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Banca de DEFESA: HAYANNE GALVAO PEREIRA ALVES

2026-04-13 10:21:41.414

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: HAYANNE GALVAO PEREIRA ALVES
DATA: 14/04/2026
HORA: 09:00
TÍTULO: ENTRE A TIMELINE E A NARRATIVA DE SI: como produtoras de conteúdo do Instagram performam identidade e subjetividade na lógica da midiatização e do consumo.
PALAVRAS-CHAVES: Instagram; Subjetividade; Midiatização; Identidade; Influenciadoras digitais.
PÁGINAS: 117
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Psicologia
RESUMO: As redes sociais digitais assumem um papel central nas disputas contemporâneas por sentido, visibilidade e reconhecimento. O Instagram, nesse cenário, configura-se como um campo privilegiado de produção discursiva e modulação de subjetividades, especialmente por meio de performances que articulam produção de conteúdo, mercado e consumo. A presente pesquisa teve como objetivo analisar os padrões discursivos por meio dos quais produtoras de conteúdo no Instagram constroem sentidos sobre identidade e subjetividade em suas postagens públicas na plataforma. Parte-se da compreensão de que tais discursos não emergem de vontades individuais isoladas, mas são produzidos em condições sociotécnicas específicas, sendo atravessados por lógicas algorítmicas que organizam as experiências digitais e orientam as formas de expressão de si. O estudo apresenta, inicialmente, uma discussão sobre as redes sociais digitais, com ênfase no Instagram, abordando o perfil dos usuários brasileiros, a origem e as diretrizes institucionais da plataforma, bem como um panorama de pesquisas que o situam como objeto relevante nas investigações contemporâneas sobre cultura digital. Em seguida, discute-se a midiatização como processo estruturante da contemporaneidade, destacando seu papel na virtualização das interações sociais e na reorganização das práticas comunicacionais, bem como o funcionamento da modulação algorítmica enquanto dispositivo que regula a circulação de conteúdos e participa da constituição de uma economia psíquica orientada pela atenção e pelo engajamento. O referencial teórico- metodológico ancora-se no materialismo cultural, a partir do qual o Instagram é compreendido como campo de disputa hegemônica. São mobilizados os conceitos de subjetividade e identidade, com base na noção de estruturas de sentimento, no gênero como categoria analítica da experiência social e na interseccionalidade como operador de análise das articulações entre marcadores sociais. A atuação das influenciadoras digitais é analisada à luz da lógica da espetacularização da vida, evidenciando como a exposição de si se converte em valor simbólico e econômico nas plataformas digitais. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e documental, orientada pela Análise Temática Reflexiva. O corpus empírico foi composto por postagens públicas do feed de seis influenciadoras: três psicólogas, duas mentoras e uma terapeuta cristã, com perfis entre 10 mil e 50 mil seguidores, selecionadas com base em critérios previamente definidos, considerando conteúdos relacionados à identidade e subjetividade, direcionado a mulheres. A coleta de dados foi realizada entre setembro e outubro de 2025, e a análise seguiu as etapas propostas por Braun e Clarke. Os resultados indicaram a existência de um tema central: subjetividade feminina como projeto permanente de transformação, articulado a três temas organizadores: (1) sofrimento feminino reconhecido e redirecionado à autogestão; (2) pedagogia emocional e produção de normas de subjetividade feminina; e (3) prosperidade e relações como campos de aplicação da transformação pessoal. Como temas transversais, destacaram-se a ritualização, a espiritualização, a performatividade e a mercantilização. Conclui-se que as influenciadoras operam a partir de dispositivos de subjetivação; as narrativas analisadas, embora produzam identificação e validação do sofrimento, contribuem para a interiorização de demandas de autogestão alinhadas a lógicas pedagógicas e neoliberais. A pesquisa evidencia, portanto, que as plataformas digitais não apenas mediam, mas participam ativamente da produção de modos de ser e de viver, tensionando os limites entre expressão de si, regulação algorítmica e mercantilização da subjetividade.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 881.952.603-49 - DAYSE MARINHO MARTINS
Presidente - 2193924 - FABIO PALACIO DE AZEVEDO
Externo à Instituição - RICARDO COSTA ALVARENGA - UNIFESSPA
Interno - 2280386 - ROSINETE DE JESUS SILVA FERREIRA

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