônomo; Disautonomias cardiovasculares; Variabilidade de Frequência Cardíaca.
PÁGINAS: 72
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO: Doenças metabólicas como a Diabetes mellitus (DM) estão associadas a alterações que levam a danos nos mais diferentes sistemas orgânicos, incluindo Sistema Nervoso Autônomo (SNA) e cardiovascular. A literatura associa o desenvolvimento da DM e de outras doenças metabólicas com fatores genéticos e estilo de vida, ressaltando a obesidade como um grande fator de risco. São descritos diferentes genes que estariam associados à obesidade e indiretamente à DM, como é o caso do gene FTO. Ele apresenta polimorfismos de base única, os quais estão relacionados a processos de alteração metabólica, em especial o alelo mutante A, levando a patologias secundárias, como a DM e suas complicações. A maioria destas complicações só é diagnosticada tardiamente, quando o dano já está instalado. Acredita-se que alterações em diversos parâmetros fisiológicos podem ser percebidas precocemente em pacientes com polimorfismo do gene FTO, assim como ocorre com pacientes diabéticos ou pré-diabéticos, mesmo que não haja alterações laboratoriais relacionadas. Assim, o presente estudo propôs avaliar a presença do gene FTO mutante e alterações precoces em adolescentes com histórico familiar de DM, bem como a determinação da influência desse gene sobre distúrbios autonômicos e funções cardiovasculares. Para tanto, foram incluídos 115 adolescentes não diabéticos, com histórico familiar de DM. Estes foram submetidos a teste genético para o gene FTO, sendo comparados os resultados entre os genótipos AA, AT e TT, além de dosagem glicêmica, aferição de medidas antropométricas e análise de parâmetros eletrocardiográficos. Para os resultados obtidos, não foram percebidas alterações antropométricas ou laboratoriais entre os grupos. Entretanto, nas avaliações eletrocardiográficas constatou-se disfunções autonômicas nos grupos portadores do gene mutante A, em especial nos índices relacionados a variabilidade de frequência cardíaca (VFC), que representa um importante mecanismo adaptativo orgânico. Sabe-se que quanto maior a VFC, maior a capacidade de adaptação do organismo às diferentes situações do cotidiano, incluindo situações de estresse e perigo. Portadores do alelo mutante A, principalmente em homozigose, tiveram índices de VFC reduzidos quando comparados aos outros genótipos. Ficou evidenciado também que portadores do polimorfismo do gene FTO apresentam maior ativação simpática e menor atividade parassimpática na modulação da atividade cardíaca, sugerindo que tal polimorfismo esteja relacionado à disautonomias cardiovasculares. Em conjunto, estes resultados contribuem para validar a determinação do gene FTO como biomarcador relevante detecção precoce de possíveis complicações decorrentes de doenças crônicas não transmissíveis, em indivíduos com histórico familiar de diabetes, podendo ser útil como ferramenta relevante de preditor de saúde cardiovascular e metabólica.
MEMBROS DA BANCA:
Co-orientador externo à instituição - CARLOS ALBERTO ALVES DIAS FILHO - AFYA
Externo ao Programa - 432.344.883-04 - JOSELIA ALENCAR LIMA
Presidente - 2544893 - RACHEL MELO RIBEIRO
Interno - 044.334.136-23 - THIAGO TEIXEIRA MENDES

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