Ir para acessibilidade
inicio do conteúdo

Banca de QUALIFICAÇÃO: HAYANNE GALVAO PEREIRA ALVES

2025-07-25 16:53:36.681

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: HAYANNE GALVAO PEREIRA ALVES
DATA: 30/07/2025
HORA: 09:00
TÍTULO: Entre a timeline e a narrativa de si: como produtoras de conteúdo do Instagram performam identidade e subjetividade na lógica da midiatização.
PALAVRAS-CHAVES: Identidade; Subjetividade; Influenciadoras digitais; Instagram; Midiatização.
PÁGINAS: 59
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Psicologia
RESUMO: As redes sociais digitais assumem um papel central nas disputas contemporâneas por sentido, visibilidade e reconhecimento. O Instagram, nesse cenário, configura-se como um campo hegemônico de produção discursiva e modulação de subjetividades, especialmente por meio de performances que articulam consumo, produção de conteúdo e mercado. A presente pesquisa tem como objetivo identificar e analisar os padrões discursivos por meio dos quais produtoras de conteúdo constroem sentidos sobre identidade e subjetividade em suas postagens públicas na plataforma. Parte-se da compreensão de que esses discursos não emergem de vontades individuais isoladas, mas são moldados por lógicas algorítmicas que organizam as experiências digitais e orientam as formas de expressão de si. O estudo se estrutura a partir de um percurso teórico que se inicia na análise do Instagram como campo de disputa hegemônica. Nesse eixo, são discutidas as diretrizes da plataforma, o perfil dos usuários brasileiros e o funcionamento da modulação algorítmica, que influencia diretamente a visibilidade e a circulação de conteúdos. Em seguida, aborda-se a midiatização como processo estruturante da contemporaneidade, que reconfigura práticas sociais e interações cotidianas, promovendo a virtualização da experiência e transformando as redes em ambientes produtores de realidade. A pesquisa articula os conceitos de subjetividade, materialismo cultural e interseccionalidade. Entende-se que a identidade é uma construção histórica, relacional e materialista, atravessada por sociais como gênero, classe e raça. A subjetividade, nesse contexto, é produzida em meio a disputas simbólicas, influenciada por narrativas dominantes, estruturas econômicas e dinâmicas midiáticas. O materialismo cultural é utilizado para compreender como práticas culturais operam em tensão com estruturas hegemônicas, revelando conflitos entre formas dominantes, emergentes e residuais de produção de sentido. Já a interseccionalidade oferece ferramentas para analisar como as opressões se combinam e se manifestam de maneira complexa na experiência de mulheres influenciadoras, especialmente no campo da exposição de si. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório, e utiliza como método de análise a análise temática. O corpus empírico é composto por postagens do feed de quatro influenciadoras que atuam nas áreas de autoconhecimento, estilo de vida e saúde mental. A seleção prioriza conteúdos que abordem temas como autenticidade, empoderamento, autocuidado e transformação pessoal. Por fim, discute-se como essas influenciadoras performam suas identidades em um ambiente estruturado pela lógica do espetáculo e pela mercantilização da subjetividade, tensionando os limites entre expressão pessoal e demanda algorítmica. Espera-se que a pesquisa contribua para uma compreensão crítica dos efeitos simbólicos e materiais da presença digital, evidenciando como as plataformas digitais atuam na conformação de subjetividades e identidades.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 881.952.603-49 - DAYSE MARINHO MARTINS
Presidente - 2193924 - FABIO PALACIO DE AZEVEDO
Externo ao Programa - 3441307 - RICARDO COSTA ALVARENGA
Interno - 2280386 - ROSINETE DE JESUS SILVA FERREIRA

fim do conteúdo