???iracessibilidade???
???inicioConteudo???

Banca de QUALIFICAÇÃO: JADER CAVALCANTE DE ARAUJO

2025-06-29 20:20:51.297

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JADER CAVALCANTE DE ARAUJO
DATA: 30/06/2025
HORA: 14:00
TÍTULO: O LÉXICO ENTRE JOVENS E IDOSOS MARANHENSES: UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE A VARIÁVEL FAIXA ETÁRIA NO “MARANHÊS”
PALAVRAS-CHAVES: Maranhês; Resgate; Cultura; Jovens.
PÁGINAS: 30
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Lingüística
SUBÁREA: Teoria e Análise Lingüística
RESUMO: Este estudo investiga a relação entre o uso linguístico e a faixa etária dos falantes no Maranhão, com foco em uma pesquisa lexicográfica do "maranhês" entre jovens e idosos. A formação cultural do Maranhão é singular, resultante da intensa miscigenação entre povos indígenas (como tupinambás, guajajaras, tremembés), colonizadores lusitanos, africanos escravizados e, posteriormente, a comunidade árabe. Essa confluência histórica, que se estende até o século XIX, moldou uma rica "maranhensidade", em que a língua se destaca como um dos seus traços mais marcantes, evidenciando uma notável riqueza vocabular, fonética e sintática. No entanto se observa que essa herança linguística está se dissipando, talvez impulsionado pela globalização e pela influência das mídias digitais, que propagam o português padrão e gírias de centros urbanos hegemônicos, influenciando as novas gerações a substituir vocábulos e expressões regionais do "maranhês". Essa mudança é, muitas vezes, inconsciente e revela um processo de deslocamento identitário e o impacto do preconceito linguístico, que leva à autocensura e à insegurança. A pesquisa busca identificar até que ponto os maranhenses jovens ainda retêm, em sua rotina linguística, vocábulos e expressões do maranhês, comparativamente com seus pais e avós, ou seja, pretende-se fazer um recorte de três gerações sobre o conhecimento linguístico atávico ao povo maranhense. Objetiva-se, também, apresentar a importância da valorização dos saberes linguísticos tradicionais, considerando a língua como um patrimônio cultural e um elo vital na transmissão da memória coletiva e da identidade de um povo, conforme defendido por Ramos (1986) e Crystal (2000). O estudo enfatiza a necessidade de resgate e preservação do "maranhês", especialmente entre os jovens, e ressalta sua relevância cultural.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 406581 - SONIA MARIA CORREA PEREIRA MUGSCHL
Interno - 406561 - MONICA FONTENELLE CARNEIRO
Externo à Instituição - CLAUDIENE DINIZ DA SILVA - UEMA

???fimConteudo???