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Banca de DEFESA: EUDES ALVES SIMOES NETO

2025-01-24 09:20:27.608

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: EUDES ALVES SIMOES NETO
DATA: 29/01/2025
HORA: 14:00
TÍTULO: DOENÇA DE CHAGAS AGUDA POR TRANSMISSÃO ORAL: MAIS DE UM SÉCULO APÓS A DESCOBERTA DE CARLOS CHAGAS, A DOENÇA AINDA É DIFÍCIL DE MANEJAR
PALAVRAS-CHAVES: Doença de Chagas, Trypanosoma cruzi, doença transmitida por alimentos, reação em cadeia da polimerase, surtos de doenças, doença negligenciada
PÁGINAS: 90
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO: A doença de Chagas aguda (DCA) por transmissão oral afeta principalmente indivíduos de baixa visibilidade e baixa renda em zonas tropicais e subtropicais. Mesmo após mais de 100 anos de sua descoberta, o manejo continua desafiador. Sua disseminação para áreas não endêmicas a tornou um problema de saúde global. O objetivo deste trabalho é demonstrar as dificuldades encontradas no tratamento de uma situação da vida real, através da descrição do surto e das características epidemiológicas, clínicas e laboratoriais. Esta tese examina um surto de 39 casos de DCA devido à transmissão oral pela ingestão de suco de bacaba que ocorreu em Pedro do Rosário, Maranhão, Brasil. Uma investigação clínica e epidemiológica, incluindo busca entomológica, foi conduzida. Os critérios de inclusão foram: todos os casos expostos ao suco de bacaba com confirmação de DCA. Os critérios de confirmação foram gota espessa positiva, e/ou soroconversão de IgG e/ou um aumento de duas vezes no título de IgG (critérios laboratoriais); achados clínicos e exposição epidemiológica e pelo menos um teste de IgG positivo (critérios clínicos-epidemiológicos). Foi realizada em 33 amostras reação em cadeia da polimerase (PCR) convencional. A idade média foi de 33,6 anos, sem diferença de gênero. O período de incubação foi de 11,6 dias, e o tempo entre o início dos sintomas e o tratamento foi de 16,6 dias. Os sintomas mais comuns foram febre e linfadenopatia (90%). Os pacientes tiveram critérios laboratoriais em 66,6% dos casos, critérios clínico-epidemiológico em 23% e 10,2% tiveram exames parasitológicos e sorológicos negativos, entretanto, foram tratados devido a alta suspeição. As taxas de positividade dos testes foram de 69,7% (23/33) para gota espessa, 91,4% (32/35) para sorologia e 100% (33/33) para PCR, incluindo os casos com parasitologia e sorologia negativas. Todos os pacientes foram tratados com benzonidazol. Não houve morte. Após 4,5 anos, os níveis de IgG foram reavaliados em 26 indivíduos. A negativação sorológica foi alcançada em 30,7% (8/26) dos casos, e os títulos de IgG diminuíram em 7,6% (2/26). Encontramos várias barreiras, incluindo vulnerabilidade populacional, dependência de técnicas de diagnóstico rudimentares, falta de métodos padronizados de biologia molecular e opções terapêuticas limitadas. Este relatório ressalta a importância da vigilância rápida e do tratamento precoce para prevenir fatalidades. Recomendamos a inclusão da PCR na rotina diagnóstica da DCA e a padronização da investigação e acompanhamento de surtos.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANTONIO RAFAEL DA SILVA - UFMA
Presidente - 407707 - CONCEICAO DE MARIA PEDROZO E SILVA DE AZEVEDO
Interno - 1523993 - HIVANA PATRICIA MELO BARBOSA DALL AGNOL
Externo à Instituição - LÍDIO GONCALVES LIMA NETO - UNICEUMA
Interno - 1136091 - PAULO VITOR SOEIRO PEREIRA

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