Banca de DEFESA: MARCELLA ABREU DOS SANTOS
2025-10-29 11:02:09.71
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARCELLA ABREU DOS SANTOS
DATA: 29/10/2025
HORA: 16:30
TÍTULO: DESIGNANTROPOLOGIA E MEMÓRIA: COCRIANDO NARRATIVAS VISUAIS PARA O MEMORIAL APOLÔNIO MELÔNIO COM O BOI DA FLORESTA
PALAVRAS-CHAVES: designantropologia; narrativa; memória social; identidade; narrativas outras; contra-narrativa; contra-memória
PÁGINAS: 251
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Desenho Industrial
SUBÁREA: Desenho de Produto
RESUMO: Para o Boi da Floresta, localizado em uma das regiões mais vulneráveis de São Luís, a manutenção e coesão do grupo são objetivos constantes. E uma das principais estratégias para preservar manifestações culturais consiste na acessibilidade à memória. Assumindo a memória como algo dinâmico e de caráter prático, que nos molda e é moldada por nós, acreditamos que o design poderia contribuir para esse processo. Por ser uma atividade criativa que media as relações entre pessoas, objetos, processos e serviços, o design contribui, de modo discursivo e prático, para qualificar as formas de viver no capitalismo cognitivo, por acionar de forma irrestrita e pouco problematizada, conceitos associados como soluções emancipadoras para os problemas gerados por esse regime. Nesse sentido, as narrativas produzidas como devir das práticas de design, alimentam a produção e continuidade dessas mesmas práticas. Por outro lado, reconhecemos que esses atributos muitas vezes utilizados para controle e consumo de vida, também podem ser dispositivos de resistência, organização e mobilização do corpo social e, nesse sentido, o design, por suas práticas contextuais, localizadas e de experimentação e participação coletiva, podem fazer uso da criatividade por meio de processos mais horizontais que possibilitem uma maior equidade. Nesse contexto, nesta dissertação, buscamos investigar se o design, por meio da abordagem de designantropologia, poderia realmente ser uma alternativa para uma criação comprometida com cosmovisões pluriversais de mundo, principalmente, no que tange a comunidades tradicionais, e às narrativas e imaginários construídos pelo campo do design sobre comunidades como o Boi da Floresta. Ao longo de 12 meses de correspondência em campo, criamos com e a partir das visões que esta comunidade tem de si mesma e da vida, visando cocriar narrativas visuais para o desenvolvimento do Memorial Apolônio Melônio, sua expografia e exposição e sua identidade visual. Tratou-se, então, de uma pesquisa-ação participativa combinada à abordagem de designantropologia. Com resultado, a rememoração, atualização e tangibilização da memória do Boi para a construção do Memorial Apolônio Melônio foram alcançadas por meio de um desenho metodológico que entrelaçou as vozes da comunidade, o arcabouço teórico e minha própria experiência como pesquisadora. Desta forma, argumentamos que o trabalho oferece um testemunho metodológico de como a designantropologia pode operar como prática de correspondência e resistência, fortalecendo abordagens decoloniais e não extrativistas
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - EVA ROLIM MIRANDA - UFPE
Externo à Instituição - MARCELINA DAS GRAÇAS DE ALMEIDA - UEMG
Interno - 1202542 - MARCIO JAMES SOARES GUIMARAES
Presidente - 1485391 - RAQUEL GOMES NORONHA