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FRANCKLAND BRAGA REIS
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CÍRCULO DE LEITURA E LETRAMENTO FILOSÓFICO: a leitura
crítica como prática filosófica no Centro de Ensino Lucília Moreira
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Data : 05/12/2025
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Esta dissertação de mestrado em Filosofia está vinculada ao Programa de Pós-graduação em Rede
Mestrado Profissional em Filosofia (PROF-FILO), Núcleo Universidade Federal do Maranhão
(UFMA), especificamente à linha de pesquisa Prática de Ensino de Filosofia. Essa pesquisa aborda
a formação de leitores críticos e reflexivos no Ensino Médio, diante de um contexto escolar em
que prevalece uma crise de leitura. Observa-se com preocupação que muitos estudantes
demonstram baixa proficiência leitora: não gostam de ler, têm dificuldades de compreensão
textual e carecem de práticas de leitura. A fim de responder ao problema identificado,
estabeleceu-se como objetivo geral analisar de que modo o ensino de Filosofia, por meio de um
Círculo de Leitura e Letramento Filosófico, pode contribuir para a formação de leitores críticos
e reflexivos no Ensino Médio. Busca-se, com isso, fomentar a leitura de textos filosóficos e de
teor filosófico e promover o letramento filosófico entre os sujeitos aprendentes de uma turma
de 2a série do Ensino Médio do Centro de Ensino Lucília Moreira. Para isso, este estudo
fundamenta-se em um referencial teórico interdisciplinar que abrange os campos da educação,
do letramento e do ensino de Filosofia. Adota-se como aportes autores que discutem a leitura,
o letramento e a formação do pensamento crítico, a exemplo de Cosson (2014; 2018), Kleiman
(1995), Soares (2012; 2023), Tfouni (1995) e Freire (1985; 2001; 2011; 2015a; 2015b; 2020;
2023), bem como as contribuições de Mathew Lipman (190; 1994; 1995) no âmbito do ensino
de Filosofia para jovens. Esse diálogo teórico entre os estudos de letramento, incluindo o
conceito de letramento crítico de Paulo Freire, segundo o qual a leitura do mundo precede a
leitura da palavra, bem como o seu círculo de cultura e metodologias do ensino de Filosofia, a
exemplo da comunidade de investigação proposta por Lipman, fornece subsídios para conceber
a integração da prática leitora às aulas de Filosofia de forma significativa. Analisa, ainda, os
documentos legais como a Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB), os
Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM), as Orientações
Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN+), as Orientações
Curriculares para o Ensino Médio (OCEM) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
destacando avanços e limitações no reconhecimento da Filosofia como componente essencial
para a formação cidadã. Defende que, mesmo diante da secundarização da Filosofia na BNCC,
é possível construir práticas significativas que promovam o letramento filosófico e o
engajamento crítico dos alunos, por meio de estratégias como os círculos de leitura.
Metodologicamente, a pesquisa caracteriza-se como qualitativa, adotando a modalidade de
pesquisa participante. Optou-se por essa abordagem por demandar o envolvimento direto do
professor pesquisador no contexto investigado, participando ativamente do cotidiano escolar e
da sala de aula. Ao longo da intervenção, o pesquisador atua como mediador no Círculo de
Leitura em sala de aula, observando e registrando de forma descritiva as interações, as
dificuldades e os progressos dos estudantes durante as atividades de leitura e debate filosófico.
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ORDILEI DE JESUS FERREIRA
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A COMUNIDADE INVESTIGATIVA DE LIPMAN E OS DESAFIOS DO ENSINO DE
FILOSOFIA NO 6° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL NA ESCOLA MUNICIPAL
CORAÇÃO DE JESUS EM CAJARI-MA
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Data : 12/11/2025
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Matthew Lipman foi um filósofo e educador norte-americano reconhecido por
desenvolver o Programa Filosofia para Crianças, criando a metodologia da
Comunidade Investigativa, em que os alunos, por meio de diálogos e debates em
grupo, exploram questões filosóficas, aprendendo a argumentar e a construir
conhecimentos de forma colaborativa. O objetivo deste trabalho é explorar como a
Comunidade Investigativa de Lipman pode desenvolver o pensamento crítico e
reflexivo dos alunos do 6o ano, promovendo um aprendizado cooperativo, interligando
a filosofia com outras disciplinas e tornando o ensino filosófico mais acessível e
envolvente. Assim, o processo adotado contempla o desenvolvimento e aplicação de
uma sequência didática embasada nos pressupostos da Comunidade Investigativa de
Lipman. Conclui-se que o ensino de filosofia, inspirado pelos princípios de Matthew
Lipman, abre caminhos para que os alunos explorem questões morais, éticas e sociais
de forma cooperativa e integral, por meio de exercícios práticos e discussões
orientadas.
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WALLAS ALVES MARTINS
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PEDAGOGIA HISTÓRICO- CRÍTICA E O ENSINO
DE FILOSOFIA NO MARANHÃO: CONTRADIÇÕES ENTRE TEORIA E PRÁTICA NAS ESCOLAS
ESTADUAIS DA CIDADE DE PINHEIRO.
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Data : 07/11/2025
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O objetivo principal deste trabalho é compreender se a proposta do DCTM para o Ensino
Médio, com base na Pedagogia Histórico-Crítica (PHC) tem sua efetivação na prática, no
que diz respeito aos professores de filosofia. A pesquisa desenvolvida é de natureza
teórica e prática, fundamentada nos conceitos de totalidade, contradição, práxis, prática
social etc., embasados na PHC. A abordagem teórico-metodológica utilizada versa sobre
os problemas pedagógicos sob o prisma do Materialismo Histórico-Dialético (MHD).
Esta pesquisa também trata de uma abordagem quantitativa e qualitativa. Os resultados
mostram que a maioria dos professores de Filosofia das escolas pesquisadas säo mulheres.
100% dos professores está ligado a alguma religião de matriz Cristã. Somente três
professores de um total de oito são formados em Filosofia. 75% dos professores ministra
a disciplina para completar a carga horária. Identificaram-se três linhas de ensino de
Filosofia (Tradicional, Freiriana e a Escolanovista- representada pelas metodologias
ativas). Três concepções pedagógicas se fazem presentes nas escolas pesquisadas
(Construtivista, Libertadora e a Histórico-Crítica). Não há oferta de formação continuada
com base na PHC, pois, tanto a SEDUC-MA quanto os professores de Filosofia
participantes desta pesquisa desconhecem o método e a concepção de educação defendida
pelo DCTM. Finalmente, este trabalho aponta para a urgência de um ensino de filosofia
comprometido com a emancipação humana, com a justiça social e com a defesa radical
da democracia, tendo como substrato, uma teoria filosófica capaz de inverter a lógica
burguesa, bem como capaz de romper com as amarras ideológicas do Capital. Além disso,
também defende que no campo educacional, a PHC traz contribuições relevantes para o
ensino de Filosofia na cidade de Pinheiro-MA, tornando a aula mais relevante e
significativa no desenvolvimento de consciências livres e transformadoras da realidade
concreta.
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ANNA CELIA CORREA MENDES
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A INTERDISCIPLINARIDADE E A TRANSDISCIPLINARIDADE
DO ENSINO DE FILOSOFIA NO IP ITAQUI-BACANGA DE SÃO LUÍS-MA: uma experiência de
ensinagem na trilha rizomática no contexto da Disciplina Eletiva - Escurecendo Fotos.
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Data : 03/10/2025
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A integração dos princípios de interdisciplinaridade e transdisciplinaridade no ensino de Filosofia através da trilha rizomática de Deleuze oferece um paradigma educacional rico e inovador. Esse modelo é utilizado na Eletiva Escurecendo Fotos para enriquecer a compreensão dos estudantes sobre a Filosofia, e os preparar para pensar de maneira crítica e criativa em um mundo interconectado e em constante mudança. Aplicando a metodologia cartográfica e os conceitos de interdisciplinaridade e transdisciplinaridade, conforme a filosofia rizomática de Gilles Deleuze esta eletiva foi estruturada para promover uma educação que transcende os limites dos componentes curriculares tradicionais. A Eletiva Escurecendo Fotos fomentou a aprendizagem ativa, promoveu um modelo de ensino onde estudantes são agentes ativos no processo de construção do conhecimento, colaborando com colegas e docentes em projetos e atividades práticas.
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JOSÉ EVANDRO SILVA OLIVEIRA
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Saberes entre terreiros - religião de matriz-africana e a escola: filosofia da
ancestralidade no ensino antirracista.
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Data : 15/09/2025
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Esta carta-dissertativa, desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Filosofia
(PROF-FILO) da Universidade Federal do Maranhão, propõe uma experienciação filosófico-
pedagógica sobre os saberes de tradição afro-brasileira a partir do terreiro e o seu cruzo com o
terreiro da escola, assentada na filosofia da ancestralidade. O caminho rizomático se dá no
cruzamento simbólico e epistemológico entre dois terreiros: o terreiro de Umbanda Santa
Bárbara, situado na cidade Marabá, no Estado Pará, e o terreiro da Escola Estadual Walkise da
Silveira Vianna, fincado território do mesmo bairro. A partir de uma abordagem cartográfico-
rizomática e de um percurso filo-poético em forma de cartas-ensaios, articula-se os conceitos
de ancestralidade, encruzilhada, corpo-território, epistemologia do cruzo e pedagogia do xirê,
para problematizar a exclusão histórica dos saberes afro-indígenas dos currículos escolares e
propor um ensino de filosofia afroreferenciado, antirracista. Inspirado em pensadores e
pensadoras da África e afrodiaspóricos como Imhotep, Wiredu, Mbiti, Marimba Ani, Achille
Mbembe, Oyèrónkẹ́Oyěwùmí, Frantz Fanon e em intelectuais brasileiros como Eduardo David
de Oliveira, Muniz Sodré, Vanda Machado e Renato Noguera, Sueli Carneiro, Conceição
Evaristo. A carta-dissertativa enraíza a filosofia no chão da experiência vivida ao investigar
práticas e cosmopercepções do terreiro Santa Bárbara, evocando uma filosofia viva, encarnada
nos ritos, cantos e saberes transmitidos oralmente pelas lideranças religiosas e pelas
comunidades afro-indígenas de terreiro da Amazônia Paraense. As pisadas na abordagem de
imersão nos terreiros foram pelas trilhas e pistas cartográficas-rizomáticas realizada para uma
intervenção pedagógica no ensino médio, por meio de trilhas de ensinagem baseadas nos
princípios da circularidade, da corporeidade e do diálogo ancestral. Como produto educacional,
forjou-se O Xirê de Pedagógico: Laroyê, Eparrêi, Ogunhê, uma proposta didático-filosófica
para o ensino de filosofia no ensino médio, centrada na valorização das epistemologias
ancestrais e na insurgência contra o epistemicídio promovido pela colonialidade do saber. A
carta-dissertativa constitui-se como gesto de resistência e reexistência, descolonizando o
pensamento pedagógico a partir de Marabá, território afro-rizomático. Nela, entrelaçam-se os
saberes da escola e do terreiro, invocando Exu, Ogum, Iansã, Oxóssi e os encantados dos povos
originários como mestres filosóficos. Assim, reabrem-se caminhos para que a educação pública
se reafirme como espaço de dignidade, pertença e afirmação dos povos historicamente
subalternizados.
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FRANCISCO RODRIGUES DE SOUZA
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" O ENSINO DE FILOSOFIA NUMA PERSPECTIVA DIALÓGICA À LUZ DE ALGUNS DIÁLOGOS SOCRÁTICOS PLATÔNICOS".
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Data : 11/08/2025
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O ensino de filosofia na educação básica brasileira configura-se como uma importante
oportunidade para auxiliar no processo de maturação intelectual dos alunos, contribuindo, de
maneira significativa, para o desenvolvimento de sua autonomia de pensamento. Em razão da
grande importância da filosofia para a formação intelectual dos alunos, o tema central sob o
qual a presente pesquisa está fundamentada é: O Ensino de Filosofia numa Perspectiva
Dialógica à Luz de Alguns Diálogos Socrático-Platônicos. A pesquisa é direcionada pela
seguinte indagação: de que modo podemos ensinar filosofia na educação básica brasileira numa
perspectiva dialógica de tal maneira que favoreça a formação do saber pensar com autonomia?
Para responder a essa e outras indagações, partimos das seguintes premissas: primeiramente,
que o ensino de filosofia, mais do que um problema pedagógico, é um problema filosófico. O
ensino de filosofia numa perspectiva filosófica apresenta algumas características peculiares que
são desenvolvidas no presente trabalho, como, por exemplo, as perguntas filosóficas, a natureza
criativa, que é própria da filosofia, e a importância das experiências vivenciais para aulas
filosóficas. Em segundo lugar, a figura de Sócrates, tal como apresentada nos diálogos
socráticos e o modo como ele desenvolvia sua prática dialógica com seus interlocutores, é o
referencial teórico para responder às indagações a respeito do ensino de filosofia. Portanto, a
presente pesquisa tem por objetivo principal apresentar o ensino de filosofia numa perspectiva
dialógica à luz de alguns diálogos socrático-platônicos como uma proposta de ensino filosófico
que possibilite a prática do filosofar.
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HAULLERANDS YESARES CARVALHO OLIVEIRA
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EDUCAÇÃO PARA A PAZ À LUZ DO PENSAMENTO DE HANNAH ARENDT:
a escola como espaço para uma experiência filosófica formativa
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Data : 05/06/2025
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O trabalho aborda o tema educação para a paz, ancorando-se no pensamento de Hannah Arendt para destacar a escola como espaço para a formação filosófica e reflexiva. O autor investiga como o ensino filosófico pode contribuir para consolidar uma cultura de paz, explorando questões sobre educação, ética e cidadania, especialmente em um cenário permeado por conflitos, violência e discursos de ódio. A dissertação é dividida em três partes principais. Em primeiro lugar, o autor reflete sobre o papel do ensino filosófico na escola como agente formador da criança, promovendo a autonomia do pensamento crítico e valores universais como tolerância, respeito e dignidade. Ele discute a relação entre filosofia e cultura de paz, argumentando que ambos objetivos comuns, como a preservação da humanidade e a promoção da convivência aliança. Na segunda parte, o texto explora conceitos fundamentais da obra de Hannah Arendt, especialmente sua visão sobre educação, paz e violência.Distingue-se a violência do conflito, afirmando que este último é inerente às relações humanas e pode
ser um motor para mudanças positivas quando gerido de forma adequada. A violência, por outro lado, tem um efeito destrutivo, fruto da tensão natural intensificada. Nesse contexto, Arendt enxerga a educação como o meio mais adequado para formar cidadãos preparados para lidar com conflitos de maneira construtiva, consolidando uma cultura de paz. Na terceira parte, é apresentada uma experiência filosófica formativa realizada na escola Professor Sá Valle, em São Luís. Essa experiência buscou desenvolver, junto aos estudantes do ensino fundamental, um pensamento crítico-reflexivo
sobre a paz. O autor descreveu os métodos utilizados, como questionários, desenvolvidos em filmes e textos, além de atividades práticas que incentivaram o diálogo filosófico e a problematização de conceitos como paz, violência e justiça. A pesquisa destaca que o ensino de filosofia vai além da transmissão de conteúdos, propondo-se como um espaço para a formação ética e política dos estudantes. Por meio de um diálogo crítico com a tradição filosófica, o autor enfatiza que a prática do filosófico ajuda as crianças a compreender os problemas do presente e a formular novas perspectivas. Ele também ressalta a importância de educadores bem preparados para conduzirem essa abordagem, garantindo que os estudantes desenvolvam autonomia e criatividade no pensar. O texto conclui que a filosofia, como ferramenta educativa, é essencial para fomentar uma cultura de paz. No contexto escolar, ela capacita os estudantes a lidar com questões éticas e sociais de maneira reflexiva, promovendo a convivência e o respeito às diferenças. A dissertação reforça que a educação para a paz não tem apenas um objetivo pedagógico, mas um compromisso ético e político com a preservação da humanidade.
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JULIANA TORRES CABEÇA
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REFLEXÔES FILOSÓFICAS ACERCA DAS VIOLÊNCIAS E SUA RELAÇÃO COM OS VALORES MORAIS /SOCIAIS A PARTIR DO ENSINO DE FILOSOFIA EM UMA TURMA DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA) DE UMA ESCOLA DE BARCARENA-PARÁ
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Data : 21/02/2025
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Este trabalho tem como objetivo evidenciar a contribuição do ensino de Filosofia para
o desenvolvimento da análise crítica de estudantes de uma turma da modalidade de
Educação de Jovens e Adultos (EJA) acerca da relação existente entre os valores e
os fenômenos de violência que afligem sua comunidade e a escola. Para tanto,
destacaremos primeiramente o panorama brasileiro atual das violências em meio
escolar com recorte dos últimos cinco anos a fim de ressaltar o aumento dos números,
mas também a defasagem de dados oficiais, o que contribui com a insegurança geral.
Atrelado a isto, evidenciamos as novas modalidades das violências contemporâneas
à luz da Filosofia de Byung-Chul Han, que defende a ideia de uma atualização das
formas de violência, em que passaram de manifestações macrofísicas (visíveis e
abertamente expressas) para microfísicas (discretas e implícitas), fato que se tornou
fundamento do mal estar geral e contribuiu para o aumento do cansaço, depressão,
ansiedade e em última instancia fragiliza todo o sistema social até culminar em ruptura
dos laços sociais que provocam mais violência. A partir destas evidências ressaltamos
a fragilidade do ideal ético moderno e as inseguranças atuais como um empecilho na
construção de um horizonte moral contemporâneo devido a grande dispersão humana
e à quebra de filiação social. Para responder a esse cenário, trazemos Emmanuel
Lévinas e sua Ética da Alteridade como forma de recuperar o sentido das relações
intersubjetivas com foco no Outro, na responsabilidade e na relação desinteressada.
Em Lévinas a questão da violência se encontra em uma instancia não somente física,
mas é consequência da negação do Outro como infinitamente outro, ou seja, da
compreensão do outro como objeto que deve caber em moldes criados
fundamentalmente pela Filosofia tradicional a fim de conte-lo em conceitos. Esse
entendimento se aproxima de Byung-Chul Han, pois nos dois filósofos a ideia de
conter a humanidade do outro resulta em violência e instabilidade moral. A ética da
alteridade pode mudar, se não o cenário concreto atual, pelo menos o entendimento
que temos do outro para que se alcance maior sensibilidade moral.
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MANOEL DE JESUS FERNANDES
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O CONCEITO DE AUTONOMIA EM KANT E O USO DAS TECNOLOGIAS
DIGITAIS NO ENSINO DA FILOSOFIA: Uma Intervenção no IEMA Pleno de Santa Inês - MA
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Data : 09/01/2025
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O presente trabalho apresenta uma investigação acerca das práticas educativas na perspectiva
das metodologias ativas no processo de ensino e aprendizagem de Filosofia no Instituto de
Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) com foco no pensamento do filósofo
Immanuel Kant, especificamente no que tange ao esclarecimento e a saída do indivíduo de sua
menoridade. Procurar-se entender por que os estudantes do ensino médio ainda possuem
dificuldades para desenvolver o pensamento crítico-reflexivo, apesar do acesso à informação
disponível. Para tanto, foi realizada uma pesquisa de revisão bibliográfica das obras de
Immanuel Kant, a fim de sustentar a fundamentação e entendimento do problema, e por meio da
abordagem qualitativa e quantitativa verificou-se de que modo as metodologias ativas
contribuem efetivamente no processo de ensino e aprendizagem. Assim, foram utilizadas
estratégias de gamificação, bem como a criação de mapas mentais, com o uso do aplicativo
Canva, a produção de vídeos animados, com o uso do aplicativo Animaker e o Wordwall como
ferramenta para a criação de um quiz.
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