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Banca de DEFESA: PAMELA GOMES SANTOS

2024-11-18 09:27:53.113

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: PAMELA GOMES SANTOS
DATA: 29/11/2024
HORA: 09:00
LOCAL: https://meet.google.com/vwq-zxhi-htd
TÍTULO: Atividade antimicrobiana e anti-virulência de Anacardium occidentale L. frente a bactérias do grupo ESKAPE
PALAVRAS-CHAVES: antibiótico; antivirulência; Staphylococcus aureus; MRSA.
PÁGINAS: 71
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO: A bioprospecção de produtos naturais, com ação antimicrobiana e finalidade terapêutica, vem ganhando bastante destaque no mundo, sobretudo considerando o elevado número de microrganismos resistentes aos tratamentos convencionais. Nesse contexto, os produtos derivados de Anacardium occidentale, espécie nativa do Brasil e popularmente conhecida como cajueiro, surgem como uma promissora alternativa devido ao seu potencial antimicrobiano. O presente estudo avaliou o efeito do extrato etanólico das flores de A. occidentale (EAO) in vitro, considerando a ação sobre a adesão e formação de biofilme de bactérias do grupo ESKAPE, bem como na infecção letal por Staphylococcus aureus induzida em larvas de Tenebrio molitor. A composição química do extrato foi analisada por HPLC e LC-MS. A ação antimicrobiana in vitro foi avaliada pelo ensaio de microdiluição em caldo para determinar a concentração inibitória mínima (CIM) e concentração bactericida mínima (CBM) sobre cepas padrão S. aureus (ATCC 25923), Enterococcus. faecalis (ATCC 29212), Escherichia coli (ATCC 25922); Klebsiella pneumoniae (ATCC 700603) e em linhagens clínicas multirresistentes (MRSA 240016969961 e MRSA 240016969962). Os efeitos do EAO também foram avaliados sobre a viabilidade e biomassa da adesão e biofilmes pré-formados e formados. Nos ensaios in vivo as larvas de T. molitor foram utilizadas para determinar a toxicidade do EAO e na padronização do inóculo e infecção letal de S. aureus. O efeito do EAO foi também avaliado em larvas infectadas letalmente com S. aureus. As larvas foram divididas em sete grupos (N=10), sendo um Sham, sem infecção ou tratamento e seis grupos infectados, letalmente, com S. aureus (105 UFC/μL), por via intracelômica (ic) e tratadas pela mesma via. Controle negativo: recebeu solução salina balanceada com fostato (PBS); CiPro: recebeu ciprofloxacina (1,56 μg/mL), esses grupos foram comparados aos três grupos tratados com o extrato EAO1/2: recebeu o extrato na concentração correspondente a 1/2 MIC (3,12 mg/mL), EAOCIM: Tratado com EAO no valor de MIC (6,25 mg/mL) e EAO2: Tratado com EAO no valor de 2x MIC (12,5 mg/mL). No EAO foram identificados os seguintes compostos majoritários: ácido chiquímico, ácido gálico, quercetina, isoquercetina, galoil glucose, digaloilglucose, isômero 1 e isômero 2 de tetragaloilglucose. Os valores de CIM variaram entre 6,25 e 50 mg/mL para as cepas, sendo a melhor atividade para S. aureus (ATCC 25923) (CIM=6,25 mg/mL) e para as linhagens de MRSA o MIC (CIM 12,5 mg/mL). A ação do EAO foi bactericida de acordo com a relação CBM/CIM. O extrato reduziu a biomassa e a viabilidade da adesão e biofilmes pré-formados e formados de S. aureus, E. coli e MRSA. In vivo os resultados mostraram baixa toxicidade para T. molitor, na maioria das concentrações testadas. O tratamento com EAO aumentou a sobrevida das larvas letalmente infectadas com S. aureus, tendo efeito dose dependente. Em conclusão, o EAO prolongou a sobrevida de larvas letalmente infectadas por S. aureus, possivelmente devido sua ação antibacteriana direta e seus efeitos sobre os biofilmes.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 306484 - ROSANE NASSAR MEIRELES GUERRA LIBERIO
Interno - 407637 - VALERIO MONTEIRO NETO
Externo ao Programa - 2985612 - MAYARA CRISTINA PINTO DA SILVA
Externo à Instituição - ALUISIO DA SILVA OLIVEIRA - UFMA

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