Banca de QUALIFICAÇÃO: SURAMA DO CARMO SOUZA DA SILVA
2024-11-21 10:30:13.789
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SURAMA DO CARMO SOUZA DA SILVA
DATA: 25/11/2024
HORA: 19:00
LOCAL: https://meet.google.com/bjr-crvb-rqn
TÍTULO: AVALIAÇÃO DE MARCADORES BIOLÓGICOS E FISIOLÓGICOS CARDIOVASCULARES NA PREDIÇÃO DA MORBIMORTALIDADE E FRAGILIDADE EM PACIENTES IDOSOS COM
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA (IC)
PALAVRAS-CHAVES: Controle Autonômico, Envelhecimento, Fator Natriurético Atrial, Frágil.
PÁGINAS: 148
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO: Tradicionalmente, o diagnóstico e estadiamento da fragilidade é realizado de acordo com a
função física. Em situações em que o declínio dessas funções é eminente, como ocorre na
insuficiência cardíaca (IC), é necessário encontrar testes que tenham maior capacidade de
previsão da fragilidade, e que ao mesmo tempo façam parte da rotina das avaliações clínicas da IC, não onerando ainda mais os serviços de saúde. Sendo assim, pretende-se com essa pesquisa analisar a relação dos marcadores biológicos e fisiológicos cardiovasculares na predição da morbimortalidade e fragilidade em pacientes idosos IC. A amostra desta pesquisa é do tipo não probabilística e por conveniência. O tamanho da amostra foi definido por cálculo amostral prévio (31 participantes, poder estatístico de 80% e um valor de α de 5%). O recrutamento foi realizado através de busca ativa a partir dos prontuários e durante os momentos de consultas médica. Foram incluídos os pacientes com diagnóstico de IC crônica com fração de ejeção reduzida (FE < 50% no ecocardiograma do último ano) cadastrados no ambulatório, de ambos os sexos, com idade ≥ 60 anos. Foram excluídos todos os pacientes com FEVE < 50%, com idade < 60 anos, sem outros critérios de exclusão. Durante a avaliação médica foram anotados dados dos prontuários médicos. Durante as avaliações clínica e psicossociais foram aplicados os seguintes questionários: a) Avaliação clínica e psicossocial; b) nível de atividade física; c) fadiga; d) depressão; e) recordatório alimentar; e f) qualidade de vida. Foram colhidas amostras de sangue para ensaio do peptídeo natriurético N-terminal pro-tipo B (NTproBNP). A avaliação físico funcional foi realizada mediante a realização das avaliações de antropometria, bioimpedância, avaliação hemodinâmica, dinamometria de membro superior, teste de velocidade da marcha de 4 metros e teste de caminhada de 6 minutos. Para comparar os 3 grupos (FG, PF e RB) foram utilizados os testes de Anova one way para os dados paramétricos e de Kruskal Wallis para os não paramétricos a fim de identificar as diferenças entre os grupos. As variáveis numéricas são descritas em média, mediana e desvio padrão, e as variáveis categóricas como frequência e proporções. Foi adotado o nível de significância (α) de 0,05 e um poder
estatístico de 0,80. Os resultados encontram-se divididos em três capítulos, sendo o primeiro
uma revisão sobre métodos de avaliação da fragilidade em idosos, o segundo um artigo original sobre avaliação os biomarcadores e os níveis de fragilidade, e o terceiro sobre antropometria, capacidade funcional e risco metabólico de acordo com a fragilidade dos pacientes com IC. Conclusão: 1) Apesar de as pesquisas terem o objetivo de avaliar a fragilidade, foram utilizados métodos de avaliação diversificados. O Fenótipo de Fragilidade de Fried (FFP) foi o mais utilizado em diferentes populações de idosos e contextos socioambientais; 2) A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) demonstrou ser uma importante ferramenta de avaliação do SNA, onde apresentou melhores valores clínicos de controle autonômico para o grupo robusto (GR) em comparação aos demais grupos. Dessa forma é possível enfatizar sua relevância na identificação da fragilidade em pacientes cardíacos; 3) A maioria dos pacientes são pré hipertensos, pré-frágeis (PF), com baixo gasto calórico semanal, presença de fadiga física, e baixa capacidade cardiorrespiratória. Porém, não apresentam significativa perda de peso, e possuem forca nos MMSS e MMII preservada. Encontram-se com a idade metabólica adequada com a cronológica, e baixo risco para desenvolvimento de sarcopenia. Todavia, encontram-se com excesso de gordura corporal e visceral, e presença de fatores de risco cardiovascular. Na maioria das variáveis, clinicamente pode-se observar que o grupo FG apresenta os valores indicando pior prognóstico de saúde, ao contrário do observado em relação ao grupo RB.
MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 037.578.573-64 - ANDREA DIAS REIS
Externo ao Programa - 3847130 - CARLOS JOSE MORAES DIAS
Presidente - 3104681 - JOSE ALBUQUERQUE DE FIGUEIREDO NETO
Interno - 4369849 - VINICIUS JOSE DA SILVA NINA