Banca de DEFESA: JULIANA TORRES CABEÇA
2025-02-17 10:19:29.287
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JULIANA TORRES CABEÇA
DATA: 21/02/2025
HORA: 09:00
TÍTULO: REFLEXÔES FILOSÓFICAS ACERCA DAS VIOLÊNCIAS E SUA RELAÇÃO COM OS VALORES MORAIS /SOCIAIS A PARTIR DO ENSINO DE FILOSOFIA EM UMA TURMA DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (eja) EM UMA ESCOLA DE BARBACENA-PARÁ
PALAVRAS-CHAVES: Violência contemporânea; Ensino de Filosofia; Ética; Valores; Byung-
Chul Han; Lévinas;
PÁGINAS: 126
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Filosofia
RESUMO: Este trabalho tem como objetivo evidenciar a contribuição do ensino de Filosofia para
o desenvolvimento da análise crítica de estudantes de uma turma da modalidade de
Educação de Jovens e Adultos (EJA) acerca da relação existente entre os valores e
os fenômenos de violência que afligem sua comunidade e a escola. Para tanto,
destacaremos primeiramente o panorama brasileiro atual das violências em meio
escolar com recorte dos últimos cinco anos a fim de ressaltar o aumento dos números,
mas também a defasagem de dados oficiais, o que contribui com a insegurança geral.
Atrelado a isto, evidenciamos as novas modalidades das violências contemporâneas
à luz da Filosofia de Byung-Chul Han, que defende a ideia de uma atualização das
formas de violência, em que passaram de manifestações macrofísicas (visíveis e
abertamente expressas) para microfísicas (discretas e implícitas), fato que se tornou
fundamento do mal estar geral e contribuiu para o aumento do cansaço, depressão,
ansiedade e em última instancia fragiliza todo o sistema social até culminar em ruptura
dos laços sociais que provocam mais violência. A partir destas evidências ressaltamos
a fragilidade do ideal ético moderno e as inseguranças atuais como um empecilho na
construção de um horizonte moral contemporâneo devido a grande dispersão humana
e à quebra de filiação social. Para responder a esse cenário, trazemos Emmanuel
Lévinas e sua Ética da Alteridade como forma de recuperar o sentido das relações
intersubjetivas com foco no Outro, na responsabilidade e na relação desinteressada.
Em Lévinas a questão da violência se encontra em uma instancia não somente física,
mas é consequência da negação do Outro como infinitamente outro, ou seja, da
compreensão do outro como objeto que deve caber em moldes criados
fundamentalmente pela Filosofia tradicional a fim de conte-lo em conceitos. Esse
entendimento se aproxima de Byung-Chul Han, pois nos dois filósofos a ideia de
conter a humanidade do outro resulta em violência e instabilidade moral. A ética da
alteridade pode mudar, se não o cenário concreto atual, pelo menos o entendimento
que temos do outro para que se alcance maior sensibilidade moral.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3089551 - HELDER MACHADO PASSOS
Interno - 2250592 - LUIS HERNAN URIBE MIRANDA
Externo ao Programa - 3336918 - DANIELTON CAMPOS MELONIO