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Banca de QUALIFICAÇÃO: DANIEL DA CONCEIÇÃO RIBEIRO

2026-06-16 11:01:38.551

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DANIEL DA CONCEIÇÃO RIBEIRO
DATA: 06/07/2026
HORA: 09:00
TÍTULO: NÃO HÁ DOMINAÇÃO SEM RESISTÊNCIA: MEMÓRIA, IDEOLOGIA E SENTIDO NA COMUNIDADE CAMPONESA DO CHEIROSO, ITAPECURU MIRIM-MA.
PALAVRAS-CHAVES: Análise do Discurso; Comunidade do Cheiroso; Luta pela Terra; Efeitos de Sentido; Resistência.
PÁGINAS: 84
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Lingüística
SUBÁREA: Teoria e Análise Lingüística
RESUMO: Constituída historicamente por famílias camponesas que vivem do trabalho na terra, a comunidade do Cheiroso construiu, ao longo de décadas, formas próprias de organização, resistência e luta frente às tentativas de expropriação e à omissão do Estado quanto à regularização fundiária. O objetivo desta dissertação é compreender os efeitos de sentido produzidos nos discursos dos camponeses dessa comunidade, localizada no município de Itapecuru Mirim - MA, com foco nas produções discursivas que emergem no interior da luta pela terra, pela organização camponesa, pelo trabalho coletivo e pelos direitos humanos. Do ponto de vista teórico-metodológico, o trabalho filia-se à Análise do Discurso Materialista, especialmente a partir das contribuições de Michel Pêcheux e Eni Orlandi. O corpus analítico é constituído pelo arquivo da luta pela terra na comunidade do Cheiroso, compreendendo registros escritos, postagens e demais materialidades discursivas produzidas no contexto dos conflitos agrários. O dispositivo analítico fundamenta-se na leitura interpretativa dessas materialidades, considerando suas condições históricas de produção e os atravessamentos ideológicos que as constituem, compreendendo o arquivo como o espaço simbólico em que os discursos se inscrevem, circulam e significam, tendo como principais aportes teóricos, Pêcheux (2008, 2010, 2012 e 2015), Althusser (1978, 1978, 2008) e Orlandi (1984, 2015). A pesquisa justifica-se cientifica e socialmente por propor uma leitura do conflito agrário que ultrapassa a dimensão jurídico-administrativa e econômica, articulando a teoria à materialidade histórica concreta. Os resultados demonstram que a luta pela terra é, indissociavelmente, uma luta pela linguagem e pelo sentido constituído no seio da luta de classes. Conclui-se que o povoado Cheiroso evidencia que a linguagem participa ativamente na produção da resistência social, revelando que a disputa pela terra é também o direito de dizer, significar e inscrever-se na história, de resistir.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1018287 - MARCELO NICOMEDES DOS REIS SILVA FILHO
Interno - 1650492 - MONICA DA SILVA CRUZ
Externo à Instituição - ANDRÉIA DA SILVA DALTOÉ - UNISUL
Externo à Instituição - DÉBORA RAQUEL HETTWER MASSMANN - UFAL
Externo à Instituição - MARÍA ALEJANDRA VITALE - UBA

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