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NAIZE DOS REIS RIBEIRO
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Palinotaxonomia em Sapotaceae
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Orientador : EDUARDO BEZERRA DE ALMEIDA JUNIOR
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Data : 29/12/2025
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A revisão de estudos sobre palinotoxonomia de Sapotaceae englobou 14 estudos nas plataformas Scopus, Web of Science (WOS), Portal de Periódicos CAPES e Google Acadêmico. As publicações estão distribuídas entre os anos de 1977 e 2023. Foram encontrados oito estudos desenvolvidos no Brasil, sendo seis disponibilizados em Anais de Seminário de Iniciação Científica, dois na Tailândia e um na Índia, um na Malásia, um no Paquistão e um no Reino Unido. Foram analisados os caracteres morfológicos (qualitativos) unidade de disperção, simetria do pólen, polaridade do pólen, âmbito do pólen, forma do pólen, tipo de abertura, característica do poro (endoabertura), número de abertura e ornamentação da exina. A análise dos caracteres polínicos resultou, para a família Sapotaceae, grãos de pólen mônade, radial, isopolar, âmbito circular, pentagonal, quadrangular, subcircular, subquadrangular, subtriangular, triangular, forma esferoidal, euprolado, oblato-esferoidal, prolato, prolato-esferoidal, subprolato, endoabertura circular (Pouteria cuspidata (A.DC.) Baehni., Palaquium ellipticum (Dalzell.) Baill., Sarcaulus brasiliensis (A.DC) Eyma., Sideroxylon mascatense (A.DC.) T.D.Penn.), lalongada, tipo de abertura colporo, porado (apenas em Palaquium ellipticum (Dalzell.) Baill.), 3-6 colporados, 3-4 porado (em Palaquium ellipticum (Dalzell.) Baill.), exina escrabada, estriada, fossulada, granulado, lisa, microequinada, microgranulado, microrregulada, microrreticulada, perfurada, psilada, reticulada, rugulada. Com base no levantamento bibliográfico, as características morfológicas do pólen foram categorizadas e separadas nos gêneros Chrysophyllum, Diploon, Ecclinusa, Madhuca, Manilkara, Micropholis, Mimusops, Palaquium, Payena, Planchonella, Pradosia, Pouteria, Sarcaulus, Sarcosperma, Sideroxylon, Synsepalum e Xantolis. Diante disso, as descrições resumidas foram divididas nas três subfamilías propostas por Swenson & Anderberg (2005), Chrysophylloideae com os gêneros Chrysophyllum, Diploon, Ecclinusa, Micropholis, Planchonella, Pradosia, Pouteria, Sarcaulus, Synsepalum e Xantolis; Sapotoideae com Madhuca, Manilkara, Mimusops, Palaquium, Payena e Sideroxylon e Sarcospermatoideae, com o único gênero descrito, Sarcosperma. Os resultados desta revisão apontam que as espécies de Sapotaceae possuem grãos de pólen com uma morfologia muito semelhante entre si. As diferenças na aparência dos grãos de pólen, raras exceções, como tamanho, forma, aberturas, ornamentação da exina, são tão sutis que a análise microscópica do pólen não permite, geralmente, a distinção entre as diferentes espécies da família.
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FELIPE CORREA SOUSA
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TAXONOMIA E STATUS DE CONSERVAÇÃO DAS ESPÉCIES DE RUBIACEAE JUSS. NAS RESTINGAS DO ESTADO DO MARANHÃO.
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Orientador : EDUARDO BEZERRA DE ALMEIDA JUNIOR
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Data : 22/12/2025
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Rubiaceae Juss. é uma das maiores famílias de angiospermas no Brasil, com cerca de
1.400 espécies distribuídas em 130 gêneros e apresenta grande importância econômica,
com representantes utilizados na alimentação, medicina popular e ornamentação. É uma
família com grande riqueza no Maranhão, com cerca de 111 espécies e 49 gêneros. Esses
números possivelmente estão defasados, uma vez que estudos florísticos, especialmente
com Rubiaceae, são praticamente escassos no Estado. Esse estudo teve como objetivo
estudar a flora da família Rubiaceae nas restingas no Maranhão, Nordeste do Brasil. O
estudo foi baseado em coletas de campo nas áreas de restinga do Maranhão e consultas in
loco ou online aos herbários IAN, INPA, HDELTA, MAR, NY, RB, SLUI, UEC e US.
A identificação dos espécimes foi baseada em literatura especializada; além de consultas
ao site Flora e Funga do Brasil. Os resultados são apresentados em dois artigos: o primeiro
é intitulado "O que as dunas escondem? Novas ocorrências, novidades morfológicas e
conservação de Rubiaceae no litoral do estado do Maranhão, Brasil" e o segundo é
intitulado "Rubiaceae Juss. das restingas do estado do Maranhão, Nordeste do Brasil". No
primeiro artigo, apresenta-se o primeiro registro de seis espécies (Borreria cerradoana,
Borreria diacrodonta, Rudgea jacobinensis, Richardia scabra, Spermacoce confusa e
Spermacoce decipiens) para a restinga maranhense, com novos dados sobre o status de
conservação, morfologia e distribuição das espécies, além de discutir a subamostragem
da família no Estado. Dentre as espécies encontradas, inferiu-se o status de Vulnerável
(VU) para Spermacoce decipiens, enquanto as demais foram classificadas como Pouco
Preocupante (LC). O segundo capítulo apresenta um estudo taxonômico da família
Rubiaceae nas restingas do Maranhão, com o registro de 30 espécies e 22 gêneros, além
de apresentar chave dicotômica, pranchas taxonômicas e comentários sobre a taxonomia,
distribuição e fenologia das espécies. Os resultados desse estudo indicam Rubiaceae
como uma das famílias mais representativas das restingas do Maranhão, podendo apoiar
ações direcionadas a conservação tanto desses ecossistemas, quanto dos táxons, uma vez
que foram compiladas informações para auxiliar na diferenciação das espécies, além da
caracterização morfológica, fenológica e de distribuição.
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ROBERTONIO FURTADO BRITO SEIXAS
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DESCRIÇÃO DE NOVO MORFÓTIPO DE PLACA DENTÁRIA DE DIPNOICO Cf. Ceratodus AGASSIZ, 1837 (DIPNOI: CERATODONTIDAE) NA FORMAÇÃO ALCÂNTARA
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Orientador : JORGE LUIZ SILVA NUNES
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Data : 19/12/2025
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O presente trabalho descreve uma placa dentária bem preservada, com elementos diagnósticos da ordem Cerotodontiformes Berg, 1940, encontrada no afloramento fossilífero da Ilha do Cajual - Alcântara, pertencente ao período Neo-Cretáceo. Neste exemplar de placa dentária o esmalte está preservado apenas na base das laterais. Apesar das similaridades entre as placas dentárias associadas ao gênero Ceratodus, na literatura e no registro já documentado na Formação Alcântara, o espécime descrito apresenta caracteres morfológicos distintos. Detalhes sutis são comparáveis a caracteres observados em Metaceratodus Chapman, 1914, bem documentado no Cretáceo da Austrália e da Argentina. Entretanto, uma avaliação da variabilidade morfológica das placas dentárias de Ceratodus registradas na Ilha do Cajual também sugerem que este morfótipo descrito possa ser considerado como uma forma anômala deste gênero ou um exemplar severamente modificado por abrasão durante transporte pré-deposicional.
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UBIRAJARA SANTOS DE CARVALHO
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TAXONOMIA E DISTRIBUIÇÃO DE APOCYNACEAE JUSS. NAS RESTINGAS MARANHENSES
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Orientador : EDUARDO BEZERRA DE ALMEIDA JUNIOR
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Data : 12/12/2025
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Apocynaceae Juss. é uma das famílias mais diversas entre as angiospermas, abrangendo cerca de 5.100 espécies distribuídas mundialmente, com maior representatividade nos trópicos. No Brasil, ocorrem aproximadamente 1.055 espécies e 115 gêneros, presentes em todos os domínios fitogeográficos. A família apresenta grande diversidade floral, relacionada a interações especializadas com polinizadores variados, e inclui espécies de importância ecológica, medicinal e econômica, como Catharanthus roseus, Himatanthus drasticus e Hancornia speciosa. Apesar dessa relevância, ainda existem lacunas significativas no conhecimento sobre Apocynaceae no Nordeste, especialmente nos estados do Maranhão e Piauí. No Maranhão, a vegetação costeira é influenciada pelos domínios da Amazônia e do Cerrado e apresenta ampla variedade de formações. Além disso, o litoral Maranhão ainda não foi completamente amostrado, devido às dificuldades logísticas e à extensão da costa do estado, a segunda maior do Brasil. Estudos taxonômicos anteriores no estado contribuíram para ampliar o conhecimento sobre a flora local, com levantamentos de famílias como Arecaceae, Asteraceae, Poaceae, Myrtaceae, entre outras, que resultaram em novos registros e descrições morfológicas. Contudo, um trabalho taxonômico na família Apocynaceae ainda não havia sido realizado. Assim, este trabalho tem como objetivo realizar o levantamento florístico das espécies de Apocynaceae nas restingas do litoral maranhense, visando ampliar o conhecimento taxonômico e contribuir para os registros florísticos do Meio-Norte do Brasil. Nesse contexto, foram realizadas coletas de campo entre abril de 2024 e julho de 2025, abrangendo os setores oriental, central e ocidental do litoral maranhense, complementadas pela análise de exsicatas disponíveis em herbários virtuais e pela observação presencial de materiais nos acervos dos herbários BMA, HDELTA, MAR e SLUI. As identificações basearam-se em literatura especializada, comparação com materiais validados e análise de tipos nomenclaturais, com a nomenclatura atualizada em bases taxonômicas reconhecidas. Foram registradas 13 espécies distribuídas em 10 gêneros, destacando-se Allamanda, Himatanthus e Mandevilla pela maior representatividade. São apresentadas descrições morfológicas, informações fenológicas, ecológicas e de distribuição, além de chave de identificação e mapas georreferenciados. O estudo representa o primeiro registro abrangente de Apocynaceae nas restingas do Maranhão, contribuindo para o entendimento da flora costeira do Meio-Norte do Brasil e oferecendo subsídios para ações voltadas à conservação da biodiversidade regional.
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RUTH MYRIAN DE MORAES E SILVA
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BIOECOLOGIA DO CARRAPATO Amblyomma rotundatum SOB CONDIÇÕES DE CAMPO E DE LABORATÓRIO: UMA MUDANÇA DE PARADIGMA EM SEU COMPORTAMENTO PARTENOGENÉTICO.
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Data : 28/11/2025
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Amblyomma rotundatum é um carrapato neotropical amplamente distribuído e típico de répteis e anfíbios, conhecido por sua reprodução partenogenética. Entretanto, registros recentes na Amazônia brasileira sugerem a existência de populações possivelmente bissexuais. Assim, este estudo buscou identificar populações naturais contendo machos e descrever sua bioecologia em condições de campo e laboratório. Carrapatos foram coletados em Iguana iguana, Chelonoidis spp. e Rhinella marina no Maranhão, identificados morfologicamente e utilizados para estabelecer uma colônia experimental. Parâmetros biológicos como períodos de alimentação, ecdise, pré-postura e incubação foram obtidos a partir de infestações em R. marina. Machos provenientes dessa colônia foram redescritos morfologicamente por microscopia óptica e eletrônica, revelando características bem definidas e de acordo com registros prévios de machos laboratoriais. Os resultados do ciclo biológico mostraram altas taxas de alimentação e muda, dados compatíveis com relatos para populações partenogenéticas. As fêmeas alimentadas apresentaram elevada taxa de postura e boa viabilidade dos ovos. A incubação manteve tempos regulares e alta eclosão. Análises moleculares envolvendo 16S rDNA, ITS2 e triagem para patógenos confirmaram a identidade dos espécimes como A. rotundatum e foram negativos para patógenos. Nosso estudo integra dados morfológicos, biológicos e moleculares, revelando a presença confirmada de machos em uma população natural da espécie e contribuindo para o entendimento da evolução e variabilidade reprodutiva de A. rotundatum.
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PHELIPE SILVA DE ARAÚJO
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Remoções de Carbono em Florestas Secundárias e Emissões do Desmatamento e Incêndios Florestais no Brasil entre 1986 e 2023.
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Data : 21/10/2025
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As florestas secundárias constituem um dos principais mecanismos naturais de remoção de carbono atmosférico em escala tropical. No Brasil, a extensão e a distribuição dessas áreas florestais variam entre os biomas, sendo influenciadas por fatores edafoclimáticos, socioeconômicos e históricos de uso do solo. Este estudo tem como objetivo mapear e quantificar, em escala nacional, as absorções e remoções de carbono e a dinâmica espaço-temporal da extensão e da idade das florestas secundárias brasileiras entre 1986 e 2023, a partir de dados do projeto MapBiomas processados na plataforma Google Earth Engine. A metodologia se estrutura em quatro etapas principais: reclassificação da cobertura do solo, mapeamento do incremento anual, estimativa da extensão e cálculo da idade das florestas secundárias. Os resultados indicam um aumento expressivo da cobertura de florestas secundárias no período analisado, com destaque para a Mata Atlântica e o Cerrado, que apresentaram os maiores incrementos proporcionais. Observou-se também uma desaceleração no ritmo de regeneração após o ano 2000, possivelmente associada à intensificação das pressões antrópicas e à estagnação das políticas de conservação. As análises reforçam a relevância das florestas secundárias como sumidouros de carbono e destacam sua contribuição estratégica para a mitigação das mudanças climáticas, especialmente nos primeiros anos de regeneração, quando as taxas de sequestro de carbono tendem a ser mais elevadas. Os dados gerados neste estudo contribuem para o aprimoramento das estratégias de manejo florestal, conservação da biodiversidade e formulação de políticas públicas voltadas à restauração ecológica em escala nacional.
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VANESSA DA SILVA LIMA
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ESTUDO CIENTOMÉTRICO SOBRE ECOLOGIA FUNCIONAL DE ORGANISMOS AQUÁTICOS
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Orientador : MARCELO MORAES ANDRADE
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Data : 17/10/2025
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A ecologia funcional aborda as funções em que os organismos exercem nos ecossistemas bem como as interações entre esses organismos e o ambiente que habitam. Nisso, no que se refere a essas interações relacionadas a organismos aquáticos, existem inúmeros estudos sobre o assunto que denotam um gradual interesse acerca do tema. Assim sendo, o objetivo desta pesquisa foi analisar por meio de estudo cientométrico, a evolução das publicações científicas relativas à ecologia funcional de organismos aquáticos, explorando as tendências de estudo e lacunas de conhecimento sobre o assunto, incluídas na base de dados Scopus. Conduziu-se um levantamento bibliográfico de caráter exploratório e descritivo, onde os dados foram coletados na base de dados Scopus e examinados por meio da interface Biblioshiny do pacote Bibliometrix, instalado pelo software R Studio (versão 4.4.2). Os resultados evidenciaram um elevado interesse em relação a esse tema especialmente a partir da última década, com um aumento expressivo nas publicações, além de apontar importantes lacunas de conhecimento e direcionamentos de pesquisa no campo. Este estudo não apenas auxilia no mapeamento da evolução do conhecimento sobre esse tema, mas também oferece diretrizes para investigações futuras na área.
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JAYARA DE SOUSA LIMA
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Percepção de mudanças e riscos ambientais e suas consequências sobre o manejo do babaçu Attalea Speciosa (Mart. Ex Spreng) Em duas comunidades rurais no Maranhão
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Orientador : ANDRE LUIZ BORBA DO NASCIMENTO
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Data : 30/09/2025
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Esta dissertação investigou as percepções de risco ambiental e as estratégias adaptativas em comunidades de quebradeiras de coco babaçu no município de Timbiras, Maranhão, com foco nas comunidades Sardinha e Alegria. Partiu-se da premissa de que a percepção de mudanças ambientais e a adoção de práticas adaptativas são condicionadas por fatores socioeconômicos, históricos e territoriais. Foram aplicados questionários semiestruturados a 58 participantes, incluindo homens e mulheres, contemplando idade, escolaridade, renda e tempo de experiência no extrativismo. A análise combinou métodos quantitativos, como regressões lineares e logísticas, e qualitativos, por meio da categorização de narrativas sobre causas, consequências e respostas às mudanças ambientais. Os resultados mostraram que a percepção de risco, isoladamente, não apresentou associação estatisticamente significativa com a adoção de estratégias adaptativas, sugerindo que fatores coletivos e institucionais são mais determinantes nesse processo. Entretanto, verificou-se correlação positiva entre maior risco percebido e maior diversidade de estratégias, confirmando a importância da memória coletiva e do conhecimento ecológico tradicional. Observou-se ainda que idade e tempo de experiência influenciam a percepção de risco em situações específicas, como mudanças na flora e no regime de chuvas. Além disso, o contexto comunitário, sobretudo em Sardinha, demonstrou ser determinante para a adoção de estratégias relacionadas ao babaçu, evidenciando o papel da organização social no fortalecimento da resiliência socioecológica. De forma geral, os resultados indicam que a adaptação às mudanças ambientais não pode ser explicada apenas por atributos individuais, mas resulta de processos históricos, sociais e culturais enraizados na vida comunitária. Ao destacar o protagonismo das quebradeiras de coco, o estudo contribui para o debate sobre resiliência socioambiental e justiça climática, reforçando a necessidade de políticas públicas que valorizem os saberes tradicionais, fortaleçam redes comunitárias e assegurem a proteção territorial dessas populações.
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LAILDA BRITO SOARES
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FLORA DE HYPERICACEAE JUSS. (MALPIGHIALES) NO MARANHÃO, BRASIL
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Orientador : LUCAS CARDOSO MARINHO
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Data : 29/09/2025
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Malpighiales é uma das ordens mais numerosas dentre as angiospermas com 36 famílias, 716 gêneros e cerca de 16.000 espécies. As características morfológicas comuns às famílias de Malpighiales são escassas, mas há evidências filogenéticas moleculares que sustentam a formação de agrupamentos taxonômico. Atualmente Hypericaceae possui cinco gêneros distribuídos nas regiões temperadas e tropicais do globo. No Brasil ocorre dois gêneros: Hypericum L. e Vismia Vand., com ocorrência confirmada em todos os estados do país. Vismia é o único gênero da família com ocorrência no Maranhão; tem distribuição neotropical que vai do México até o sudeste do Brasil. O clado clusioide é composto por Bonnetiaceae, Calophyllaceae, Clusiaceae, Hypericaceae e Podostemaceae. Vismia destaca-se entre a família Hypericaceae devido a sua ampla distribuição nas Américas, diversidade, e elevado potencial fitoterápico. Uma característica ecológica importante é que Vismia geralmente ocorre como pioneira nas florestas secundárias onde desempenha papel crucial na sucessão ecológica e no restabelecimento da vegetação nativa. Nesta dissertação foram desenvolvidos estudos taxonômicos sobre o gênero Vismia (Hypericaceae) e anatomia de uma espécie, V. guianensis, que ocorre no estado do Maranhão. Os dados obtidos estão organizados em dois capítulos: o primeiro capítulo da dissertação apresenta resultados taxonômicos obtidos através de coletas, descrições, análises de coleções, registros fotográficos, chaves de identificação e ilustrações das cincos espécies que ocorrem no Maranhão, sendo elas: Vismia cayennensis, V. gracilis, V. guianensis, V. sandwithii e V. tenuinervia; o segundo capítulo apresenta a anatomia foliar e floral de V. guianensis Portanto, este estudo consolida o conhecimento sobre a flora maranhense, detalhando a diversidade taxonômica das espécies do gênero Vismia ocorrentes no estado, assim como uma análise anatômica do gênero Vismia guianensis, contribuindo para a botânica regional e para elucidar o conhecimento da família Hypericaceae.
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SARA DA SILVA AGUIAR
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AGREGAÇÃO ESPACIAL DAS ESPÉCIES DE PEIXES EM FUNÇÃO DO CICLO HIDROLÓGICO NO BAIXO ITAPECURU
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Orientador : NIVALDO MAGALHAES PIORSKI
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Data : 05/06/2025
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A compreensão dos mecanismos que estruturam as comunidades de peixes em ecossistemas aquáticos neotropicais ainda representa um desafio científico, particularmente no que diz respeito à integração entre padrões morfofuncionais e redes de interações ecológicas. Este trabalho investigou a estruturação ecológica da ictiofauna do baixo Rio Itapecuru (Maranhão, Brasil) por meio de duas abordagens complementares: morfologia funcional e análise de redes de coocorrência, visando compreender os mecanismos que sustentam a diversidade e estabilidade dessas comunidades aquáticas. Utilizamos espécies de três pontos (Santa Luzia, São Miguel e Rosário) ao longo de dois anos. Para a análise de diversidade funcional nove índices morfométricos, derivados de 14 medidas corporais, revelaram que atributos como compressão do corpo (IC), configuração da nadadeira peitoral (CNP) e altura relativa do corpo (ARC) foram determinantes na estruturação da comunidade. A análise de componentes principais (ACP) identificou agrupamentos funcionais associados a estratégias de locomoção, alimentação e uso de habitat. Também utilizando redes de coocorrência para explorar padrões de interação em diferentes períodos hidrológicos. Os resultados destacaram diferenças estruturais e conectância entre pontos (33,93% em Santa Luzia vs 29,17% em São Miguel); e o papel de hubs como Pimelodus blochii. A plasticidade de Megalops atlanticus e a baixa modularidade (Q<0,33) revelaram como condições locais modulam essas relações.
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TALLES AUGUSTO GOMES COSTA SILVA
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COMPOSIÇÃO DO ESTRATO VEGETAL E DA FAUNA INVERTEBRADA DO SOLO EM UM FRAGMENTO DE FLORESTA AMAZÔNICA
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Data : 30/05/2025
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A Amazônia brasileira vem passando por grandes mudanças na paisagem com perda da vegetação natural e avanço da agropecuária dando origem a uma nova fronteira agrícola no Brasil. Por essa razão, precisamos buscar formas de entender a complexidade das florestas por meio de novos índices de avaliação ambiental que possibilitem sobretudo a recomposição da floresta no futuro. O experimento foi realizado na Reserva Batatã, administrada pela CAEMA, fazendo parte do Parque Estadual do Bacanga, localizada na Ilha de Upaon-Açu, ou Ilha de São Luís, Maranhão. Foram avaliados os seguintes atributos: espécies de plantas herbáceas/rasteiras, espécies arbustivas e árvores, ademais da riqueza e abundância de organismos da fauna invertebrada do solo. Nesse local foram amostrados 64 pontos distribuídos em um transecto. Os dados foram inicialmente analisados pela estatística descritiva e posteriormente, utilizadas ferramentas de análise multifractal e joint multifractal. A função de partição indicou que todas as variáveis apresentavam comportamento multifractal, com ajustes maiores que R² = 0.9. O espectro de dimensão generalizada e o espectro de singularidade confirmaram que todas as variáveis apresentam comportamento multifractal, havendo mais multifractalidade para espécies monocotiledôneas herbáceas, cujo desenvolvimento é mais rápido do que os das plantas lenhosas. O espectro de singularidade confirmou que todas as variáveis apresentam comportamento multifractal, havendo maior multifractalidade para o subgrupo vegetal das lenhosas arbóreas. O que significa que há maior heterogeneidade para essas espécies.
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