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Banca de QUALIFICAÇÃO: CAROL DOS SANTOS AGUIAR

2026-06-11 15:16:25.994

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CAROL DOS SANTOS AGUIAR
DATA: 03/07/2026
HORA: 09:00
TÍTULO: A DINÂMICA DA RIVALIDADE E DA PREDESTINAÇÃO: Transtextualidade, a Bíblia e a Composição do Romance Esaú e Jacó, de Machado de Assis.
PALAVRAS-CHAVES: Bíblia;Transtextualidade; Depravação Total; Literatura. Machado de Assis;
PÁGINAS: 85
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
SUBÁREA: Teoria Literária
RESUMO: Este trabalho analisa a presença das narrativas bíblicas no romance Esaú e Jacó (1908), de Machado de Assis, tomando como eixo central a teoria palimpséstica formulada por Gérard Genette. A pesquisa investiga a forma utilizada pelo escritor brasileiro no processo de reescrita do texto sagrado em sua narrativa literária, sobretudo no que concerne aos conflitos baseados na relação entre os irmãos gêmeos do Gênesis, destacando o impacto dessa matriz na construção dos personagens. Nesse âmbito, a análise volta-se também para a caracterização de outras figuras da obra, com foco em seus aspectos temperamentais, inclinações políticas, amorosas e moralizantes. O corpus principal é constituído pelo romance machadiano em diálogo com a Bíblia, examinados comparativamente à luz das cinco relações transtextuais propostas por Genette, a saber: intertextualidade, paratextualidade, metatextualidade, hipertextualidade e arquitextualidade, visando à sistematização dessa intertextualidade orquestrada. Embora o romance machadiano e a Bíblia estejam inseridos em um contexto histórico de produção distintas, ambas narrativas convergem na representação de conflitos humanos marcados pela disputa, pela dualidade e pela complexidade das relações interpessoais. O objetivo desta pesquisa consiste em compreender como a presença bíblica se manifesta na obra machadiana por meio das relações transtextuais, evidenciando a forma que Machado de Assis faz essa estruturação do texto bíblico dentro do texto literário. Em um segundo momento, esta análise será articulada à teologia da depravação total, a fim de demonstrar como o romance expressa, literariamente, a condição humana caída. Como problemática central, questiona-se de que forma as relações transtextuais estabelecem conexões entre o romance machadiano e a Bíblia, bem como quais são os efeitos dessas aproximações na construção da narrativa, dos personagens e dos conflitos. Do ponto de vista teórico-metodológico, o trabalho fundamenta-se, sobretudo, na teoria palimpséstica de Gérard Genette (2010) nas suas abordagens sobre a transtextualidade. Nas contribuições de Kristeva (1966), Barthes (1973), Riffaterre (1981) e Samoyault (2008) sobre as formulações acerca da intertextualidade. Destacam-se também, os estudos de Northrop Frye (1992) Flávio Aguiar (2004) Auerbach (1946) e Alter (2007) sobre a relevância e presença da Bíblia na literatura, bem como a reflexão de Candido (2006) sobre literatura e a sociedade. Os resultados parciais da pesquisa indicam que o movimento de reescritura feito por Machado de Assis pode ser visto pela ótica da teoria palimpséstica que mostra o uso contínuo e estratégico das narrativas bíblicas. A presença da Bíblia em Esaú e Jacó é operada como estratégia estética, cultural e crítica, por meio da qual o autor brasileiro reelabora uma narrativa fundadora da tradição ocidental, corroborando a permanência dos clássicos e a sua capacidade de produzir novas leituras.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2125298 - RITA DE CASSIA OLIVEIRA
Externo à Instituição - LUIS OLIVEIRA FREITAS - FACMA
Externo à Instituição - MARCOS TÚLIO FERNANDES - UFPB
Co-orientador - 3388475 - TARCYENE ELLEN SANTOS MUNIZ

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