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Banca de QUALIFICAÇÃO: CAMILA FREITAS DE ANDRADE RODRIGUES

2025-03-19 14:27:26.937

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CAMILA FREITAS DE ANDRADE RODRIGUES
DATA: 19/03/2025
HORA: 19:30
LOCAL: https://meet.google.com/xkh-wnwf-brv
TÍTULO: DOR NEUROPÁTICA EM DOENÇA FALCIFORME: PREVALÊNCIA E ANÁLISE DE POLIMORFISMOS DO RECEPTOR TRPV1
PALAVRAS-CHAVES: doença falciforme; dor neuropática; polimorfismo; TRPV1
PÁGINAS: 64
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO: Dor é o sintoma mais frequente e a principal razão de hospitalização de pacientes com doença falciforme (DF). Até recentemente, a dor neste grupo de pacientes era classificada apenas como aguda e nociceptiva resultado das crises de vaso-oclusão. Porém, há evidências de que quase um terço dos adultos com DF experimentem dor em na maioria de seus dias de vida demonstrando que a dor na DF envolva componentes agudos e crônicos. Uma categoria ainda pouco estudada e subdiagnosticada de subtipo de dor é a dor neuropática (DN). A compreensão de sua base molecular foi ampliada pela clonagem e caracterização da família de canais iônicos de receptor de potencial transitório TRPV1. Diferentes polimorfismos foram identificados no gene TRPV1 humano podendo explicar maior suscetibilidade ou não para DN. O objetivo do estudo foi avaliar a prevalência de dor neuropática em pacientes diagnosticados com Doença Falciforme e a presença de polimorfismos genéticos que possam estar envolvidos neste subtipo de dor. Após assinatura de TCLE, houve preenchimento de dados sociodemográficos e de características da doença e aplicação de questionário DN4 e PainDETECT para triagem de DN em pacientes que fazem acompanhamento no HEMOMAR – Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão. Para pesquisa dos polimorfismos rs222749, rs222747, rs8065080 e rs222749 foi realizada PCR do sangue periférico coletado e eletroforese das amostras. Foram estudados 214 pacientes, sendo 58% do gênero feminino e 42% do masculino. A média de idade foi de 26 anos com 61% com média escolaridade e 77% possuindo renda entre um e dois salários-mínimo. Cerca de 77% não eram casados e 69% eram do interior do Estado. A grande maioria dos pacientes (76%) possuía diagnóstido de DF tipo SS, com apenas 40% diagnosticados como falciforme pelo este do pezinho. Setenta e seis por cento afirmavam ter pelo menos uma crise álgica no último ano. Do total de pacientes, 29% apresentavam DN detectada pelo instrumento DN4, enquanto pelo PainDETECT a positividade para DN foi de 8,4%. Ao se analisar a frequência de crises álgicas entre aqueles com DN, aproximadamente 92% apresentavam crises de dor e até mais do que três crises ao ano. O uso de opioide foi relatado em 55% dos pacientes com DN e a quantidade de transfusões também foi maior neste grupo, porém sem significância estatística. Dentre aqueles com DN pelo questionário DN4, o formigamento esteve presente em 90%, dor em agulhada ou alfinetada em 87% e adormecimento em 80%. Já pelo PainDETECT, apesar de mostrar menor prevalência da DN, registrou-se que 94% daqueles com neuropatia apresentavam irradiação da sua dor, destacando-se sensação de dormência (61%), formigamento (55%) e sensação frio dolorosa em 50%. O polimorfismo já estudado foi o rs222749 que não mostrou associação com DN neste grupo de pacientes.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 407719 - JOAO BATISTA SANTOS GARCIA
Interno - 306484 - ROSANE NASSAR MEIRELES GUERRA LIBERIO
Externo ao Programa - 2065143 - FLAVIA CASTELLO BRANCO VIDAL CABRAL
Externo à Instituição - JOSÉ OSVALDO BARBOSA NETO - UEMA
Co-orientador - 1192065 - THIAGO ALVES RODRIGUES

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