Banca de DEFESA: DANIELLE CASTRO DA SILVA
2024-11-27 17:27:39.249
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DANIELLE CASTRO DA SILVA
DATA: 20/12/2024
HORA: 15:00
TÍTULO: Ferreira Gullar "ao rés do chão": horizonte poético, exílio e identidade em Na vertigem do dia
PALAVRAS-CHAVES: Horizonte poético; Exílio; Identidade; Ferreira Gullar; Na vertigem do dia
PÁGINAS: 109
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
SUBÁREA: Literatura Brasileira
RESUMO: O objetivo deste estudo é analisar a construção de paisagens poéticas em torno da experiência do exílio, na obra de Ferreira Gullar, intitulada Na vertigem do dia (2013). Partindo das ideias que se conjugam para organizar as relações identitárias dos sujeitos, pela via da ampliação dos sentidos na reconfiguração do tempo e da existência humana pelo verbo e pela memória, buscamos examinar de que modo Gullar expressa sua voz poética, por meio de paisagens literárias construídas por metáforas vivas, enquanto poeta contemporâneo que revela seu horizonte poético e suas fraturas em torno do trauma e do inenarrável, como testemunha de ditaduras na América Latina, na condição de sujeito que passa pelos movimentos de insílio, exílio e desexílio. Para tanto, parte-se, metodologicamente, de um olhar fenomenológico sobre a questão (Collot, 2013; Derrida, 1991; Heidegger, 2005; Merleau-Ponty, 1999), adotando-se as concepções de fator de arte (Candido, 2009) e de mundo inventado (Gullar, 1998; 2006; 2013). Para a execução do estudo, foi realizada pesquisa bibliográfica e de entrevistas em mídias hoje disponíveis sobre a obra de Ferreira Gullar. O corpus teórico considera as contribuições sobre as categorias memória (Nora, 1993; Halbwachs, 1990; Pollak, 1992; Ricur, 1991; 1994; 2000; 2007), metáforas vivas (Derrida, 1991; Ricur, 2000) e voz poética (Derrida, 1994). Considerando as questões exilares, utilizamos as contribuições sobre o inenarrável (Agamben, 2009; Gagnebin, 2006; Schollamer, 2009; Seligmann-Silva, 2003; Siscar, 2010) e os efeitos do trauma em eventos-limite (Libermann, 2015), além das questões próprias do processo de exiliência (Benedetti, 2009; Paiva, 2017; Todorov, 1996; Volpe, 2005; 2024; Weil, 2001). Quanto às leituras das paisagens poéticas, consideramos os estudos de Collot, 2013; 2018 e Bachelard, 1993, e trabalhamos com os conceitos da Geografia Humanista Cultural (Dardel, 2015; Holzer, 2009; Relph, 2014; Tuan, 2012;2013) sobre a experiência desse sujeito partido como um ser-no-mundo (Heidegger, 2005).
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 407290 - MARCIA MANIR MIGUEL FEITOSA
Externo à Instituição - IDA MARIA SANTOS FERREIRA ALVES - UFF
Externo à Instituição - SILVANA MARIA PANTOJA DOS SANTOS - UEMA